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Economia

Dólar abre em queda com investidores atentos ao IPCA, e às decisões de Copom e Fed

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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (10) em queda de 0,22%, a R$ 5,4230, de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Os investidores acompanham a última “superquarta” do ano atentos a uma agenda carregada de indicadores e decisões importantes. A inflação de novembro no Brasil e as reuniões sobre juros aqui e nos Estados Unidos são os principais destaques, enquanto o cenário político local segue no radar.
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▶️ O IBGE divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, com alta de 0,18% no mês e acumulado de 4,46% em 12 meses. O IPCA-15 já havia sinalizado desaceleração ao marcar 4,5% na prévia.
▶️ Lá fora, o Federal Reserve (o BC americano) anuncia sua decisão sobre a taxa de juros do país, prevista para as 16h (de Brasília), seguida da coletiva do presidente Jerome Powell. O mercado aposta em corte de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,5% a 3,75%.
▶️ No Brasil, o Copom anuncia às 18h30 se manterá a Selic em 15% ao ano. A expectativa é de estabilidade, mas os investidores buscam sinais sobre quando começará o ciclo de cortes, se em janeiro ou março do ano que vem.
▶️ No campo político, a Câmara aprovou o texto-base do projeto que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos por tentativa de golpe. A possível mudança reacende especulações sobre impacto nas eleições de 2026 e influencia o humor do mercado.
🔎 Agentes do mercado acreditam que a manutenção do governo atual tornaria mais difícil realizar ajustes robustos nas contas públicas, o que impacta negativamente o Ibovespa e o câmbio.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado:
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,04%;
Acumulado do mês: +1,87%;
Acumulado do ano: -12,05%.
📈Ibovespa

C

Acumulado da semana: +0,39%;
Acumulado do mês: -0,69%;
Acumulado do ano: +31,34%.
Inflação em novembro
Após perder força em outubro, a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), teve alta leve em novembro, ficando em 0,18%, segundo o IBGE.
No acumulado do ano, a inflação chega a 3,92%. Já em 12 meses, está em 4,46%, mostrando uma desaceleração, já que vinha em 4,68%.
O que mais pesou no bolso do brasileiro no mês passado foram despesas pessoais e habitação (como aluguel e contas), seguidos por roupas, transportes e educação.
Por outro lado, houve queda de preços em itens de casa, alimentação, saúde e comunicação, o que ajudou a segurar a inflação.
O IPCA de novembro veio abaixo das expectativas do mercado, que projetavam alta de 0,20% no mês e 4,5% no acumulado de 12 meses.
À espera dos juros
Um dos destaques desta semana fica com as decisões de juros do Banco Central do Brasil (BC) e do Federal Reserve (banco central dos EUA), ambas previstas para hoje — na chamada Superquarta.
Por aqui, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa básica de juros (Selic) inalterada em 15% ao ano mais uma vez. Em falas recentes, o presidente da instituição, Gabriel Galípolo, já indicou que os juros devem permanecer elevados, reiterando que as decisões do BC são embasadas em fatos e dados.
Em evento no início deste mês, o banqueiro central já havia dito que os dados de desemprego de outubro mostram um cenário econômico mais complexo do que o esperado, afirmando que esse contexto exige uma atuação mais conservadora na condução da política monetária.
🔎 A taxa de desemprego recuou para 5,4% no trimestre encerrado em outubro — o menor nível desde o início da série histórica, em 2012 — mesmo diante de um quadro de juros elevados e sinais mistos no mercado de trabalho.
“O Brasil vive um contexto em que variáveis que normalmente caminham juntas passaram a se mover em direções inesperadas — como juros altos acompanhados simultaneamente por queda do desemprego e da inflação”, afirmou à época.
Já nos EUA, a maior parte dos investidores acredita que o Fed deve reduzir as taxas norte-americanas em 0,25 ponto percentual, dando continuidade ao ciclo de corte de juros.
As apostas foram reforçadas após o PCE de setembro, divulgado em atraso por conta da paralisação de 43 dias do governo norte-americano.
O indicador, que é a medida de inflação preferida do Fed, indicou que os gastos do consumidor dos EUA aumentaram em linha com as previsões em setembro, enquanto os preços básicos subiram 2,8% em relação ao ano anterior — patamar levemente abaixo da expectativa do mercado, de alta de 2,9%.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices fecharam sem direção única na terça-feira, com os investidores aguardando a decisão de política monetária do Federal Reserve.
Outro ponto de atenção é a autorização do governo americano para que a Nvidia volte a vender chips de inteligência artificial à China, medida que impulsionou as ações da empresa e de outras companhias de tecnologia.
O Dow Jones recuou 0,37%, aos 47.560,81 pontos, e o S&P 500 teve perdas de 0,09%, aos 6.840,52 pontos. O Nasdaq, por sua vez, avançou 0,13%, aos 23.576,49 pontos.
Na Europa, as bolsas fecharam majoritariamente em queda, acompanhando o clima de cautela global antes da decisão do Fed.
Investidores monitoram ainda reuniões de outros bancos centrais: o Banco Nacional Suíço divulga sua decisão na quinta-feira, enquanto o Banco da Inglaterra e o BCE se reúnem na próxima semana.
No fechamento, o índice STOXX 600 recuou 0,04%, aos 578,11 pontos. O FTSE 100, de Londres, teve baixa de -0,03%, aos 9.642,01 pontos, e o CAC 40, de Paris, caiu 0,69%, aos 8.052,51 pontos. Por outro lado, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,49%, aos 24.162,65 pontos.
Na Ásia, o dia foi de quedas nas bolsas da China e de Hong Kong, após a liderança chinesa sinalizar que não pretende adotar novos estímulos no curto prazo, apesar das tensões comerciais e das dificuldades do setor imobiliário. Em outras praças da região, o movimento foi misto.
No fechamento: em Xangai, o índice SSEC caiu 0,37%, para 3.909 pontos, e o CSI300 recuou 0,51%, a 4.598 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,29%, para 25.434 pontos. Já o Nikkei, em Tóquio, subiu 0,1%, para 50.655 pontos.
Dólar vive disparada nos últimos dias
Cris Faga/Dragonfly/Estadão Conteúdo
*Com informações da agência de notícias Reuters

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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