Política
Marília Arraes diz que vai criar bilhete único no transporte, acabar com faixas salariais nas polícias e reduzir impostos; veja todos os trechos
Candidata do Solidariedade abriu, nesta segunda-feira (22), série de entrevistas comandadas por Clarissa Góes com candidatos ao governo do estado. Entrevista foi transmitida ao vivo direto do estúdio do g1, no Recife. Entrevista do g1 com Marília Arraes (Solidariedade), candidata ao governo de PE – Íntegra
A candidata ao governo de Pernambuco Marília Arraes (Solidariedade) foi a primeira a ser entrevistada na série do g1, que começou nesta segunda-feira (22). À apresentadora Clarissa Góes, ela disse que pretende criar um bilhete único para que os trabalhadores possam se locomover por seis meses no estado, que vai acabar com as faixas salariais nas polícias do estado e que pretende reduzir os impostos para incentivar investimentos e a formalização do trabalho.
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Veja acima a íntegra da entrevista ou ouça, abaixo, no podcast:
Na terça-feira (23), Anderson Ferreira (PL) é entrevistado. Depois dele, vêm Danilo Cabral (PSB), na quarta-feira (24); Raquel Lyra (PSDB), na quinta-feira (25); e Miguel Coelho (União Brasil), na sexta-feira (26). Eles tiverm 5% ou mais na pesquisa Ipec de 15 de agosto e, por isso, serão entrevistados ao vivo por Clarissa Góes, apresentadora do Bom Dia Pernambuco, direto do estúdio do g1, no Recife.
Jadilson Bombeiro (PMB), Ubiracy Olímpio (PCO), João Arnaldo (PSOL), Jones Manoel (PCB), Pastor Wellington (PTB) e Claudia Ribeiro (PSTU), que tiveram menos que 5%, participarão de entrevistas gravadas, que serão exibidas de 29 de agosto a 6 de setembro.
Clarissa Góes e Marília Arraes (Solidariedade) durante entrevista ao g1
Pedro Alves/g1
Veja, abaixo, todos os trechos da entrevista de Marília Arraes ao g1:
Falta de vagas na saúde
Programa Mais Médicos
Problemas no Hospital da Restauração
Tratamento de saúde para mulheres e gestantes
Violência e Pacto Pela Vida
Fim de faixas salariais na PM
Mudança do Complexo do Curado
Mobilidade e Bilhete Único
Problemas no Metrô do Recife
Saneamento e abastecimento de água
Desemprego e geração de renda
Competitividade de Pernambuco nos investimentos
Crédito para empreendedores
Retomada do turismo
Incentivo à cultura
Recuperação de rodovias
Habitação e mortes em áreas de risco
Educação integral e profissionalizante
Política
Diálogo com o prefeito do Recife
Falta de vagas na saúde
Marília Arraes (Solidariedade) responde à primeira pergunta
A primeira pergunta foi sobre a falta de vagas no sistema público de saúde em Pernambuco e a superlotação de hospitais. Ela afirmou que o grande problema de saúde do estado é a centralização dos serviços no Grande Recife. “Nós temos muitos serviços centralizados na Região Metropolitana. Para você ter uma ideia, hoje, aqui na Região Metropolitana, temos em média 480 habitantes por leito, enquanto no interior é cerca de 800 habitantes por leito”, disse. Ela prometeu, por exemplo, construir um hospital geral em Petrolina, para atender alta complexidade, além de um hospital de câncer no Sertão do Araripe, concluir o Hospital de Serra Talhada e construir o Hospital da Mulher de Caruaru.
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Programa Mais Médicos
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre criação do Mais Médico PE
Em relação ao déficit de médicos na atenção à saúde, ela pretende dar incentivos para que os profissionais sejam formados e passem um tempo da carreira no interior, para atuar nas regiões em que mais falta profissionais. “Custear o curso de medicina de pessoas que não podem pagar, vindas de escolas públicas do interior, da Região Metropolitana, da periferia, para que elas possam se formar em medicina com o compromisso de, após concluir o curso, passar três anos no interior”, afirmou.
