Economia
Larry Ellison perde R$ 168 bilhões em um dia e cai para 3º no ranking de bilionários da Forbes
A fortuna do cofundador da Oracle, Larry Ellison, despencou US$ 31 bilhões (cerca de R$ 168 bilhões) nesta quinta-feira (11), segundo a revista Forbes. Com isso, o bilionário caiu da segunda para a terceira posição no ranking das pessoas mais ricas do mundo.
No fechamento do dia, o patrimônio de Ellison foi estimado em US$ 249,5 bilhões (R$ 1,353 trilhão), valor abaixo da fortuna do cofundador do Google, Larry Page, que agora ocupa a segunda colocação com US$ 256,7 bilhões. (veja o top 5 mais abaixo)
A perda bilionária está diretamente ligada à queda de mais de 10% nas ações da Oracle nesta quinta-feira, após a divulgação do balanço financeiro da companhia.
🤔 Na prática, a queda das ações da Oracle reduz o patrimônio de Larry Ellison porque a maior parte de sua fortuna está ligada aos papéis da empresa. Quando eles se desvalorizam, o valor dessas participações cai na hora, diminuindo sua posição no ranking da Forbes.
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O resultado da Oracle, que veio abaixo das expectativas dos analistas, aumentou a preocupação do mercado com os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). Os gastos robustos e as projeções fracas reforçaram dúvidas sobre a velocidade com que essas apostas em IA trarão retorno.
Investidores também se desfizeram dos papéis da Oracle diante das preocupações com o uso de dívidas para sustentar sua estratégia de expansão nessas novas tecnologias.
A Oracle é referência global em soluções para gerenciamento de bancos de dados e servidores, atendendo empresas, instituições de ensino e governos — incluindo o dos Estados Unidos. (leia mais abaixo).
Veja os top 5 mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes:
Elon Musk (Tesla e SpaceX): US$ 491,9 bilhões
Larry Page (Google): US$ 256,7 bilhões
Larry Ellison (Oracle): US$ 249,5 bilhões
Jeff Bezos (Amazon): US$ 241,9 bilhões
Sergey Brin (Google): US$ 236,8 bilhões
Larry Ellison, da Oracle, no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2025.
Associated Press
De onde vem a fortuna de Larry Ellison
A maior parte da fortuna de Ellison vem de sua participação de 41% na Oracle. Além de cofundador, ele ocupa os cargos de presidente do conselho e diretor de tecnologia da companhia. Ellison também foi CEO da empresa por 37 anos, deixando a função em 2014.
Em setembro, o patrimônio de Larry Ellison chegou perto do de Elon Musk, que já ocupava o posto de mais rico do mundo, com US$ 491,3 bilhões na época.
Naquele período, uma disparada das ações da Oracle acrescentou mais de US$ 110 bilhões à fortuna de Ellison, elevando seu total para quase US$ 405 bilhões, segundo a Forbes.
O empresário também é dono de quase metade da Paramount Skydance, gigante da mídia formada pela fusão de US$ 8,4 bilhões (R$ 45,5 bilhões) entre o estúdio Paramount e a produtora Skydance. O grupo fez, recentemente, uma oferta para comprar a Warner Bros. Discovery.
Ellison, que nunca concluiu a faculdade, chegou a desenvolver um banco de dados para a CIA enquanto trabalhava na Ampex Corporation. Ele também integrou o conselho da Tesla entre 2018 e 2022.
Segundo a Forbes, o bilionário vive atualmente na ilha havaiana de Lanai, adquirida quase por completo em 2012 por US$ 300 milhões.
Os bilionários brasileiros em 2025, segundo a Forbes
O que é a Oracle
Pouco conhecida pelo consumidor final, a Oracle atua no desenvolvimento de soluções para empresas.
Fundada em 1977, em Santa Clara, na Califórnia (EUA), pelos engenheiros Larry Ellison, Bob Miner e Ed Oates, a empresa nasceu com o nome Relational Software Inc.. O primeiro escritório tinha apenas 83 metros quadrados.
Em 1982, a companhia adotou oficialmente o nome Oracle Corporation, que mantém até hoje.
Cinco anos depois, já listada na bolsa Nasdaq, a Oracle foi classificada como a maior empresa de gerenciamento de bancos de dados do mundo, com US$ 100 milhões em vendas e presença em 55 países.
Atualmente, a Oracle é referência global no gerenciamento de bancos de dados e servidores para empresas, instituições de ensino e governos — incluindo o dos EUA. A companhia também atua na infraestrutura de servidores em nuvem e na área de inteligência artificial.
Com valor de mercado de US$ 566 bilhões em 11 de dezembro de 2025, a Oracle compete com gigantes como Microsoft e Amazon no segmento de computação em nuvem, e com empresas como SAP e Salesforce na área de bancos de dados.
Além disso, fornece serviços em nuvem para a xAI, startup de inteligência artificial fundada por Elon Musk, um aliado de longa data de Larry Ellison, segundo a Reuters.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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