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Política

Zema diz que 10 a 15 PMs são demitidos todos os meses, defende privatização da Cemig e promete reformar todas as escolas

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Candidato à reeleição, Zema abriu a série de entrevistas no podcast Frango com Quiabo. Candidato ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) foi o primeiro entrevistado do g1 Minas
Alex Araújo / g1
O candidato à reeleição ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi o primeiro a ser entrevistado na série do g1, que teve início nesta segunda-feira (22). Às jornalistas Liliana Junger e Thaís Pimentel, Zema disse que 10 a 15 policiais militares são demitidos todos os meses no estado, defendeu a privatização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e falou que vai reformar todas as escolas estaduais.
Nesta terça-feira (23), o entrevistado será o candidato do PL, Carlos Viana, e, na quarta-feira (24), o candidato do PSD, Alexandre Kalil. Os três candidatos tiveram 5% ou mais na pesquisa Ipec de 15 de agosto e, por isso, serão entrevistados ao vivo.
Marcus Pestana (PSDB), Indira Xavier (UP), Renata Regina (PCB), Lorene Figueiredo (PSOL), Vanessa Portugal (PSTU), Cabo Tristão (PMB) e Lourdes Francisco (PCO), demais candidatos ao governo de Minas, participarão de entrevistas gravadas, que serão exibidas de 25 de agosto a 2 de setembro.
Começa, nesta segunda, série de entrevistas do g1 com candidatos ao governo de Minas Gerais
Romeu Zema, candidato do Novo ao governo de Minas, é entrevistado pelo g1
Veja os principais pontos da conversa com Zema:
Violência policial
Romeu Zema (Novo) responde pergunta sobre ocorrências envolvendo policiais
Zema comentou casos recentes em que foram registradas mortes durante abordagens policiais em Minas Gerais. Na última sexta-feira (19), um adolescente de 15 anos foi morto por policiais militares em Belo Horizonte. Em julho, um homem de 29 anos foi assassinado pela PM, na Vila Barraginha, em Contagem, na Região Metropolitana.
Segundo Zema, cerca de 10 a 15 policiais militares são demitidos todos os meses no estado.
“Primeiro, quero lamentar todas essas ocorrências. Estão sendo todas averiguadas. Eu saliento que, em nosso governo, Minas Gerais se transformou no estado mais seguro do Brasil. Temos a polícia menos letal do Brasil. Temos esses problemas? Temos. Serão apurados e, com certeza, teremos militares que serão demitidos. Como eu assino, todo mês, cerca de 10, 15 demissões na Polícia Militar”, falou.
O candidato disse que, ainda, que “se nós temos uma instituição que nós podemos ter orgulho em Minas Gerais é da Polícia Militar”.
Privatização de Copasa e Cemig
Romeu Zema (Novo) responde pergunta sobre privatização
Caso seja reeleito, Zema pretende levar adiante as propostas de desestatização da Cemig e da Copasa. Durante a entrevista, o candidato disse que o estado não tem condições de investir de forma adequada nessas empresas.
“Hoje, o controlador tanto da Copasa quanto da Cemig é um estado que ainda enfrenta seríssimas dificuldades financeiras (…) Nós precisamos ter à frente dessas empresas um acionista que coloque bilhões e bilhões, que vai gerar empregos para o estado e tirar essas empresas da mão da politicagem”, afirmou.
Reforma de escolas
Romeu Zema (Novo) responde pergunta sobre reforma nas escolas estaduais
Zema disse que todas as escolas estaduais de Minas Gerais vão passar por reformas.
“Nós estamos agora em um processo de cobrirmos quadras em todas as escolas que têm área, para que os alunos não fiquem dependendo de tempo (…) Nós estamos nesse momento construindo mais de 300 quadras cobertas nas escolas estaduais, e não vai ficar escola em estado de mau conservação, não”, disse.
Diversidade no governo
Romeu Zema (Novo) responde pergunta sobre a presença feminina na polítca
Romeu Zema falou da atuação de mulheres no governo dele e o que pretende fazer para aumentar a diversidade com servidores negros e negras e assumidamente LGBTQIAP+ no governo caso seja reeleito.
“Eu sou totalmente favorável para que essas minorias possam ter uma situação diferente no processo de seleção. A nossa UEMG e a Unimontes já adotam esses critérios nos seus processos de vestibular. Nós temos que lembrar que temos em Minas Gerais um regime do funcionalismo público que foi desenhado na década de 50, que carece de modernização e que nós queremos modernizar”.
Relação com outros partidos
Romeu Zema (Novo) responde pergunta sobre fortalecimento de laços em apoio de governo
Zema falou que o mandato dele é realizado com uma “política diferente”, mas que precisa de aliados de outros partidos para aprovar pautas na Assembleia Legislativa.
“Nós somos um governo meritocrático, não tenho nenhum parente no estado, não moro em palácio, moro na minha casa. Antes, o governador Pimentel tinha 32 empregadas. Me considero bem diferente da política que sempre vigorou em Minas Gerais. Nós temos feito um governo técnico, pautado por dados, e não por influência dos poderosos”, falou o governador.
“Agora, para você fazer política, você precisa ter aliados, porque muita coisa é votada na Assembleia. Eu não posso simplesmente falar: ‘eu só vou depender do meu partido’. O meu partido não tem número suficiente”, afirmou.
Apoio a presidenciáveis
Romeu Zema (Novo) responde pergunta sobre apoio a presidenciáveis
Em 2018, Zema pediu votos para João Amoêdo e Jair Bolsonaro. Na eleição deste ano, o candidato à reeleição em MG apoia Felipe D’Ávila. Questionado quem apoiaria em um possível segundo turno presidencial, ele disse que é necessário aguardar, mas afirmou que não vota no PT.
“O segundo turno não sabemos como vai acontecer, pode ser que a eleição seja resolvida no primeiro turno. É muito prematuro (falar em apoio), vamos aguardar para ver, mas uma coisa eu já adianto: eu não voto em corrupto. Em PT eu não voto, um governo que teve tanto escândalo, para mim, é algo inadmissível”.
Mineração
Romeu Zema (Novo) fala sobre mineração na Serra do Curral
Romeu Zema disse que o estado tem adotado ações para tornar Minas Gerais menos dependente da mineração e que assumiu um compromisso com a população para que tragédias com barragens, como em Mariana e Brumadinho, sejam “coisa do passado”.
“Eu não quero que nenhum governador de Minas enfrente aquilo que eu enfrentei no dia 25 de janeiro de 2019, a perda de 272 pessoas”, falou.
Sobre a aprovação do licenciamento do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam) para a exploração minerária na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Zema disse que o processo “seguiu todos os trâmites legais”.
“Quando nós tivemos a tragédia de Brumadinho, nós aprovamos a Lei Mar de Lama Nunca Mais, que tornou os critérios muito mais rigorosos, a régua subiu, e esse projeto atendeu esses critérios”, afirmou.
Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas:

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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