Economia
Parlamentares da UE votam para contestar na Justiça o acordo comercial com Mercosul
Parlamento Europeu
Yves Herman/Reuters
O Parlamento Europeu votou, nesta quarta-feira (21), para paralisar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A decisão manda os termos do acordo para o Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão de sua legalidade.
Os eurodeputados aprovaram a moção com 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. Este encaminhamento ao Tribunal, em teoria, impede a entrada em vigor do acordo comercial por vários meses.
Entretanto, a Comissão Europeia tem a opção de aplicar o tratado de forma provisória, se assim o desejar.
A Corte deve analisar a compatibilidade do texto com os termos europeus e bases jurídicas do acordo. Se verificar imcompatibilidade, será necessário uma alteração deste texto. Sem essa alteração, o tratado não pode entrar em vigor. Essas alterações podem atrasar o processo de aprovação final do acordo, em pelo menos 6 meses.
Se a Corte não pontuar incompatibilidades, o processo segue para a votação do Parlamento.
Os dois blocos assinaram no sábado (17) um acordo comercial que cria uma zona de livre comércio entre os dois blocos.
Anfitrião do evento que marcou a assinatura do acordo e presidente pro tempore do Mercosul, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, classificou o tratado como um “feito histórico” e afirmou que o acordo envia uma mensagem clara em favor do comércio internacional, do diálogo e da cooperação entre os países.
“Apostemos em um futuro com mais coragem, audácia e aprofundemos nossa União. Em um mundo complexo, UE e América do Sul devem se unir para mostrar um caminho diferente”, destacou o presidente paraguaio.
Com mais de 700 milhões de consumidores, o tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo os 27 Estados-membros da UE, além de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Além disso, elimina tarifas sobre mais de 90% do comércio bilateral.
O acordo permitirá que a UE exporte mais veículos, máquinas, vinhos e licores para a América Latina, ao mesmo tempo que facilita a entrada de carne bovina, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa.
Seus críticos acreditam que o acordo prejudicará a agricultura europeia com produtos importados mais baratos que podem não atender aos padrões fitossanitários do Velho Continente.
O agro do Brasil deve ser um dos grandes beneficiários desse tratado, porque é um dos maiores produtores do mundo e já tem o bloco europeu como o seu segundo maior cliente. Veja abaixo a participação do setor nas importações para a Europa.
Veja dados das exportação do Brasil para a UE em 2025
Arte g1
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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