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Problemas no Hospital da Restauração
Marília Arraes (Solidariedade) responde a pergunta sobre o Hospital da Restauração
A candidata também criticou a infraestrutura do Hospital da Restauração, no Centro do Recife, maior emergência pública do Norte e Nordeste. Há, segundo ela, um projeto para diagnosticar os problemas estruturais do local, ajustar os hospitais do Grande Recife para desafogar o HR e recuperar o que precisa ser recuperado. “Havendo uma reestruturação física do Hospital da Restauração, que é o coração da saúde, é uma referência, aliás, como está a Restauração, hoje, é um reflexo de como está a saúde em Pernambuco”, disse.
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Tratamento de saúde para mulheres e gestantes
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre políticas públicas para gestantes
Marília Arraes prometeu criar 15 Casas da Mulher Pernambucana, com salas de parto humanizado, alternativas de inserção em programas sociais e demais ações de cidadania. A proposta é de criar 12 estruturas desse tipo no interior e duas no Grande Recife, algo que, segundo ela, “É perfeitamente possível de se priorizar, o custo também é baixo”, com investimento a R$ 1,3 milhão, cada.
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Violência e Pacto Pela Vida
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre o combate à violência no estado
A candidata disse que pretende, como forma de prevenir a violência, aproximar as forças policiais da população, algo que, segundo ela, faz com que o combate ao crime seja mais efetivo. Disse, também, que vai investir em tecnologia para melhorar as investigações e que vai atualizar o Pacto Pela Vida para combater o crime organizado. “Grupos que atuam fora de Pernambuco e que hoje estão cada vez mais se espalhando no nosso estado. Ou a gente começa a combatê-los agora ou a gente, daqui a quatro ou cinco anos, perde essa guerra”, disse.
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Fim de faixas salariais na PM
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre fim das faixas salariais para PMs
A candidata também prometeu integrar as guardas municipais ao combate ao crime em Pernambuco e acabar com faixas salariais ao longo de quatro anos. “Tem gente que está lá no mesmo posto, na mesma graduação ou patente, e está recebendo salários diferentes”, disse. Por causa disso, ela prometeu fazer uma “correção” dessas faixas para, assim, incentivar o trabalho dos policiais.
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Mudança do Complexo do Curado
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre mudanças dos presídios de lugar
Sobre a ressocialização e a superlotação no Complexo Prisional do Curado, na Zona Oeste do Recife, Marília Arraes prometeu retirar do Recife as unidades. Segundo ela, é preciso fazer um trabalho integrado com presídios para combater o crime organizado, e redistribuir o ICMS para incentivar a descentralização dos presídios. “O correto são presídios menores, vamos incentivar alguns municípios, municípios estratégicos, a receberem presídios de menor porte”, declarou.
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Mobilidade e Bilhete Único
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre bilhete único no transporte
A candidata disse, também, que pretende implementar um bilhete único para o transporte público no Grande Recife, bem como fazer licitações para as concessionárias responsáveis pela mobilidade. “Nós temos hoje uma má organização do sistema de transporte, as empresas que estão funcionando nunca passaram por uma licitação”, declarou. Sobre o bilhete, ela disse que o trabalhador vai pagar uma tarifa social para comprar o bilhete e, assim, se locomover um semestre inteiro.
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Problemas no Metrô do Recife
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre como resolver problemas no metrô
Sobre os frequentes problemas no Metrô do Recife, Marília Arraes disse ser contrária à proposta de estadualização do metrô, hoje gerido pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). “O governo do estado chegou a tentar colocar em execução o BRT, mas nunca saiu a contento. Teve muito recurso, tanto para o BRT quanto para a navegabilidade do Capibaribe, que nunca funcionou”, disse. Ela afirmou que é preciso discutir o papel do governo federal na manutenção do sistema.
