Política
Propaganda eleitoral: Lula diz que Bolsonaro é ‘ruim de serviço’, e presidente usa Alckmin para atacar petista
Candidatos à Presidência da República utilizam espaço na mídia para apresentar propostas, mas não deixam de condenar os adversários; Ciro Gomes se coloca como melhor opção e critica ambos. Bolsonaro; Lula; Ciro
AFP; : Andre Penner/AP;
Os principais candidatos à Presidência da República têm apostado nos ataques aos adversários nas peças publicitárias veiculadas tanto na televisão quanto na internet desde o início da propaganda eleitoral, no final do mês de agosto.
Os políticos utilizam seus espaços na mídia para apresentar propostas e falar dos planos de governos, mas não deixam de condenar os opositores.
Lula foca nas críticas à gestão do atual presidente durante a pandemia de Covid-19 e diz que ele é “ruim de serviço”;
Por sua vez, Bolsonaro aposta em pautas ideológicas para falar mal do petista e usa falas antigas do candidato a vice, Alckmin, contra Lula para tentar desqualificá-lo;
Ciro Gomes se coloca como melhor opção e critica ambos.
Confira abaixo o que disseram as propagandas políticas dos candidatos nos últimos dias – a ordem definida pela posição de cada um na última pesquisa de intenção de votos divulgada pelo Ipec.
Publicada nesta segunda-feira (12), a pesquisa mostra Lula com 46% das intenções de voto, Bolsonaro com 31%, e Ciro Gomes com 7%.
Lula (PT)
Lula durante compromisso de campanha nesta segunda (29), em SP
Tomzé Fonseca/Futura Press/Estadão Conteúdo
O ex-presidente petista busca alternar propostas de governo e ataques ao atual governo.
Em diversas inserções na TV e na internet, a propaganda petista critica a condução da pandemia por parte de Jair Bolsonaro. Uma das peças mostra um respirador hospitalar e algumas frases do presidente ao longo da crise sanitária, como “Está sendo superdimensionado o poder destruidor desse vírus” e “Eu não sou coveiro”. Lula afirma que Bolsonaro debochou da Covid, fez pouco caso dos mortos, atrasou a vacina e impediu que milhares de vidas fossem salvas:
Trecho da propaganda de Lula
Reprodução
“Você não contrata alguém que não sabe dirigir para ser motorista […], por isso, não dá para manter um presidente que é ruim de serviço. Bolsonaro foi desumano na pandemia […] e trabalha, em média, menos de quatro horas por dia”, diz uma das propagandas de Lula. A peça dá exemplos de profissionais desqualificados para o exercício de suas funções:
Propaganda de Lula
Reprodução
Por meio de linguagem cômica, Lula utiliza um ‘fantasma’ para rebater desinformações e rótulos colocados pela oposição ao seu governo, como o fechamento de igrejas e a implementação de um regime de governo comunista:
Propaganda eleitoral de Lula
Reprodução
Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente pelo PT, aparece em uma propaganda para dizer que antigas falas suas – em que faz críticas a Lula – devem ser desconsideradas. O ex-governador de São Paulo ainda afirma que a família Bolsonaro deve explicar a compra de 51 imóveis com dinheiro vivo.
Jair Bolsonaro (PL)
O presidente Jair Bolsonaro durante evento com empresários em Brasília, em 30 de agosto
Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro aposta em pautas ligadas ao conservadorismo, faz aceno à sua base de apoio, às mulheres e também ataca Lula, seu principal adversário político.
Bolsonaro utiliza falas antigas de Alckmin contra Lula e o governo petista seguida do slogan ‘Se até o vice do Lula pensa assim, como é que eu vou confiar nele?’. Uma das frases utilizadas na propaganda é: “Lula diz que quer voltar ao poder. Ele quer voltar à cena do crime”. O candidato a vice-presidente pelo PT disse isso em 2017, durante uma convenção de seu antigo partido, o PSDB:
Propaganda eleitoral de Bolsonaro
Reprodução
A propaganda do atual presidente insere um trecho de vídeo em que Lula defende o direito ao aborto e trata o tema como questão de saúde pública, não de costume. “Essa pauta da família, a pauta dos valores, é uma coisa muito atrasada”, diz o petista. Ele também usou a propaganda para dizer que apoia política para as mulheres.
Propaganda de Bolsonaro
Reprodução
Bolsonaro critica Lula por uma frase em que o ex-presidente condena ações de violência policial contra menores infratores. Na ocasião, o petista disse “Eu não posso mais ver jovem de 14, 15 anos assaltando e sendo violentado, assassinado pela polícia, às vezes inocente, ou às vezes porque roubou um celular”. A produção exibe a frase para cidadãos e alguns deles comentam “imoral”, “erradíssimo” e afirmam temer assaltantes.
Propaganda de Bolsonaro
Reprodução
Durante um comício um dia após os atos de 7 de setembro, Lula proferiu a seguinte frase sobre os participantes do evento: “Foi uma coisa muito engraçada: no ato do Bolsonaro, parecia uma reunião da Ku Klux Klan, só faltou o capuz, porque não tinha negro, não tinha pardo, não tinha pobre, não tinha trabalhador”. Bolsonaro colocou a frase em sua propaganda e disse que o ex-presidente diminuiu seus apoiadores:
Propaganda de Jair Bolsonaro
Reprodução
Ciro Gomes (PDT)
Candidato a Presidência da República pelo PDT Ciro Gomes, participa na manhã desta sexta-feira (02) de Ciclo de Debates na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) na região central da cidade de São Paulo.
Suamy Beydoun/Agif – Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo
Nas propagandas, Ciro apresenta projetos para o país, mas não deixa de criticar Lula e Bolsonaro.
O ex-governador do Ceará afirma que os governos de Lula e Bolsonaro “destruíram a indústria brasileira” e faz menção ao 7 x 1 – resultado que tirou a Seleção Brasileira da disputa da Copa do Mundo em 2014 – ao dizer que o Brasil gera emprego e renda no exterior, mas não em território nacional:
Propaganda eleitoral de Ciro
Reprodução
Em outra analogia futebolística, Ciro critica a estratégia do voto útil adotada por opositores e afirma que pedir para o eleitor escolher outro candidato ainda no primeiro turno seria o mesmo que pedir para um torcedor mudar de time:
Propaganda de Ciro Gomes
Reprodução
* Com supervisão de Ricardo Gallo
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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