Economia
Trump recua de tarifas contra países europeus após avanço em acordo sobre a Groenlândia
Em Davos, Trump diz que ‘ninguém pode defender Groenlândia como os EUA’
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21) que chegou a um entendimento sobre o futuro da Groenlândia e, com isso, recuou da imposição de tarifas anunciadas contra países europeus que se opunham ao seu plano de comprar o território no Ártico.
Em publicação na Truth Social, o republicano afirmou ter tido uma reunião “muito produtiva” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, da qual surgiu uma “estrutura de um futuro acordo” envolvendo a Groenlândia.
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“Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Domo de Ouro no que se refere à Groenlândia”, escreveu Trump.
🔎 O Domo de Ouro é uma estrutura militar planejada pelos EUA para interceptar mísseis lançados contra o território norte-americano.
O republicano havia anunciado no último sábado (17) que os EUA iriam impor tarifas de 10%, a partir de 1º de fevereiro de 2026, a países europeus contrários à sua tentativa de adquirir a Groenlândia.
Os países impactados seriam:
🇩🇰 Dinamarca
🇳🇴 Noruega
🇸🇪 Suécia
🇫🇷 França
🇩🇪 Alemanha
🇬🇧 Reino Unido
🇳🇱 Holanda
🇫🇮 Finlândia
As ameaças de Trump de anexar a Groenlândia aos EUA se repetem desde que ele tomou posse para o segundo mandato, há um ano. Para o republicano, o território é “vital” para o Domo de Ouro, que ele deseja construir com o argumento de proteger o país.
Uso de força
Mais cedo, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Trump disse que não faria “uso da força” para tomar a Groenlândia, embora tenha voltado a defender a proposta de adquirir o território e elevado o tom contra a Europa e a Otan.
“Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia”, disse.
Ainda no discurso, o presidente americano chamou a Dinamarca de “ingrata” e afirmou que “a Europa não está indo na direção correta”. Ele também se referiu à Groenlândia várias vezes como “um pedaço de gelo”.
Trump afirmou ainda que a ilha deveria ter passado ao controle americano ao fim da Segunda Guerra Mundial, quando tropas dos EUA ocuparam a ilha para protegê-la de forças alemãs.
Após o discurso, o governo dinamarquês reiterou que não há negociações em curso para a venda do território.
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Importância estratégica
Situada entre os EUA e a Rússia, a Groenlândia é vista há muito tempo como uma área de grande importância estratégica, particularmente no que diz respeito à segurança do Ártico.
Os EUA já possuem uma base militar na ilha, mas reduziram drasticamente sua presença no país. Diante das recentes ameaças de Trump, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Holanda e Suécia chegaram a enviar tropas militares para a Groenlândia na última quinta-feira (15).
Veja a íntegra da publicação de Trump nesta quarta-feira:
Trump anuncia acordo futuro com a Groenlândia e Otan
Truth Social
“Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico. Essa solução, se for concretizada, será muito positiva para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan.
Com base nesse entendimento, não vou impor as tarifas que estavam programadas para entrar em vigor em 1º de fevereiro. Discussões adicionais estão em andamento sobre o Golden Dome no que se refere à Groenlândia. Mais informações serão divulgadas à medida que as conversas avançarem.
O vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros, conforme necessário, serão responsáveis pelas negociações — e se reportarão diretamente a mim.
Obrigado pela atenção a este assunto!”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em evento em Mar-a-Lago, em 16 de janeiro de 2026
REUTERS/Kevin Lamarque
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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