Política
‘Foram 4 dias só com leite e água’: o drama das crianças brasileiras deportadas ao Haiti que o Brasil quer repatriar
84 crianças brasileiras foram enviadas para o Haiti pelos EUA, e governo brasileiro quer trazê-las ao Brasil em dez dias. No México, há outras 1,7 mil crianças haitiano-brasileiras que podem cruzar a fronteira com os EUA a qualquer momento. O haitiano Patrick, a mulher e os dois filhos brasileiros foram deportados pelos EUA para o Haiti
BBC
As certidões de nascimento de Carlos* e Laura*, de três e um ano de idade, indicam Rondonópolis, no Estado de Mato Grosso, como a cidade em que ambos vieram ao mundo. Apesar disso, há poucas semanas, as duas crianças brasileiras foram deportadas pelo governo dos Estados Unidos para o Haiti, país de origem de seus pais, que moraram por mais de cinco anos no Brasil.
A deportação foi o ponto final de uma viagem de migração que incluiu passagens por mais de uma dezena de países, feitas de ônibus e a pé, em meio à fome e à violência.
“Na Colômbia, o homem me apontou a pistola, mas eu falei que a gente não tinha dinheiro, a gente não tem nada, e ele liberou a gente pra seguir”, relata Patrick*, o pai de Carlos e Laura, sobre a passagem pelo perigoso estreito de Darien, trajeto de 100 quilômetros em mata amazônica até o Panamá, que eles levaram 14 dias para percorrer.
VEJA TAMBÉM:
Prisões de imigrantes na fronteira dos EUA com o México batem recorde histórico em 2021
1/4 dos haitianos que tentam entrar nos terra nos EUA saíram do Brasil, apontam dados da ONU
O drama das crianças brasileiras deportadas dos EUA para o Haiti
Polícia desmonta quadrilha que levava haitianos ilegalmente do Chile para os EUA
Não há estradas ou trilhas no estreito de Darién — é preciso lutar contra a vegetação da Amazônia o tempo inteiro e criminosos atuam na área
Camilo Estrada Isaza/BBC
Depois de atravessar o Panamá, a Costa Rica, a Nicarágua, Honduras e Guatemala, a família até tentou se estabelecer no México.
“Ali não tem serviço. Tentei trabalhar, mas não tem como”. Patrick acreditava que a chegada a Del Rio, no Texas, significaria o início de uma nova vida — com emprego garantido e salário em dólar — o que permitiria sustentar a família e enviar remessas a parentes que ainda vivem no país caribenho. Não foi o que aconteceu. A família inteira foi detida pelo controle de fronteiras dos EUA.
“Foram quatro dias na cadeia. Para as crianças só deram leite e água, não deram comida. Dormia no chão frio. Um dia, às 4 da manhã, [os guardas] chamaram dizendo que iam liberar a gente, mas colocaram no avião e mandaram pra cá. Pra quê? O Haiti não tem nem presidente”, afirma Patrick*, que antes de partir do Brasil ganhava R$ 1,2 mil para desossar carne bovina em um frigorífico no centro-oeste do país e agora diz não ter dinheiro nem para as fraldas de sua bebê.
O relato de Patrick sobre as condições de tratamento por autoridades americanas coincide com o de outros migrantes haitianos na mesma condição. Fotos de guardas de fronteira montados em cavalos avançando sobre os viajantes rodaram o mundo e causaram constrangimento ao governo de Joe Biden, que ordenou a suspensão da atuação da cavalaria no trabalho com migrantes.
Um agente da patrulha de fronteira dos EUA tenta impedir um imigrante de chegar ao território do país, em 19 de setembro de 2021
Paul Ratje / AFP
Repatriação de 84 crianças
Os dois filhos de Patrick são parte do contingente de 84 crianças de nacionalidade brasileira que, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), foram deportadas nas últimas semanas pelos EUA para o Haiti, em meio às mais de 8 mil expulsões que o governo americano promoveu após a chegada em massa de haitianos à fronteira.
Os EUA vivem uma crise migratória histórica: apenas no ano fiscal de 2021, mais de 1,7 milhão de pessoas foram apreendidas por agentes americanos na fronteira com o México. Diante do fluxo, o governo Biden colocou em prática a regra de expulsão sumária de migrantes criada pela gestão de Donald Trump, a propósito da pandemia de Covid-19. Com o dispositivo, os EUA nem sequer deram aos haitianos a chance de pedir asilo ou refúgio.
Autoridades americanas ouvidas reservadamente pela BBC explicaram que a gestão Biden levou em conta o princípio da manutenção da unidade familiar e a nacionalidade dos pais no momento de definir o destino dos deportados — inclusive em casos em que os filhos tivessem cidadania diferente da de seus responsáveis.
Por isso, o governo brasileiro não foi informado de antemão pelos americanos sobre a deportação de crianças brasileiras para o Haiti. O Itamaraty informou à BBC News Brasil que desconhecia a decisão dos americanos de remeter menores brasileiros ao país caribenho e nenhum dos consulados do país nos EUA chegou a prestar assistência a essas crianças.
“Está muito evidenciado que existe uma política americana de deportação em massa de crianças e que isso não acontece para o Brasil e sim para o Haiti. O que é relevante e fundamental é que o Brasil intensifique o trabalho consular para que essas crianças não sofram deportação indevida. Se elas forem expulsas dos EUA, que sejam enviadas ao Brasil. E que o país dê assistência para trazer de volta ao Brasil aqueles que foram enviados ao Haiti”, afirmou o defensor público da União João Chaves, especialista em migração, que requereu a repatriação imediata das crianças ao Itamaraty.
