Connect with us

Política

PGR: Lista tríplice em aberto é cartada de Lula para negociar com MP e Centrão

Published

on

Campanha do petista discute ampliar para 6 a relação de nomes apresentados como opção para ocupar a Procuradoria Geral da República, permitindo que Congresso, OAB e STF também façam sugestões. Centrão quer repetir perfil Aras.
Lula responde sobre lista tríplice da Procuradoria-Geral da República
A equipe de campanha de Lula tem conversado internamente sobre a ampliação da listra tríplice de indicados para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para uma lista com seis nomes.
Lula não quer se comprometer – agora – com a lista tríplice pois vai usar a indicação – se eleito – como parte da negociação com o Centrão se o bloco for majoritário no Congresso, além de ser uma forma de negociação com o próprio MP.
Compartilhe este post no Telegram
Compartilhe este post no WhatsApp
Como o blog revelou, o Centrão passou a defender o fim da lista tríplice, e quer repetir o modelo Augusto Aras – o atual procurador-geral da República – na sucessão dele, em 2023.
Como a indicação para PGR é peça estratégica na República, o petista tem evitado se comprometer com o processo atual, como fez na entrevista ao Jornal Nacional na quinta-feira (26), e acaba acenando para todos os lados para deixar em aberto a possibilidade de negociação com interessados em influenciar na escolha: de procuradores ao Congresso.
Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Lula para o JN
Veja o que é #FATO e o que é #FAKE na entrevista de Bolsonaro para o JN
Jornal Nacional entrevista Simone Tebet nesta sexta às 20h55
A lista tríplice é elaborada pela Associação Nacional de Procuradores da República (ANPR), que faz uma votação interna para indicar ao presidente da República os nomes que acredita serem os melhores para ocupar a PGR.
Embora não haja obrigação legal, desde 2003 os presidentes da República escolheram sempre o primeiro colocado dessa eleição. A tradição só foi quebrada por Jair Bolsonaro (PL) ao indicar Augusto Aras, que sequer entrou na lista e é visto por muitos como subserviente ao Planalto.
A ideia da equipe de campanha de Lula é que, além dos 3 nomes, a lista apresentada ao presidente da República inclua outros 3: um indicado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), outro, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e um terceiro pelo Congresso.
“A gente tem que oxigenar essa lista dando mais possibilidade de escolha ao presidente, desde que sejam respeitados requisitos mínimos, de notório saber jurídico, de reputação ilibada, enfim, mas nada que possa de alguma forma prendê-lo a um determinado específico critério de escolha ao primeiro da lista ou coisa do gênero”, diz Marco Aurélio Carvalho, conselheiro de Lula e coordenador do grupo Prerrogativas, que reúne advogados e professores de Direito.
Insuficiente para Centrão, fúria na ANPR
A estratégia de Lula de deixar a garantia em aberto, por ora, provocou insatisfação no Centrão e irritação no MP.
A possibilidade de o Congresso influenciar na escolha do procurador-geral da República – a quem cabe investigar autoridades com foro privilegiado, como os deputados e senadores – é uma cartada em forma de aceno de Lula ao Centrão, que hoje está formalmente com Bolsonaro mas gostaria, num eventual governo do petista, de manter na PGR alguém como Augusto Aras.
Nos bastidores, lideranças do Centrão tem batalhado para que a sucessora de Aras nome de Lindôra Araújo, vice-procuradora-geral da República. Lula já indicou ao grupo que não a escolheria, mas uma lista sêxtupla permitiria apresentar uma alternativa que considere mais palatável.
No entanto, fontes do Centrão ouvidas nesta sexta-feira (26) pelo blog consideram insuficiente o aceno de Lula – exatamente por considerar que ele foi dúbio.
E, por outro lado, a hipótese enfurece a ANPR.
“Lula faz discurso incoerente por que, se a ideia é escolha republicana – que não é amigo – então é lista tríplice. Que é transparente: o resto é opaco, o que Bolsonaro fez”, diz Ubiratan Cazetta, presidente da associação. “A escolha precisa ser dentro da carreira por gente que conhece a carreira, não existe lista ampliada para nenhuma outra categoria: por que existiria para o MP?”
Centrão do B e orçamento secreto
A entrevista de Lula ao JN também evidenciou qual a estratégia do ex-presidente para contornar o Centrão num eventual novo governo.
Uma delas é tentar criar uma espécie de Centrão do B – um grupo de parlamentares de partidos de centro, mas com lideranças diferentes das do Centrão original, hoje pilotados por Valdermar da Costa Neto – presidente do PL, partido de Bolsonaro – Arthur Lira (PP-AL) – presidente da Câmara dos Deputados – e Ciro Nogueira (PP-PI) – ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro.
Foi por isso que Lula, durante a entrevista ao JN, fez um aceno ao ex-presidente Michel Temer (MDB), ao dizer que o emedebista – tratado com golpista pela militância petista por conta do impeachment de Dilma Rousseff (PT) – ajudou, no papel de presidente da Câmara, o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).
Também foi por isso que Lua ressaltou, ao longo da entrevista ao JN, que ele e o seu candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), vão buscar formar bancadas no Congresso para poder governar.
Já o Centrão atual avalia o que fazer no caso de vitória de Lula.
Durante o programa, o petista atacou duramente o orçamento secreto, pelo qual parlamentares conseguem destinar, de forma oculta, verbas do caixa do governo federal para áreas de seus interesses, e criticou diretamente Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, um dos líderes do Centrão e um dos principais artífices da ferramenta.
A fala irritou o Centrão, especialmente por que Lula poupou o Senado e mirou a Câmara.
Nos bastidores, a campanha petista comemora o desempenho de Lula no JN. O objetivo principal, avaliam, foi atingido: o petista admitiu que houve corrupção nos governos do PT, um mea culpa considerado essencial para quebrar a resistência do eleitor médio indeciso, o que não foi feito na eleição de 2018.
Alckmin 2026 e mea culpa de corrupção
JN entrevista Lula (PT), candidato à Presidência da República; veja íntegra
Por outro lado, os reiterados elogios a Alckmin criaram ciúmes no PT. Alguns interlocutores avaliam que o atual vice na chapa presidencial “chegou e sentou na janelinha de 2026”, em referência à eleição presidencial daquele ano.

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

Published

on

By

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

Continue Reading

Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

Published

on

By

Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

Continue Reading

Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

Published

on

By

Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

Continue Reading

Trending

Copyright © 2022 InfoDourados