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Economia

Dólar abre em alta com mercado à espera da decisão do Copom

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Haddad espera investimentos de governos no fundo de preservação do Brasil na COP30
O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (4) em alta. Por volta das 9h15, a moeda americana avançava 0,59%, sendo negociada a R$ 5,3881. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
A terça-feira começa com atenção voltada à reunião do Copom, que pode definir os próximos passos da taxa básica de juros. No Brasil, dados da indústria também entram no radar. Já nos Estados Unidos, a paralisação do governo continua afetando a divulgação de indicadores, enquanto investidores buscam sinais sobre a política monetária.
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▶️ O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia hoje sua reunião de dois dias, com foco em apresentações técnicas sobre inflação, câmbio, emprego e atividade. A decisão sobre a Selic será anunciada amanhã.
▶️ Às 9h, o IBGE divulga a produção industrial de setembro. Em agosto, houve alta de 0,8% frente a julho, mas queda de 0,7% na comparação anual. O acumulado em 12 meses foi de 1,6%.
▶️ Nos EUA, a paralisação do governo entra no segundo mês e continua bloqueando a divulgação de dados oficiais, como o relatório de empregos e os índices de preços ao consumidor e ao produtor.
▶️ Com a falta de dados públicos, investidores recorrem a pesquisas privadas. O índice ISM mostrou fraqueza na indústria, e o relatório da ADP, previsto para quarta-feira, ganha importância como termômetro do mercado de trabalho.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,42%;
Acumulado do mês: -0,42%;
Acumulado do ano: -13,31%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,61%;
Acumulado do mês: +0,61%;
Acumulado do ano: +25,08%.
À espera do Copom
Os investidores brasileiros iniciam a semana com os olhos voltados para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que começa amanhã e será concluída na quarta-feira (5).
A expectativa é de que o BC mantenha a taxa básica de juros em 15% ao ano, em linha com o consenso do mercado.
Para Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, o ponto central desta reunião será o discurso que acompanhará o anúncio.
Segundo ele, há um consenso de que a Selic permanecerá no patamar atual, mas o mercado quer entender quando o Banco Central começará a discutir a possibilidade de cortes.
“Mais importante do que a manutenção da taxa é o que será dito depois”, afirmou Correia, acrescentando que há expectativa de que as reduções nos juros possam ocorrer já no início do próximo ano.
O especialista destaca ainda que as declarações do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, e de outros dirigentes serão fundamentais para medir o tom da autoridade monetária.
Boletim Focus
Os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação deste ano pela sexta semana seguida, para 4,55%.
A expectativa faz parte do boletim “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na última semana.
➡️ Para 2026, a projeção permaneceu em 4,20% ;
➡️ Para 2027, a expectativa caiu de 3,82% para 3,80%;
➡️ Para 2028, a previsão recuou de 3,54% para 3,50%.
Já a projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu estável em 2,16%. Para 2026, a projeção de crescimento do PIB continuou em 1,78%.
Em relação à taxa básica de juros, a projeção permanece em 15% ao ano — atual nível da taxa básica de juros. Para o fim de 2026, a projeção continuou em 12,25% ao ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 10,50% ao ano.
A projeção para a taxa de câmbio no fim de 2025 permaneceu em R$ 5,41. Para o encerramento de 2026, a estimativa continuou R$ 5,50.
PMI da indústria americana
O setor industrial dos Estados Unidos encolheu pelo oitavo mês seguido em outubro, refletindo a queda nos novos pedidos e atrasos nas entregas de fornecedores, agravados pelas tarifas sobre produtos importados.
O índice PMI industrial, medido pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM), caiu de 49,1 em setembro para 48,7 em outubro. Leituras abaixo de 50 indicam contração, e o setor representa 10,1% da economia americana.
Apesar da queda, o PMI se manteve acima de 42,3, nível que historicamente indica expansão da economia como um todo.