Dentro do órgão de relações exteriores brasileiro, a repatriação dessas crianças brasileiras se converteu em prioridade zero. A expectativa é que as primeiras famílias, que já possuem a documentação correta, comecem a retornar ao Brasil em até dez dias. Outras podem demorar mais a embarcar, já que nem todas possuem documentos que comprovem a nacionalidade das crianças.
Documento brasileiro que comprova a nacionalidade de Carlos, filho de 3 anos do haitiano Patrick, que quer ser repatriado ao Brasil
BBC
Falta ao Itamaraty ainda determinar como será feito o custeio da repatriação. Por lei, o Brasil pode bancar os custos de viagens dos menores brasileiros, mas não poderia financiar as passagens de seus pais, que são haitianos. “Fomos informados desses problemas e vamos avaliar com o Itamaraty se a Câmara poderia pagar a volta dos pais, como poderíamos viabilizar isso”, afirmou o Deputado João Carlos Gurgel (PSL-RJ), que, depois de o caso ter sido revelado em reportagem da BBC News Brasil, passou a acompanhar o drama dessas crianças.
Outra opção seria contar com a ajuda de organismos internacionais, como a própria OIM, que já atuou em parceria com o Itamaraty em repatriações que envolviam cidadãos brasileiros e estrangeiros, ou, mais remotamente, com uma aeronave das Forças Armadas para o transporte.
Haiti: um país em colapso
Os responsáveis por ao menos dez crianças brasileiras deportadas ao país caribenho já fizeram contato com a Embaixada Brasileira em Porto Príncipe, a capital haitiana, em busca de documentos e de informações sobre como voltar ao Brasil.
“Eu não tenho um centavo, se tivesse, eu pagava pra gente voltar pro Brasil agora mesmo”, afirma Patrick, que pretende se apresentar à Embaixada em Porto Príncipe para pedir ajuda. Ele passou alguns dias em uma casa emprestada por parentes na favela de Cité Soleil, mas nos últimos dias levou sua família para a cidade de Gonaives, porque “estava muito perigoso continuar em Porto Príncipe”.
“Não há dúvida de que, se tiverem essa opção, a maior parte dentre essas 84 famílias vão querer retornar ao Brasil”, disse à BBC News Brasil Giuseppe Loprete, chefe da missão da OIM no Haiti.
Isso porque o Haiti vive um surto de sequestros — foram mais de cem apenas em outubro — em meio a uma sangrenta disputa de poder entre gangues que tem gerado tiroteios urbanos e matado dezenas de civis.
Na semana passada, 17 missionários americanos foram sequestrados por um desses grupos armados, que pediram US$ 17 milhões em resgate. A força policial haitiana não têm condições de conter a situação e a enorme insegurança afugentou do país a ajuda internacional.
A já complexa situação do Haiti se agravou depois que o presidente do país, Jovenel Moise, foi assassinado em 7 de julho, lançando o governo em disputas de poder e crises de governabilidade. Pouco mais de um mês depois, um terremoto de grande intensidade atingiu a ilha — deixando mais de dois mil mortos. Os escombros deixados pelo terremoto acabaram inundados poucos dias mais tarde pela tempestade tropical Grace.
Dois dias depois que um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o sudoeste do Haiti, outro desastre natural aconteceu: a tempestade tropical Grace
Getty Images via BBC
“O Haiti enfrenta muitas camadas de crise: a pobreza histórica, uma sequência de terremotos devastadores, a violência de gangues. E essas crianças e suas famílias chegam aqui nesse contexto, e com uma bagagem de traumas da jornada de migração. Uma delas me contou que, no começo da travessia do estreito de Darien, sentia medo ao ver cadáveres. No final da jornada, no entanto, ela já tinha visto tantos, que tinha se tornado algo comum pra ela”, afirmou à BBC News Brasil Ndiaga Seck, chefe de comunicação da Unicef em Porto Príncipe, uma das poucas organizações que seguem atuando no Haiti e prestando assistência aos deportados, como a família de Patrick.
1,7 mil crianças brasileiro-haitianas no México
Mesmo se acontecer como o esperado, a repatriação das 84 crianças hoje já deportadas para o Haiti pode não significar o fim do drama. Isso porque o Itamaraty já rastreou outras 1,7 mil crianças brasileiras, filhas de haitianos que viviam no Brasil, que estão nesse momento em território mexicano. E, embora quase todas tenham feito pedidos de refúgio no México, as autoridades brasileiras sabem que a intenção dessas famílias é cruzar a fronteira dos EUA assim que a oportunidade surgir.
Ao menos desde o início de 2021, milhares de haitianos que viviam no Brasil têm deixado o país em meio à crise econômica e à desvalorização do real, que praticamente inviabilizaram as remessas dos migrantes às famílias no país caribenho.
Há um mês o governo dos EUA tem pressionado o Brasil a receber de volta haitianos que possuíssem residência ou visto humanitário no país e que tenham sido encontrados no México ou na fronteira com os EUA.
Ao menos 429 dos 8 mil haitianos recém deportados pelos EUA ao Haiti estão nessa situação. Não há, no entanto, uma definição sobre se o Brasil aceitará o retorno deles.
Essa semana, o secretário de estado americano Antony Blinken voltou a pedir por isso ao chanceler brasileiro Carlos França. No Twitter, Blinken deixou claro o recado: “Gerenciar a migração em nosso hemisfério é uma responsabilidade compartilhada. Conversei com o Ministro de Relações Exteriores do Brasil, Carlos França, sobre formas de promover a migração ordeira, segura e humana”.
* O nome dos entrevistados foi alterado para garantir sua privacidade.
VÍDEOS: as últimas notícias internacionais
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


