Economia
Haddad confirma que empréstimo aos Correios pode chegar a R$ 12 bilhões e Fazenda vai analisar até sexta
O ministro Fernando Haddad (PT), da Fazenda, afirmou nesta terça-feira (16) que a proposta de empréstimo aos Correios já está sob análise da equipe econômica e pode chegar a R$ 12 bilhões. Segundo ele, o ministério deve concluir a avaliação do plano de reestruturação da estatal até sexta-feira (19).
“Já enviou. Já tá aqui, já enviou com plano de reestruturação. Nós estamos ultimando a análise do Tesouro para verificar a consistência do projeto e encaminhar”, disse Haddad.
De acordo com o ministro, além da proposta dos Correios, houve negociação com um pool de bancos interessados em participar do financiamento, respeitando as regras fiscais e sem romper o teto de de juros estabelecido pelo Tesouro. O órgão avisou que não daria garantia em empréstimos com juros acima de 120% do CDI..
“Também fizemos uma negociação com o pool de bancos que estariam dispostos a entrar no financiamento dentro das regras estabelecidas, pré-estabelecidas, sem romper o teto”, explicou.
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Taxa já negociada
Haddad não detalhou a taxa de juros do empréstimo, mas afirmou que os parâmetros já foram definidos pela Fazenda, pois o Tesouro limitou a 120% do CDI.
“A taxa já tá negociada pela Fazenda, a taxa máxima já tá negociada com a Fazenda. E aí, com isso, o porte vai ficar dentro dos parâmetros que nós consideramos razoáveis”, afirmou.
O ministro também descartou a possibilidade de um aporte direto da União neste momento.
“Aporte da União direto está descartado nesse momento”, disse.
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Reprodução/TV Globo
Prazo apertado
Questionado sobre o prazo para aprovação, Haddad reconheceu que o tempo é curto, mas garantiu que a equipe já trabalha no projeto há semanas.
Os Correios esperam que o empréstimo seja aprovado ainda nesta semana para o dinheiro bancar o pagamento de funcionários e fornecedores.
“Se fechar a taxa corretamente, o plano for validado pelo Tesouro, tá feito. É pouco tempo, mas nós estamos trabalhando algum tempo já, algumas semanas, nesse projeto”, concluiu.
Tentativa frustrada
Em novembro, os Correios negociaram outra proposta de empréstimo com bancos da ordem de R$ 20 bilhões.
Mas, em dezembro, o Tesouro avisou que não aceitaria dar garantias em operações com taxas superiores a 120% do CDI. Na época, a taxa de juros proposta pelos bancos seria de 136% do CDI, considerada muito alta para um crédito com garantia do governo.
Situação dos Correios
O prejuízo da estatal em 2023 foi de R$ 633 milhões, passou para R$ 2,6 bilhões em 2024. No acumulado de janeiro a setembro, os Correios registraram déficit de R$ 6 bilhões em 2025 e pode fechar com resultado negativo de R$ 10 bilhões.
Nas últimas semanas, o governo passou a discutir um plano de socorro aos Correios, que poderia envolver um aporte (transferência direta de recursos) para a estatal ou empréstimo de bancos com garantia do Tesouro (seguro caso Correios não paguem a dívida).
A estatal apresentou em novembro um plano de reestruturação mais robusto, com previsão de demissão voluntária de 15 mil funcionários; venda de imóveis e empréstimo de R$ 20 bilhões.
A expectativa é que a proposta mais recente de empréstimo de bancos seja aprovada ainda neste semana para viabilizar o pagamento de funcionários e fornecedores dos Correios. O valor do empréstimo deve ser menor que o previsto inicialmente – e ficar em R$ 12 bilhões.
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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