Economia
Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas
Figo não é fruta e nem planta carnívora: entenda como ele consegue digerir vespas
O figo não é uma fruta, como muita gente imagina. Na verdade, ele é uma flor invertida, que abriga um sistema capaz de digerir a vespa-do-figo.
Apesar disso, o figo não é considerado uma planta carnívora. Isso porque a digestão faz parte de um mecanismo de defesa, explica Paulo Minatel Gonella, professor do Departamento de Ciências Exatas e Biológicas da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
Na natureza, o figo precisa ser polinizado para produzir sementes férteis. Como o pólen fica no interior da flor, apenas a vespa-do-figo consegue alcançá-lo, entrando por uma pequena abertura.
Já as plantas carnívoras, em geral, vivem em solos pobres em nutrientes. Portanto, elas vão capturar os insetos como uma fonte de complementação, principalmente de nitrogênio e fósforo, que são nutrientes fundamentais para que elas sobrevivam, explica Gonella.
🦟É possível comer um figo com vespa? O consumidor dificilmente irá encontrar o inseto na fruta que comprou no supermercado. Isso porque o produto comercializado se reproduz de uma forma diferente e não precisa mais da polinização.
Ao longo dos anos, os pesquisadores foram reproduzindo figos geneticamente com as características que mais agradavam ao consumidor. Como resultado, o alimento para consumo só possui flores internas femininas e não precisa de sementes férteis, explica o professor da UFSJ.
Além disso, os figos são ensacados durante seu desenvolvimento, evitando que as vespas entrem e que pássaros se alimentem com eles — na natureza, os pássaros são os responsáveis por espalhar as sementes.
Como as sementes não são férteis, para cultivar o figo, os agricultores o reproduzem por meio de clonagem e estaquia, uma técnica que usa estacas para multiplicação das espécies, promovendo o enraizamento de partes da planta no solo, podendo ser ramos, raízes ou folhas.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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