Política
Audifax não declara apoio a candidato à presidência, promete aeroporto no Sul do ES e diz que vai priorizar segurança pública
Candidato da Rede ao governo do ES foi o segundo a participar da série de entrevistas do ES1. ES1 entrevista Audifax, candidato da Rede ao Governo do ES
O candidato ao governo do Espírito Santo pela Rede, Audifax, disse nesta terça-feira (13), ao ES1, que não quer “nacionalizar” o debate a respeito das eleições no Espírito Santo e que, por isso, não pretende declarar apoio a nenhum candidato que está na disputa pela presidência da república.
Questionado mais de uma vez sobre qual candidatura apoia para a presidência, Audifax não respondeu a pergunta, assim como fez na entrevista ao g1 em 22 de agosto.
“Se posicionar politicamente é uma coisa. Definir quem é o seu candidato é outra coisa. Eu estou preocupado com o Espírito Santo, quero conversar sobre o Espírito Santo, entendo que o Espírito Santo precisará do próximo presidente”, falou Audifax.
Audifax também não respondeu se o fato da candidata a vice na chapa dele, Tenente Andressa, ter declarado apoio à reeleição de Jair Bolsonaro (PL) foi um aceno da chapa à candidatura do presidente. Sobre isso, Audifax disse que a escolha da vice dele foi feita para compor uma chapa com representatividade feminina e que sinalize para a sociedade o foco de um eventual governo dele na segurança pública.
Audifax prometeu aumentar o efetivo de agentes de segurança, valorizar os trabalhadores da área, criar mais delegacias da mulher e delegacias especializadas.
“Quando eu trago a Andressa que quero dar um sinal para a sociedade, não é só para os militares, nem para os civis, é para sociedade que a segurança pública será minha prioridade número um”, disse Audifax.
Na entrevista, Audifax prometeu construir o que ele chamou de “supercreches” no estado e afirmou que vai construir creches em cidades onde não há unidades. Creches são de responsabilidade das prefeituras. O candidato também disse que pretende incorporar disciplinas de “valores humanos” no currículo dos alunos do estado.
Outra promessa do candidato para a educação é a criação de uma poupança para os alunos do segundo grau com foco no ensino profissionalizante, no entanto não deu detalhes do projeto.
Para fazer os investimentos em todas as áreas, Audifax disse que vai usar recursos em caixa provenientes do superávit do estado.
“Vou ter responsabilidade fiscal, como eu tive como prefeito da Serra. […] Agora, guardar dinheiro e a população passando fome, passando necessidade, isso é um absurdo”, falou o candidato.
Sobre o transporte público, Audifax prometeu melhorar a segurança no Transcol, a qualidade dos ônibus do sistema, disse que vai aumentar o número de ônibus para desafogar a lotação de passageiros, além de reduzir a tarifa do bilhete único metropolitano.
O candidato prometeu fazer um aeroporto em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do ES. Audifax disse também que vai criar um “Vale do Silício capixaba”, que consiste em uma área destinada a construção de um parque tecnológico que vai oferecer incentivos fiscais para atrair empresas de tecnologia para o estado. Segundo Audifax, os recursos para este investimentos virão do Fundo Soberano do estado.
Além disso, o candidato disse que pretende criar polos industriais em Cariacica e Vila Velha e no Sul do estado.
Na área social, Audifax se comprometeu aumentar o auxílio pago pelo programa Bolsa Capixaba. Na proposta, a média seria elevada para pelo menos R$ 300.
Audifax, candidato da Rede ao Governo do ES é entrevistado por Rafaela Marquezini no ES1
Álvaro Guaresqui/g1
Ao final da entrevista, Audifax disse porque quer ser governador do Espírito Santo. Veja o que ele falou:
“Quero agradecer essa oportunidade, falar que o atual governador teve oito anos para fazer e não fez. Repito: dinheiro teve, pra fazer, e não fez. Tem colocado que tem novas ideias novos desafios. Com todo respeito, não tem novos desafios. Os desafios são os mesmos que vocês, todos os dias, colocam aí no jornal: problema na segurança, problema na saúde. Vamos mudar essa realidade. Está na hora de trocar o comandante deste palácio do governo do estado. Agora vamos trocar com responsabilidade. Vamos trocar com quem já fez, com quem tem experiência, com quem tem princípio, com quem tem história. Trouxe a nossa vice, Andressa, no ponto de vista pra mostrar pra sociedade a questão da segurança pública, da mulher. Peço seu voto. Quero ser um governador municipalista. Você que está aí no interior, vou estar todos os dias no interior, não somente em inauguração e ordem de serviço. Conto com seu voto para a gente ir muito mais longe”, disse Audifax.
Na segunda-feira (12), Manato (PL) abriu a série de entrevistas. Os próximos entrevistados serão Renato Casagrande (PSB), na quarta (14) e Guerino Zanon (PSD), na quinta (15). Por terem recebido 5% ou mais das intenções de voto cada na pesquisa Ipec de 2 de setembro, os candidatos terão direito a entrevistas com 25 minutos de duração.
Na sexta-feira (16) serão entrevistados Capitão Vinicius (PSTU), Aridelmo (Novo) e Claudio Paiva (PRTB). As entrevistas terão 7 minutos de duração, já que os candidatos receberam menos de 5% das intenções de voto cada.
O ES1 começa às 11h45. A ordem dos candidatos foi definida por sorteio.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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