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Saneamento e abastecimento de água
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre privatização da Compesa
Sobre os problemas de abastecimento de água e saneamento, ela disse ser preciso “abrir a caixa-preta” da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para entender por que o serviço não é prestado da forma como deveria. “Pernambuco hoje é um estado que falta água de Afrânio, que é a última cidade do Sertão, até a Região Metropolitana, até a Ilha de Itamaracá”, disse. Ela afirmou que o estado é um dos que mais desperdiçam água no Brasil e prometeu “arrumar a gestão da Compesa” e entender a Parceria Público Privada da empresa. “Não pode é ficar há mais de 10 anos uma PPP que não sai do papel, precisa licitar esses sistemas de saneamento, também”, disse.
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Desemprego e geração de renda
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre como gerar empregos
Sobre o desemprego e geração de renda, Marília Arraes disse que pretende melhorar o ambiente de investimento de Pernambuco, que, segundo ela, penaliza o empresário por causa da burocracia, multas e tempo de fiscalizações. Ela disse que pretende agilizar a fiscalização de cargas no estado por meio da implementação de metas e prazos. “Os órgãos do governo vão ter prazo para fiscalizar. Passou esse prazo, automaticamente todos os pedidos vão ser aprovados”, afirmou, complementando que, no início, será necessário passar por um período de adaptação. Também prometeu criar o Novo Chapéu de Palha e um programa de eliminação da pobreza no estado.
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Competitividade de Pernambuco nos investimentos
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre redução de impostos em Pernambuco
Sobre a competitividade de Pernambuco com relação a investimentos no Brasil, ela disse que o estado tem alíquotas de imposto com valores acima da média, e afirmou que isso impacta a arrecadação e a formalização do emprego. “Com certeza os empresários preferem estar regulares, mas é preciso que seja algo que dê para pagar”, disse, ao propor redução da carga tributária.
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Crédito para empreendedores
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre oferta de crédito pelo estado
Marília Arraes disse que pretende buscar junto ao BNDES e ao governo federal investimentos para criar linhas de crédito para empreendedores. Disse, também, que vai priorizar grandes investimentos como o Porto de Suape e a Ferrovia Transnordestina.
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Retomada do turismo
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre propostas na área do turismo
Para a retomada do turismo, Marília Arraes disse que pretende recuperar estradas, cuidar da segurança pública, do abastecimento de água e da infraestrutura. “Não adianta a gente falar de atrair turista se não tiver um local bom para se viver, porque o turista não vai sair da casa dele para passar perrengue”, afirmou. Ela também disse que é preciso “arrumar a casa” e escutar os que fazem o turismo, integrando o turismo e a cultura.
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Incentivo à cultura
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta do público sobre cultura
Marília Arraes prometeu criar uma política permanente de investimento na cultura, para alinhá-la à cidadania, inclusive nas escolas. “Temos esse compromisso de dar uma assistência técnica, inclusive, aos artistas, para aqueles que fazem cultura não ficarem reféns da burocracia. Hoje, os artistas se apresentam e não recebem”, afirmou.
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Recuperação de rodovias
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta do público sobre problemas nas rodovias
A candidata criticou o estado das rodovias estaduais e disse que o percentual de receita corrente líquida investido em rodovias no Ceará, Maranhão, Piauí e Bahia chega a mais que o dobro do praticado em Pernambuco. Ela disse, ainda, que há municípios praticamente isolados, como Lagoa do Ouro, cujas rodovias estão sucateadas. “A gente tem o compromisso de, até o segundo ano de governo, investir no mínimo 10% da receita corrente líquida num programa de conservação e manutenção das estradas”, afirmou.
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Habitação e mortes em áreas de risco
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre habitação em áreas de risco
A candidata do Solidariedade também falou sobre a tragédia das chuvas que deixou mais de 130 mortos em Pernambuco, entre maio e junho deste ano. Ela prometeu investir, anualmente, 1% da receita corrente líquida numa política de estado de habitação. Ela disse que o que ocorreu foi uma “tragédia anunciada”. “Para você ter uma ideia, Paulo Câmara, nos últimos oito anos, investiu R$ 500 milhões em propaganda, e R$ 140 milhões em habitação”, declarou.