Economistas esperavam alta para 49,5, mas a paralisação do governo, que já dura um mês, tem dificultado a leitura precisa do cenário econômico.
O subíndice de novos pedidos subiu de 48,9 para 49,4, mas ainda mostra retração em oito dos últimos nove meses.
A produção voltou a cair, e fabricantes apontam as tarifas como principal obstáculo. O índice de entregas de fornecedores subiu de 52,6 para 54,2, indicando prazos mais longos para abastecimento.
A paralisação também ameaça o consumo, com a suspensão do auxílio-alimentação para cerca de 42 milhões de pessoas desde sábado, o que pode afetar ainda mais a atividade econômica.
EUA em paralisação pelo 34º dia
A paralisação do governo dos EUA chega nesta segunda-feira ao 34º dia, prestes a se tornar a mais longa da história do país.
O impasse entre democratas e republicanos sobre o novo pacote orçamentário mantém suspensas diversas atividades federais e ameaça milhões de americanos que dependem de benefícios como auxílio alimentar e subsídios de saúde.
Além disso, o shutdown tem provocado o atraso dos dados oficiais, como o payroll e o índice de preços ao consumidor (CPI), deixando os investidores sem parâmetros claros sobre os próximos passos do Federal Reserve.
O presidente Donald Trump afirmou, em entrevista ao programa “60 Minutes” da CBS, exibida no domingo (2), que não aceitará ser pressionado pelos democratas, que exigem a extensão dos subsídios do Affordable Care Act. Segundo ele, só haverá negociação após a reabertura do governo.
Enquanto isso, trabalhadores federais continuam sem receber salários, e cresce a incerteza sobre o acesso ao programa de assistência alimentar, que atende cerca de 42 milhões de pessoas.
O Senado deve se reunir nesta segunda-feira, mas não há expectativa de resolução imediata.
Trump também sugeriu que os republicanos eliminem a regra do filibuster no Senado, permitindo a aprovação do orçamento com maioria simples — proposta que enfrenta resistência dentro do próprio partido.
Bolsas globais
Os mercados americanos acompanham o movimento positivo global nesta segunda-feira, impulsionados pela expectativa de uma nova rodada de balanços de grandes empresas.
Apesar da ausência de dados econômicos — causada pela paralisação do governo, que entra no segundo mês —, o foco dos investidores está nos resultados de companhias como Spotify, Uber, McDonald’s e DoorDash.
Os índices de Wall Street fecharam sem direção única. O S&P 500 subiu 0,17%, aos 6.852,04 pontos, enquanto o Nasdaq avançou 0,46%, aos 23.834,72 pontos. O Dow Jones, por outro lado, recuou 0,47%, aos 47.337,32 pontos.
Na Europa, os mercados fecharam mistos em meio à expectativa por decisões de política monetária dos bancos centrais da região e à divulgação de resultados de grandes empresas.
A semana começou com o balanço da Ryanair, que registrou lucro de 1,72 bilhão de euros no segundo trimestre e 2,54 bilhões no primeiro semestre, um crescimento de 42%. Ferrari, Aramco, BMW, AstraZeneca e outras companhias devem divulgar seus números nos próximos dias, movimentando o mercado.
No fechamento, o STOXX 600 subiu 0,02%, o DAX da Alemanha avançou 0,73%, o FTSE 100 do Reino Unido caiu 0,16%, e o CAC 40 da França recuou 0,14%.
Na Ásia, os mercados fecharam em alta, refletindo o otimismo gerado pelo acordo comercial entre a China e os EUA. Após a reunião entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, os dois países concordaram em reduzir tarifas e suspender novas restrições às exportações chinesas de minerais raros.
Em Xangai, o SSEC subiu 0,55%, e o CSI300 avançou 0,27%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,97%. O Kospi, da Coreia do Sul, liderou os ganhos com valorização de 2,78%. Taiwan, Cingapura e outras praças também fecharam em alta. Já o índice Nikkei, de Tóquio, não operou nesta sessão.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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