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Economia

Testamos o GWM Tank 300: SUV híbrido com consumo de moto e força de jipe

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GWM Tank 300 inaugura segunda invasão chinesa ao Brasil
O Tank 300, novo híbrido plug-in da GWM, veio para integrar a seleta lista de carros que combinam luxo e capacidade off-road. Com capacidade para enfrentar o atoleiro, consumo de 40km por litro na cidade e a proposta de ser um 4×4 de verdade, o SUV vem como uma das alternativas mais acessíveis do segmento.
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O modelo faz parte da nova marca da GWM, que chegou ao Brasil no ano passado com outras divisões:
Haval, dedicada a carros a combustão e híbridos de diferentes tipos;
Ora, voltada exclusivamente a veículos 100% elétricos.
O g1 testou o Tank 300 durante uma semana. O modelo enfrentou o trânsito desanimador de São Paulo (SP), mas também foi colocado à prova na estrada e em trechos de terra batida, para avaliar se realmente cumpre a promessa de ser bom nos dois mundos.
Tank 300 é 4×4 raiz
O novo modelo da GWM segue exatamente o que o nome sugere: carros com porte e resistência de um “tanque”. São veículos mais robustos, preparados para encarar melhor as condições de piso do Brasil e para enfrentar trilhas e atoleiros com mais facilidade.
Além da robustez, o Tank 300 traz inspiração clara em vários modelos de outras marcas. As principais referências estão:
O estepe traseiro sem cobertura, instalado em uma tampa de porta-malas que abre para a direita e tem maçaneta vertical, remete diretamente ao Jeep Wrangler;
As lanternas traseiras lembram as do Land Rover Defender 90;
Os parabarros sobre as rodas e os faróis redondos trazem inspiração nos modelos aventureiros da Jeep e do Mercedes Classe G;
O acabamento interno, com saídas de ar redondas, relógio analógico e detalhes cromados sobre as grelhas dos alto-falantes, também segue o estilo da Mercedes;
Já os faróis, embora redondos, são “cortados” por listras iluminadas muito semelhantes às do Ford Bronco.
GWM Tank 300
Design e desempenho
O design, o porte e os detalhes do Tank 300 chamaram a atenção de quem o via nas ruas durante o teste. Muita gente olhava com expressão de “que carro é esse?”.
A curiosidade do público foi ainda mais reforçada pela ausência do logotipo da GWM — o novo modelo traz apenas um “T” na dianteira e na traseira, já que, na China, Tank é uma marca independente dentro do grupo GWM.
Deixando o design de lado, o Tank 300 segue à risca a cartilha de um verdadeiro 4×4. Começa pela construção em chassi sobre carroceria, que torna o conjunto mais firme e resistente, especialmente fora do asfalto.
No uso off-road, o sistema funciona de forma semelhante: um bloqueio central distribui a força do motor para as rodas traseiras — e ainda é possível travar os diferenciais dianteiro e traseiro para reforçar o desempenho 4×4 e garantir tração mesmo em terrenos difíceis.
O Tank 300 também conta com um piloto automático adaptativo, desenvolvido para uso fora de estrada, e uma interface especial na central multimídia. Nesse último caso, o carro exibe dados como inclinômetro, bússola, pressão atmosférica, altitude, ângulo de esterço das rodas e inclinação longitudinal e lateral.
Além disso, o veículo conta com uma entrada de ar do motor elevada, ideal para enfrentar ruas ou trechos alagados. A altura livre do solo de 22,2 cm e da suspensão, macia na medida certa para o off-road, ajudam a absorer os solavancos — inclusive no asfalto irregular — sem perder a estabilidade.
GWM Tank 300 por dentro
Durante os testes, o Tank 300 rodou bastante no asfalto e em estradas de terra batida. O solo estava seco há semanas, o que deixava a camada superficial mais solta — mas mesmo assim o SUV manteve tração com facilidade, mesmo em velocidades mais altas.
Houve, no entanto, um pequeno desarranjo quando uma das rodas perdeu tração e o diferencial travou em uma curva com o volante totalmente esterçado para a direita.
Na cidade, os quase 400 cv mostraram toda a força do conjunto. Quando a bateria estava cheia, o Tank 300 priorizou o modo elétrico, rodando sem o auxílio do motor a combustão. Tanto no trânsito lento de São Paulo quanto a 120 km/h na Rodovia dos Bandeirantes, rumo a Campinas (SP).
Com isso, percebemos o aspecto mais marcante do conforto: o silêncio. As rodas, feitas para tracionar em pisos escorregadios, não geraram ruído perceptível — exceto em velocidades acima de 100 km/h no asfalto.
Tudo isso, somado ao motor 2.0 turbo a combustão desligado e ao sistema de cancelamento ativo de ruídos — semelhante ao usado em fones de ouvido modernos — trouxe um resultado surpreendente: nem mesmo um caminhão ao lado, no semáforo, fazia o som entrar. Mais uma vez: silêncio.
