Economia
UE cria plano para blindar agro europeu em acordo com o Mercosul; veja as medidas
Agricultores franceses protestam contra acordo entre UE e Mercosul
A União Europeia apresentou nesta quarta-feira (8) uma proposta com novas regras e salvaguardas para proteger agricultores europeus diante do futuro acordo comercial com o Mercosul.
O regulamento, elaborado pela Comissão Europeia em setembro, funcionaria como uma camada extra de proteção e ficaria acima do tratado comercial com o Mercosul.
Na proposta, a Comissão, que é o órgão executivo da UE, promete monitorar de forma contínua o mercado em relação às importações de produtos agrícolas como carne bovina, aves, arroz, mel, ovos, alho, etanol e açúcar.
A União Europeia pode iniciar uma investigação caso sejam identificados três cenários:
Produtos importados do Mercosul tenham preços 10% mais baixos em relação aos europeus;
Aumento de 10% nas importações de um produto do Mercosul em relação ao ano anterior;
Queda de 10% no preço de importação de um produto do Mercosul em relação ao ano anterior.
Se a investigação concluir que há prejuízo grave, ou ameaça de prejuízo, ao produtor europeu, a União Europeia poderá suspender temporariamente os benefícios tarifários desses produtos.
A União Europeia também se comprometeu a agir rapidamente e concluir as investigações em até quatro meses, em vez dos 12 meses previstos inicialmente no acordo.
Nos casos mais urgentes, as medidas provisórias de proteção poderão ser aplicadas em até 21 dias.
A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia. A Comissão disse esperar que o processo avance de forma rápida.
Agricultores franceses protestam contra o acordo entre União Europeia e Mercosul em Versalhes, setembro de 2025
AP Photo/Michel Euler
Protestos contra o acordo
O acordo comercial com o Mercosul ainda passa por etapas internas de validação. A expectativa é que o pacto seja votado no Conselho da União Europeia no próximo dia 23, durante a cúpula do bloco em Bruxelas.
A proposta enfrenta críticas e protestos de agricultores de países como França e Polônia. Eles afirmam que as salvaguardas previstas até agora são insuficientes.
Na visão dos agricultores, o acordo criará uma competição desleal, já que o custo de produção na Europa é mais alto por causa da legislação e do valor da mão de obra.
Para ser aprovado pelo Conselho, o acordo precisa de maioria qualificada, reunindo o apoio de países que representem ao menos 65% da população do bloco.
No Parlamento Europeu, o texto pode ser aprovado por maioria simples.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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