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Educação integral e profissionalizante
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre diálogo com o prefeito do Recife
Marília Arraes afirmou que pretende, progressivamente, aumentar o ensino integral, tanto para o ensino fundamental quanto para as crianças que precisam de creche. Ela disse que, para melhorar a qualidade do ensino superior e profissionalizante, é preciso investir na base. “A gente está hoje com uma meta de 50% dos alunos de ensino fundamental estudarem em ensino integral, ao longo dos quatro anos; 60% das crianças de zero a 3 anos estudarem em creche em tempo integral; e 90% das crianças de 4 e 5 anos estarem na pré-escola, que já é lei”, disse. Ela também prometeu criar o Pró-Jovem Pernambuco, voltado a vagas de tecnologia.
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Política
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre mudança de partido e apoio do PSB
Marília Arraes também falou sobre política, e rebateu críticas de adversários políticos de que teria um projeto pessoal em ser eleita. Ela falou sobre a coligação nacional da candidatura do ex-presidente Lula (PT) e Alckmin (PSB). O ex-presidente apoiou a candidatura de Danilo Cabral (PSB), mas Marília Arraes também utiliza a imagem do candidato à Presidência na campanha estadual. “Quem tem que explicar é o PSB, que, quando o vento sopra para um lado que não é favorável a Lula, eles vão e apoiam Aécio Neves, apoiam o impeachment, fazem uma campanha difamatória contra o presidente Lula e seu partido como fizeram em 2020. E, quando está favorável ao presidente Lula, eles colam em Lula para tentar se aproveitar da popularidade dele”, declarou.
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Diálogo com o prefeito do Recife
Marília Arraes (Solidariedade) responde à pergunta sobre diálogo com o prefeito do Recife
A candidata também comentou a relação com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), de quem é prima de segundo grau e com quem disputou a prefeitura em 2020, quando era filiada ao PT. “Não somente com ele, mas com qualquer prefeito que não tenha nos apoiado, nossa relação será institucional, com o maior respeito, até porque o povo não merece pagar a conta por divergência política”, afirmou.
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Próximos entrevistados
Os candidatos entrevistados ao vivo, nesta semana, tiveram 5% ou mais de intenção de voto na pesquisa Ipec de 15 de agosto. Eles têm direito a uma hora de entrevista. Os próximos entrevistados são os seguintes:
Anderson Ferreira (PL) – 23/08 – 14h;
Danilo Cabral (PSB) – 24/08 – 14h;
Raquel Lyra (PSDB) – 25/08 – 14h;
Miguel Coelho (União Brasil) – 26/08 – 14h.
Os outros seis candidatos terão entrevistas de 20 minutos, gravadas sem corte, exibidas entre 29 de agosto e 3 de setembro. A ordem é a seguinte:
Jadilson Bombeiro (PMB): 29/08 – 14h;
Ubiracy Olímpio (PCO): 30/08 – 14h;
João Arnaldo (PSOL): 31/08 – 14h;
Jones Manoel (PCB): 01/09 – 14h;
Pastor Wellington (PTB): 02/09 – 14h;
Claudia Ribeiro (PSTU): 03/09 – 14h.
Todas as entrevistas ficam disponíveis na íntegra, em vídeo, e em áudio, como episódio especial do podcast “O Assunto”.
A iniciativa do g1 de entrevistar em podcast os candidatos começou em junho, com a série do podcast “O Assunto”, apresentada pela jornalista Renata Lo Prete, com os postulantes à corrida presidencial.
Durante as entrevistas, os candidatos também responderão a perguntas do público.
Clique AQUI para participar. Lembre-se de colocar “Entrevista g1” no título e, no campo mensagem, envie sua pergunta.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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