Nesse cenário, que favorece o motor elétrico e mantém o motor a combustão desligado, o consumo ultrapassou 40 km/l e chegou a 48,5 km/l — consumo que se esperaria de uma moto Honda CG 160, não de um carro com aerodinâmica e peso de pouco mais de duas toneladas.
GWM Tank 300
André Fogaça/g1
Esse número impressionante, no entanto, só é alcançado quando a bateria tem pelo menos 15% de carga. Abaixo disso, o sistema híbrido aciona automaticamente o motor a combustão para mover o carro e, ao mesmo tempo, manter a carga acima de 13%.
Dessa forma, o sistema mantém o bom desempenho do carro, entregando os 394 cv de potência combinada, mas o consumo dispara, chegando a 7 km/l em nossos testes. Para evitar isso, é essencial recarregar os 37,1 kWh da bateria em tomadas externas, sem depender da gasolina.
Cabe dizer que a GWM pelo menos equipou o Tank 300 com um carregador rápido, capaz de elevar a carga da bateria de 20% para 80% em cerca de 24 minutos. Já em carregadores mais lentos, como os encontrados em shoppings, a recarga completa leva pouco mais de seis horas.
Interior e navegabilidade
Por dentro, o conforto se destaca pelos materiais de toque macio em quase toda a cabine. Parte dos plásticos das portas traseiras, no entanto, é rígida — e chama atenção por tentar imitar costuras de couro.
No espaço interno, o Tank 300 dá a impressão de ter espaço para sete pessoas, embora acomode cinco. Mesmo com ocupantes de 1,90 m na frente e outros de altura semelhante atrás, o conforto é garantido, com sobra de espaço para todos.
O único ponto negativo é a altura interna na segunda fileira. Como o teto solar se abre para dentro, o vidro ocupa parte do espaço, fazendo com que até pessoas com menos de 1,80 m encostem a cabeça no acabamento do teto.
Em termos de navegabilidade, as telas do Tank 300 são generosas. O painel de instrumentos tem poucas opções de personalização, mas se destaca por exibir o sistema de navegação, seja o nativo do carro ou de aplicativos como o Waze.
Dessa forma, a central multimídia pode ser usada para outras funções, como controlar o sistema de som ou abrir aplicativos. Tudo isso sem comprometer a visibilidade da rota no sistema de navegação, que permanece sempre ao alcance dos olhos do motorista.
O painel de instrumentos também exibe uma leitura completa dos carros que estão logo à frente, contribuindo para os modos de direção assistida.
GWM Tank 300 identifica carros, caminhões e até motos no painel de instrumentos
André Fogaça/g1
Se as telas cumprem bem o seu papel, algumas tecnologias deixam a desejar, principalmente no piloto automático.
Além dos efeitos sonoros que tocam sempre que o motorista ativa ou desativa a função, a regeneração das baterias também é desativada quando o piloto automático está em uso. Nessa situação, o freio motor deveria recuperar parte da carga da bateria, mas isso não acontece no Tank 300.
Isso ficou evidente durante a descida da serra entre São Paulo (SP) e Santos (SP), com o piloto automático adaptativo ligado o tempo todo para evitar multas por excesso de velocidade. Nesse momento, o carro não recuperou nem 1% de carga na bateria.
Ou seja, o conforto do piloto automático adaptativo acaba sendo inimigo da autonomia no modo elétrico e do baixo consumo de combustível no modo híbrido.
GWM Tank 300 cumpre o que promete
No fim das contas, o Tank 300 chega perto do Jeep Wrangler em termos de preparos para o off-road. A principal diferença está no acabamento: enquanto o modelo da GWM é mais refinado, com revestimento completo nas portas, o Wrangler deixa parte da lataria exposta nas bordas internas.
Além disso, o motor híbrido do Tank 300 oferece mais de 100 cv extras, quase o dobro do torque e um consumo mais eficiente de combustível quando as baterias estão carregadas. O modelo também se destaca pelos recursos de assistência à condução, como o piloto automático adaptativo com permanência em faixa — item exclusivo da GWM.
Ainda assim, quando o foco é o off-road mais extremo e personalizável, o Wrangler continua imbatível. Ele permite, por exemplo, desconectar a barra estabilizadora, fazendo com que as rodas se adaptem ao relevo sem que a cabine sofra torções. Também é possível remover parte do teto e as portas com facilidade — algo único no segmento.
Portanto, se a proposta é ter um carro para o off-road, mas sem abrir mão de luxo, tecnologia, conforto e autonomia elétrica de quase 90 km, o Tank 300 surge como a opção mais equilibrada e acessível. Veja os preços dos principais concorrentes:
Mercedes-AMG G63, com preço inicial de R$ 2.149.900
Land Rover Defender 110, a partir de R$ 844.990
Jeep Wrangler, disponível por R$ 499.990
Por outro lado, se a prioridade for um veículo mais robusto e com alto nível de personalização para o off-road, o Wrangler segue como a escolha mais interessante.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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