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Política

Bolsonaro preso, fim da COP, queda do tarifaço: o que foi notícia no feriadão

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Vídeo mostra tornozeleira de Bolsonaro avariada
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente no sábado (22). Além disso, o feriado prolongado da Consciência Negra também ficou marcado pelo fim das discussões na COP30 (a Conferência do Clima da ONU) e pela revogação do tarifaço americano para parte dos produtos exportados pelo Brasil.
Veja, a seguir, um resumo das notícias que ocorreram entre quinta-feira (20) e domingo (23).
Bolsonaro é preso e levado à PF em Brasília
Fantástico mostra como funciona sistema de monitoramento de tornozeleiras eletrônicas
Jair Bolsonaro foi preso preventivamente no condomínio onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que citou risco à ordem pública e indícios de uma possível fuga do ex-presidente.
Um fator central que motivou a decisão de Moraes foi a violação da tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro. O aparelho foi queimado com um ferro de solda, segundo relatos do próprio ex-presidente, e teve que ser trocado (veja no vídeo acima).
Durante a audiência de custódia com uma juíza no domingo, Bolsonaro alegou ter sofrido um “surto” causado por medicamentos, e que por isso danificou a tornozeleira.
A juíza manteve a prisão preventiva, e o caso será julgado pela Primeira Turma do STF nesta segunda-feira (24), que decidirá se mantém ou revoga a prisão.
⚠️ Importante: a ordem de prisão do sábado não se refere à condenação a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe. Nese caso, o prazo para recursos ainda está correndo. Quando terminar, Moraes deverá decretar a prisão em definitivo, para iniciar o cumprimento da pena.
Os advogados de Bolsonaro entraram com um novo pedido de prisão domiciliar. O argumento é que ele sofre de graves problemas de saúde. Na PF, o ex-presidente está sob supervisão médica.
– O ex-presidente Jair Bolsonaro é visto na tarde deste domingo, 23, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, ao se despedir da ex-primeira- dama Michelle Bolsonaro, que foi visitá-lo onde ele cumpre prisão preventiva.
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Lula indica Messias para vaga no STF
Na quinta (20), o presidente Lula (PT) indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF. Messias, de 45 anos, é evangélico, tem trajetória ligada ao serviço público e é uma pessoa de confiança de Lula.
O próximo passo será a sabatina no Senado, que ainda não foi marcada. Depois, o nome terá que ser aprovado pelos senadores.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), manifestou incômodo com a indicação de Messias. Ele preferia o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O advogado-geral da União, Jorge Messias, durante pronunciamento à imprensa, em 01/07/2025
Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Trump revoga tarifaço
Também na quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto removendo as tarifas adicionais de 40% sobre dezenas de produtos agrícolas e pecuários exportados pelo Brasil. A lista inclui carne bovina, café e frutas.
A decisão era muito esperada por setores importantes da economia brasileira e foi anunciada após conversas entre Trump e Lula e representantes dos dois governos.
Um ponto importante é que a inflação tem sido um problema nos EUA, e a tarifa imposta por Trump poderia piorar a situação.
No entanto, a sobretaxa continua valendo para produtos industriais (como máquinas, motores e móveis), calçados, peixe, mel e café solúvel. Veja detalhes aqui.
Plano para encerrar a guerra na Ucrânia
Na sexta (21), veio à tona o esboço de um novo plano para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, iniciada em 2022.
A proposta foi desenhada por Trump e inclui pontos que são exigências da Rússia. O presidente americano pressionou Kiev para aceitá-la.
O texto prevê, por exemplo, que a Ucrânia ceda parte de seu território e seja proibida de entrar para a Otan, aliança militar dos países ocidentais.
Segundo um documento obtido pela agência de notícias AFP, essas áreas seriam reconhecidas como russas “de fato”, inclusive pelos EUA. A proposta coloca a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, na mesma condição.
Os países europeus, aliados de Kiev, reafirmaram que qualquer acordo de paz deve garantir a soberania da Ucrânia.
Em um pronunciamento público, o presidente Volodymyr Zelensky disse na sexta que a proposta de Trump coloca a Ucrânia num dilema entre perder a dignidade ou o apoio dos EUA.
Ucrânia e Estados Unidos vão discutir na Suíça acordo de paz proposto por Trump
Ramagem foragido
Na sexta (21), o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado junto com Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Ramagem deixou o país de forma clandestina, em setembro, e foi para os EUA.
Ministro Alexandre de Moraes decreta prisão de Alexandre Ramagem, condenado no núcleo crucial do golpe
Fim da COP
A COP30 terminou no sábado, em Belém, como a adoção de indicadores comuns para medir adaptação a eventos climáticos extremos. Também foram aprovadas a meta de triplicar o financiamento global para adaptação até 2035 e a criação do Acelerador Global de Implementação, que busca alinhar metas nacionais ao limite de 1,5°C.
Apesar disso, a conferência terminou sem consenso sobre a substituição dos combustíveis fósseis — tema central das negociações e uma prioridade do governo brasileiro.
Na quinta, um incêndio atingiu parte da área reservada aos diplomatas envolvidos nas negociações. Felizmente, as chamas foram rapidamente controladas.
COP30 chega ao fim, aprova acordos e fica sem definição para o ‘mapa do caminho’
Incêndio atingiu um dos pavilhões da COP, em Belém
Douglas Pingituro/Reuters
Enem: PF faz operação contra suspeito de fraude
A Polícia Federal cumpriu no domingo (23) um mandado de busca e apreensão no Ceará para investigar suspeitas de fraude no Enem. O alvo foi Edcley Teixeira, um estudante de medicina que vive em Sobral e oferece cursos preparatórios.
Dias antes do Enem, ele fez uma live mostrando questões muito parecidas com as que apareceram na segunda prova do exame, realizada no dia 16.
O caso, revelado pelo g1, envolve ao menos cinco questões quase idênticas. Por causa disso, o Ministério da Educação invalidou três questões do Enem, mas descartou anular toda a prova.
A PF apura como o conteúdo foi obtido por Edcley e se houve vazamento de material sigiloso.
Em entrevista ao Fantástico, Edcley chamou de “coincidência” a similaridade entre as questões. Ele também admitiu ter pago alunos para memorizar perguntas de um pré-teste do MEC que é usado como laboratório para validar questões que podem ser incluídas no Enem.
‘Não agi de má fé’: Fantástico entrevista o universitário que revelou questões do Enem

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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