Economia
Caso Master: entidades alertam sobre golpes em pagamentos do FGC; saiba como se proteger
FGC começa pagamento para credores do Banco Master
Entidades do setor financeiro emitiram neste sábado (24) um alerta sobre golpes e fraudes envolvendo o processo de pagamento de garantias do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O comunicado foi divulgado em meio à alta procura pelos recursos do fundo, após as liquidações extrajudiciais do Banco Master e de seu braço digital, o Will Bank, pelo Banco Central do Brasil (BC) nos últimos meses.
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O FGC começou a receber na última segunda (19) os pedidos de ressarcimento dos investidores que compraram Certificados de Crédito Bancário (CDBs) do Master. Ao todo, cerca de 800 mil credores têm direito ao ressarcimento.
🔎 O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores.
Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade.
Segundo o FGC e entidades como a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI), golpistas têm usado indevidamente o nome do fundo e de instituições do sistema financeiro para enganar pessoas com direito aos recursos.
⚠️ As principais tentativas de golpes e fraudes são:
📩 Envio de e-mails, mensagens e outras comunicações falsas que simulam contatos institucionais.
🗒️ Divulgação de links, páginas e aplicativos fraudulentos, criados para induzir vítimas a fornecer dados pessoais, bancários ou cadastrais.
💳 Solicitação de pagamentos indevidos ou antecipados, sob falsas promessas de benefícios, liberações de valores ou agilização de processos.
🤖 Uso indevido de ferramentas de recuperação de senha e disparo de mensagens com links maliciosos.
📱 Circulação de aplicativos não oficiais em plataformas digitais, que comprometem a segurança das informações.
💡 Diante das fraudes, o FGC e outras seis entidades financeiras orientam aos usuários a:
⚠️ Aumentar o nível de cautela frente a ofertas de facilidades por alegados prestadores de serviços.
📝 Desconsiderar qualquer solicitação de dados pessoais por canais não oficiais e não realizar pagamentos de qualquer tipo de taxa para o recebimento da garantia.
🚫 Não clicar em links desconhecidos ou baixar aplicativos fora das lojas oficiais.
A orientação é sempre buscar informações e confirmações através dos canais institucionais.
Como funciona o FGC?
Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.
No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC:
CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB);
Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs).
O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.
ENTENDA: O que é FGC e qual seu papel no caso do Banco Master?
FGC começou a receber pedidos de ressarcimento de credores que tinham investimentos no Banco Master.
Reprodução/g1
Veja o passo a passo para solicitar o reembolso pelo FGC
Segundo o FGC, o pedido de pagamento da garantia para pessoas físicas deve ser feito pelo aplicativo do fundo, disponível no Google Play e na Apple Store.
“No aplicativo do FGC, você pode conferir as instituições em regime especial decretado pelo Banco Central e se já é possível solicitar o pagamento de garantia, além de receber notificações para acompanhar o seu pedido”, informou o fundo.
Veja o passo a passo:
Baixe o aplicativo do FGC e complete o cadastro, informando nome completo, CPF e data de nascimento;
Solicite o pagamento de garantia. Essa etapa só ficará disponível após o envio, pelo liquidante, da lista completa de credores e valores devidos ao fundo.
Depois, basta informar uma conta bancária de sua titularidade para receber os recursos, realizar a validação biométrica e enviar eventuais documentos solicitados.
Para pessoas jurídicas, o FGC informa que o representante legal da empresa deve solicitar a garantia por meio do Portal do Investidor. Após o preenchimento das informações, o fundo envia um e-mail com o passo a passo necessário.
“O pagamento é feito por transferência para uma conta-corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa”, informa o FGC.
Nos casos em que o pagamento precisar ser feito a inventariantes ou ao espólio, o FGC tratará diretamente com os beneficiários, não sendo possível fazer a solicitação pelo aplicativo.
⚠️ATENÇÃO: Valores que ultrapassarem o limite de cobertura do FGC, de R$ 250 mil, permanecerão sujeitos ao processo de liquidação do Banco Master. Nessa situação, o credor passa a integrar a massa falida como credor quirografário, sem garantia de recebimento dos valores.
O que acontece para quem tinha dinheiro no Master?
o número de credores da garantia, inicialmente estimado em 1,6 milhão, é da ordem de 800 mil.
o valor total a ser pago em garantias será de R$ 40,6 bilhões, contra a estimativa inicial de R$ 41,3 bilhões.
Com as informações recebidas, o FGC liberou em 17 de janeiro a solicitação no aplicativo para que os credores cadastrem a conta bancária, façam a validação da biometria e o envio de documentos.
Para solicitar o ressarcimento:
Pessoas físicas: devem usar o aplicativo do FGC. Após realizar um cadastro básico, é necessário solicitar o pagamento da garantia;
Pessoas jurídicas: devem fazer o pedido diretamente pelo site da instituição.
Após a assinatura do termo de solicitação, o FGC informa que a liberação costuma ocorrer em até 48 horas úteis, desde que os dados estejam corretos.
Ainda assim, o período entre a decretação da liquidação e o pagamento aos investidores variou entre 14 e 40 dias nas operações mais recentes.
Para eventuais dúvidas, o FGC orienta que correntistas e investidores entrem em contato pelo e-mail atendimento.credores@fgc.org.br.
Fachada do Banco Master no Itaim Bibi, na Zona Sul de São Paulo, no dia 19 de novembro de 2025
Rovena Rosa/Agência Brasil
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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