Economia
União Europeia chega a acordo inicial sobre salvaguardas agrícolas mais rigorosas entre a UE e o Mercosul
O que está em jogo para o agro brasileiro no acordo UE-Mercosul
A União Europeia chegou a um acordo provisório nesta quarta-feira (17) sobre os mecanismos de salvaguardas de produtos agrícolas, vinculadas ao acordo da União Europeia com o Mercosul, segundo a agência de notícias Reuters.
O mecanismo pode suspender o acesso preferencial do Mercosul para alguns produtos agrícolas em caso de queda de preços ou aumento das importações em 8% em um período de três anos.
O texto, porém, não faz parte do acordo e busca atender agricultores dos países membros que se sentem ameaçados pelo livre comércio com produtos do Mercosul, principalmente do Brasil.
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A UE e o bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai concluíram as negociações em dezembro do ano passado, para criar o maior acordo comercial da UE sobre redução de tarifas.
A discussão, que já dura 26 anos, pode chegar a um fim no próximo sábado (20), durante a Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu. A assinatura, contudo, ainda é incerta.
Países liderados por França e Itália afirmaram não estarem prontos para apoiar o acordo comercial e exigiram medidas adicionais para proteger seus agricultores.
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Mudanças nas salvaguardas
A Comissão Europeia apresentou o acordo para aprovação em setembro e buscou amenizar a oposição adicionando um mecanismo que permitiria a suspensão do acesso preferencial do Mercosul para alguns produtos agrícolas, como carne bovina, aves e açúcar.
A Comissão afirmou que o gatilho para a abertura de uma investigação seria o aumento do volume de importações em mais de 10% ao ano ou a queda dos preços nessa mesma proporção em um ou mais países membros da UE.
No entanto, o Parlamento Europeu votou na terça-feira (16) por um nível de ativação mais baixo, de 5%, em comparação com a média das importações dos últimos três anos.
As negociações começaram no final da quarta-feira para um compromisso entre representantes do Parlamento e do Conselho, o grupo de governos da UE.
Ao final, os parlamentares decidiram que o nível de ativação deveria ser de 8%, segundo a presidência dinamarquesa da UE.
Também concordaram com uma declaração que detalha as medidas da UE para realizar verificações, inclusive nos países do Mercosul, para apoiar os agricultores e garantir o cumprimento de normas de produção, como as relativas a agrotóxicos e saúde animal.
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Arte g1
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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