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Economia

Entenda os planos da Petrobras para investimentos, produção e dividendos até 2030

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A Petrobras divulgou na última quinta-feira (27) o seu novo plano estratégico para os próximos cinco anos.
O documento prevê redução nos investimentos em relação ao plano anterior, aumento na produção e menor distribuição de dividendos aos acionistas — medidas para enfrentar a expectativa de queda no preço do petróleo Brent, usado como parâmetro global para precificação da commodity.
➡️ A queda nos preços do petróleo pode impactar diretamente o resultado da companhia, já que parte do lucro vem da venda do produto. Com preços mais baixos, cada barril rende menos receita, reduzindo o lucro.
“Os desafios aumentam. Estamos em um mundo instável, e o preço do petróleo flutua. Houve uma redução no preço por barril do petróleo cru desde o ano passado. Hoje temos 75% do valor do Brent, que é o que nos remunera, em relação a 2024”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista a jornalistas nesta sexta-feira (28).
“Por isso, planejamos diversas medidas para racionalizar e simplificar projetos. Estamos voltando para a prancheta com alguns projetos que já estavam mais avançados justamente para trabalhar nas suas simplificações, otimizando gastos”, acrescentou a executiva.
Entenda nesta reportagem quais os rumos da Petrobras até o final desta década.
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Investimentos e aumento de produção
O plano prevê investimentos de US$ 109 bilhões (R$ 581,4 bilhões) em investimentos classificados como Capex — ou seja, usados para expandir e manter as operações da companhia. No plano anterior (2025-2029), o valor era de US$ 111 bilhões (R$ 592,1 bilhões).
Do total, US$ 91 bilhões (R$ 485,4 bilhões) serão aplicados em projetos já em execução, e US$ 18 bilhões (R$ 96 bilhões) na Carteira em Avaliação — que reúne iniciativas em estudo e sujeitas a análises adicionais antes de avançar.
A Petrobras projeta que a produção de petróleo alcance 2,7 milhões de barris por dia (bpd) em 2028 — 200 mil bpd acima da estimativa para 2026 (2,5 milhões) e 100 mil acima da previsão para 2027 (2,6 milhões). A estimativa é que a produção se mantenha nesse patamar até 2034.
Analistas apontam que o plano busca enfrentar a queda prevista nos preços do Brent com maior flexibilidade nos investimentos, aumento da produção e redução de despesas.
Isso porque o plano estabelece um novo mecanismo que separa projetos com orçamento aprovado daqueles que ainda precisam passar por análise de financiabilidade — estudo que avalia se são seguros e viáveis para receber investimento — antes da confirmação.
“Separamos os projetos maduros dos que ainda serão avaliados. Eles vão concorrer entre si, e escolheremos os que trazem maior retorno para a companhia”, explicou Chambriard.
A expectativa é que a empresa reveja esses projetos a cada três meses, avaliando disponibilidade de caixa, necessidade de retorno para a companhia e a financiabilidade desses projetos.
“É o que vamos fazer para garantir a financiabilidade e a adequação desses projetos a uma futura realidade de mercado”, completou a presidente da estatal.
Segundo as projeções da Petrobras, o preço do Brent deve ficar em US$ 63 por barril em 2026 e subir para algo em torno de US$ 70 nos anos seguintes até 2030.
Dividendos
Para dividendos, a estimativa é de pagamentos entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões (R$ 240 bilhões a R$ 266,7 bilhões) nos próximos anos. A projeção considera a carteira total da Petrobras e seu fluxo de caixa livre — dinheiro que sobra após o pagamento de despesas e investimentos.
O valor é menor que o previsto no plano anterior (2025-2029), que projetava entre US$ 45 bilhões e US$ 55 bilhões (R$ 240 bilhões a R$ 293,4 bilhões).
Além disso, a empresa também não prevê mais dividendos extraordinários — que, no plano anterior, estavam estimados entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões (entre R$ 26,7 bilhões e R$ 53,3 bilhões).
Esse cenário, segundo o diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, também reflete o cenário de preços mais baixos do Brent.
Melgarejo explica que, para garantir caixa suficiente para pagamentos extraordinários, seria necessário um preço maior do petróleo no mercado internacional e produção acima do previsto.
“A expectativa de produção é a que temos aqui [no plano]. A dúvida, é o Brent. Como todo mundo tem um consenso de que o Brent não está em uma visão altista no curto prazo [ou seja, não deve ficar mais caro em um futuro próximo], muito provavelmente não teremos dividendos extraordinários nos próximos períodos”, afirmou o diretor.
“Não temos problema em distribuir caixa excedente, desde que isso não comprometa a financiabilidade dos projetos”, completou.
Exploração e produção
O plano destina US$ 69,2 bilhões à Carteira de Implantação para exploração e produção.
Do total:
62% para projetos no Pré-sal;
24% em campos do Pós-sal;
10% alocados em exploração e;
4% relacionados a terra, águas rasas, ativos no exterior e tecnologias ou projetos de descarbonização.
Segundo o plano, a projeção de aumento na produção de óleo e gás no curto e médio prazo se darão por meio de uma melhor gestão dos reservatórios, novos poços complementares e entrada de novos sistemas de produção, além de uma maior disponibilidade de gás natural à frente.
De acordo com Chambriard, a manutenção da produção entre 2027 e 2030 deverá ser mantida por “desenvolvimento complementar”.
“Isso significa novos poços perfurados nas mesmas plataformas, substituindo os poços que perderam suas produtividades. É trocar os poços menos produtivos pelos mais produtivos”, explicou a executiva.
O plano também prevê investimentos na Margem Equatorial, onde a Petrobras deve perfurar mais um poço.
“Estamos perfurando o Morpho [poço localizado na Foz do Amazonas]. Na descida da sonda, vamos para o Rio Grande do Norte perfurar o terceiro poço”, explicou a diretora-executiva de exploração e produção, Sylvia Maria Couto dos Anjos.
Segundo ela, o objetivo é somar esse poço aos dois já descobertos na região, garantindo volume suficiente para justificar uma unidade de produção.
“Furamos dois poços, todos com óleo. Mas ainda precisamos otimizar [os volumes para justificar os custos]. Esse terceiro poço tpode complementar os outros dois ou, sozinho, justificar a produção”, completou dos Anjos.
Edifício-sede da Petrobras, no centro do Rio
Marcos Serra Lima/g1

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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