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Economia

Dólar abre com queda em meio à cautela global e tensões entre potências

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Lula chega ao Palácio Merdeka para reunião com o presidente da Indonésia
O dólar inicia a sessão desta quinta-feira (23) em queda. Por volta das 9h15, a moeda americana recuava 0,11%, sendo negociada a R$ 5,3911. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os mercados iniciam o dia em expectativa, com atenções divididas entre a viagem do presidente Lula à Ásia, as negociações entre Estados Unidos e China e a continuidade da paralisação do governo americano. A alta do petróleo também movimenta o cenário, com reflexos sobre o desempenho das ações da Petrobras.
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▶️ A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Ásia começou hoje, mas deve ganhar destaque com o encontro previsto com Donald Trump neste domingo (26), na Malásia. A reunião deve abordar tarifas comerciais e as sanções impostas por Washington a autoridades brasileiras com base na Lei Magnitsky.
▶️ Em meio às incertezas sobre o “shutdown” nos EUA e a falta de novos indicadores de atividade, os investidores avaliam os balanços corporativos e aguardam desdobramentos nas conversas entre Trump e o líder chinês, Xi Jinping.
▶️ O Ministério do Comércio da China informou que o vice-primeiro-ministro He Lifeng se reunirá com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, na Malásia, a partir desta sexta-feira (24). As discussões sobre comércio e economia devem se estender até segunda-feira (27).
▶️ Os preços do petróleo sobem mais de 5% nesta manhã, superando US$ 65 o barril, após novas sanções de EUA e União Europeia contra a Rússia. O avanço da commodity tende a beneficiar as ações da Petrobras, acompanhando o desempenho positivo dos recibos da estatal (ADRs) em Nova York.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,15%;
Acumulado do mês: +1,40%;
Acumulado do ano: -12,67%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +1,03%;
Acumulado do mês: -0,93%;
Acumulado do ano: +20,44%.
Orçamento 2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na terça-feira (21), em entrevista à GloboNews, que o governo vai enviar dois projetos de lei ao Congresso Nacional para fechar o Orçamento de 2026.
Haddad disse que um projeto vai trazer medidas de arrecadação — como o aumento da tributação de bets — e o outro, ações de contenção de gastos – como mudanças no seguro-defeso.
O governo já tentou aprovar as propostas por meio de uma medida provisória, mas o texto enfrentou resistências no Congresso e perdeu a validade ao não ser votado no prazo.
A Medida Provisória 1303 ficou conhecida como MP do IOF porque tinha como objetivo compensar a revogação do decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no Congresso.
O objetivo era aumentar a arrecadação para equilibrar as contas públicas.
No entanto, a medida sofreu forte resistência no Legislativo e acabou perdendo a validade, antes de ser votada. O governo agora estuda alternativas para recompor o Orçamento já que, com a derrubada da medida, a Fazenda vai enfrentar uma queda expressiva na arrecadação.
Haddad avalia que há mais apoio para aprovar as medidas de corte de gastos, que totalizavam R$ 15 bilhões. A ideia é incluir essas medidas num projeto que já esteja tramitando na Câmara dos Deputados.
Já a parte do aumento de receita, num total de R$ 20 bilhões, tende a sofrer mais resistência novamente. Entre essas medidas, está o aumento da tributação sobre fintechs, bets e juros sobre capital próprio.
Encontro Lula-Trump
Os governos do Brasil e dos Estados Unidos confirmaram que o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump ocorrerá no próximo domingo, durante a abertura da cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia.
A reunião está sendo organizada pelos ministérios das Relações Exteriores dos dois países.
Cerca de duas semanas atrás, Lula e Trump já haviam conversado por telefone por aproximadamente 30 minutos.
O telefonema foi seguido, na última quinta-feira, por uma reunião em Washington entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Em ambas as ocasiões, o foco principal foi a pauta econômica. O ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, não foi mencionado.
Autoridades em Brasília avaliam que o encontro pode marcar o início de uma nova fase na relação entre os dois países, com potencial para destravar negociações comerciais e fortalecer o diálogo político.
A expectativa é que ambos demonstrem disposição para superar a pior crise em mais de dois séculos de relações bilaterais.
EUA em paralisação pelo 22º dia
O governo dos EUA chega hoje ao 22º dia de paralisação, sem sinal de acordo entre democratas e republicanos. O impasse já tornou este o segundo shutdown mais longo da história, e cresce o temor de que ele ultrapasse o recorde de 35 dias, registrado no primeiro mandato de Donald Trump.
A disputa gira em torno da renovação dos subsídios ampliados do Affordable Care Act (ACA), que expiram em breve e podem elevar os custos de saúde para cerca de 22 milhões de americanos.
Os democratas condicionam o fim da paralisação à garantia de que o Congresso aprove o prolongamento desses benefícios.
Já os republicanos, fortalecidos após reunião com Trump, recusam negociar sob o que chamam de “chantagem política”.
Enquanto isso, milhares de servidores federais se preparam para perder o primeiro salário integral desde o início do fechamento parcial do governo. Embora a lei preveja o pagamento retroativo, o próprio governo levantou dúvidas sobre o cumprimento dessa regra, ampliando o clima de incerteza.
Trump tem usado o impasse para reforçar sua agenda de redução do tamanho do Estado, afirmando que pretende cortar gastos e demitir servidores.
A Casa Branca também advertiu que, se o bloqueio persistir, poderá faltar recursos para programas de assistência alimentar e até para o pagamento das forças armadas.
Com o presidente prestes a viajar para a Ásia, cresce a percepção de que o fim da paralisação ainda está distante.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, enquanto os investidores avaliam uma nova rodada de balanços corporativos.
O Dow Jones recuou 0,71%, aos 46.590,41 pontos. O S&P 500 teve perdas de 0,52%, aos 6.700,48 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 0,93%, aos 22.740,40 pontos.
As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira, interrompendo duas sessões consecutivas de ganhos, em meio à divulgação de balanços corporativos abaixo do esperado.
Resultados fracos de grandes companhias, como L’Oréal e Hermès, abalaram a confiança dos investidores e pressionaram especialmente o setor de luxo e de bens pessoais.
No cenário político, novos ataques russos à Ucrânia e o fracasso nas tentativas de paz de Trump impulsionaram ações ligadas à defesa, como Rheinmetall e Hensoldt.
Com isso, o índice STOXX 600 recuou 0,2%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,93%, fechando aos 9.515 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,74%, para 24.151,13 pontos, enquanto em Paris, o CAC 40 perdeu 0,63%, terminando a 8.206,87 pontos. Já em Milão, o FTSE MIB registrou queda de 1,03%, a 42.209,64 pontos.
No sentido oposto, Madri teve leve alta de 0,09%, com o Ibex 35 encerrando a 15.781,60 pontos, e Lisboa avançou 0,40%, com o PSI 20 fechando a 8.305,43 pontos.
Já os mercados asiáticos encerraram o pregão majoritariamente em queda, pressionados pelas tensões comerciais entre China e EUA, e pela forte desvalorização do ouro no mercado internacional.
O índice de Xangai recuou 0,07%, o CSI300 caiu 0,33% e o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 0,94%. No Japão, o Nikkei teve leve baixa de 0,02%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,56%.
Já em Taiwan, o Taiex caiu 0,37%, e em Cingapura, o Straits Times avançou 0,32%, mostrando um desempenho desigual entre os principais mercados da região.
Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025.
Tatan Syuflana/ AP
*Com informações da agência de notícias Reuters.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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