Política
Casagrande diz que ‘tem gente querendo raspar o cofre’, promete que ES estará entre os 5 estados mais seguros do país e reafirma apoio a Lula
Candidato do PSB ao governo do ES foi o terceiro a participar da série de entrevistas do ES1. ES1 entrevista Renato Casagrande, candidato do PSB ao Governo do ES
O candidato à reeleição ao governo do Espírito Santo pelo PSB, Renato Casagrande, disse nesta quarta-feira (14), ao ES1, que fez uma gestão responsável e rebateu declarações de adversários de que ele não estaria usando os recursos públicos para fazer investimentos necessários no estado.
“Está sendo investido. É bom que a gente tome cuidado. População capixaba tome cuidado porque tem gente de olho no caixa do estado, querendo raspar o cofre do estado do Espírito Santo”, falou Casagrande.
O candidato declarou que quem não pensa em formar uma poupança com os recursos, não se prepara para passar por situações adversas. Ele citou a pandemia de Covid-19, as chuvas de 2020 e a redução do ICMS como casos em que, segundo ele, ter recursos guardados foi importante.
Questionado sobre o uso do dinheiro em caixa para a promoção de políticas de redução da pobreza, Casagrande respondeu que esta é uma questão nacional e defendeu as iniciativas da própria gestão como ferramentas eficientes de combate à miséria.
“É a primeira vez que eu faço uma campanha em que as pessoas me acusam por ser responsável”, disse Casagrande.
Sobre os planos para a segurança pública em um eventual novo mandato, Casagrande falou que o foco será digitalizar as operações. O candidato declarou que fez, nesta gestão, o que chamou de “ações tradicionais da segurança pública”. Como justificativa, ele citou que investiu em equipamentos como carros, armas e formação profissional para a polícia.
Se reeleito, Casagrande disse que vai investir na implementação e integração de sistemas de videomonitoramento com inteligência artificial para fiscalizar as vias estaduais. Ele se comprometeu ainda a deixar o Espírito Santo entre os cinco estados mais seguros do Brasil.
Sobre o apoio à candidatura de Lula (PT) para a presidência da república, Casagrande reafirmou o posicionamento e disse que isso não impediu a formação de alianças locais com partidos que apoiam nacionalmente outras candidaturas. Casagrande disputa a eleição pelo PSB, partido aliado do PT e ao qual Geraldo Alckmin, vice na chapa de Lula, é filiado.
“Nós temos uma posição clara. É importante que cada líder tenha sua opinião e a sua posição”, falou Casagrande.
Perguntado sobre o que fará para melhorar os resultados do Espírito Santo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), especialmente no ensino médio, que é uma atribuição do estado, Casagrande afirmou que fez um pacto com os municípios capixabas para melhorar o desempenho capixaba.
Casagrande prometeu que, em quatro anos, todas as escolas estaduais terão ambiente climatizado e cultura digital, projeto que ele chamou de “escola do futuro”. O candidato também se comprometeu a ampliar a formação de professores e valorizar o salário dos profissionais da educação.
Casagrande falou que tem trabalhado na articulação para um novo contrato de concessão da BR-101, depois que a Eco101 desistiu do trecho capixaba da rodovia. Casagrande ainda culpou a falta de articulação do governo federal com o Ibama e o ICMBio para liberação das licenças ambientais que possibilitariam as obras de duplicação da rodovia. Mesmo assim, o candidato declarou que a concessionária deveria ter cumprido o contrato, já que a mesma havia assumido o compromisso.
Sobre a concessão da BR-262, Casagrande classificou a situação como “mais grave”, já que a rodovia foi retirada do pacote de concessão da BR-381, e disse que, por isso, ele não tem perspectiva de que a rodovia seja concedida. O candidato ainda falou que tentou negociar que a obra fosse executada com parte dos recursos de um acordo de compensação entre o estado, a Vale e A BHP pelo desastre de Mariana, em Minas Gerais, mas que as tratativas não avançaram.
Questionado sobre declarações anteriores a respeito das obras do Cais das Artes, o candidato defendeu que não faltou força de vontade dele para que a obra fosse retomada e concluída. Em entrevista ao g1 no dia 24 de agosto, Casagrande afirmou que a obra é um “emaranhado jurídico” e que não havia previsão para conclusão dela.
Renato Casagrande falou que está tentando duas alternativas para o Cais das Artes: retomada do contrato rescindido pelo estado com a última empresa a tocar a obra ou conceder o espaço à iniciativa privada, desde que mantida a característica cultural do local.
Renato Casagrande, candidato do PSB ao Governo do ES é entrevistado por Rafaela Marquezini no ES1
Álvaro Guaresqui/g1
Ao final da entrevista, Renato Casagrande disse porque quer continuar sendo governador do Espírito Santo. Veja o que ele falou:
“Vocês estão vendo, nós estamos trabalhando muito em um momento de muito desafio. Desafio de pandemia, de chuvas, de uma polarização nacional na política, mas nós estamos firmes fazendo os maiores investimentos em infraestrutura, em programas sociais, conquistando vitórias importantes para este estado. Nós agora estamos propondo a fazer uma migração de uma segurança pública analógica para uma digital, da gente fazer a microrregionalização da saúde, a gente avançar na educação com escolas totalmente no ambiente virtual. Pode ter certeza: se agente fez tanto com tantos desafios, e a gente sabe que tem muitos desafios pela frente ainda, essa razão de eu ser candidato a governador, para eu governar os próximos quatro anos, Deus vai nos abençoar para a gente poder avançar cada vez mais nesses próximos quatro anos, fazendo desse estado cada vez um estado mais próspero que possa atender a população capixaba, disse Renato Casagrande.
Na segunda-feira (12), Manato (PL) abriu a série de entrevistas. Audifax (Rede) foi entrevistado na terça (13). O próximo entrevistado será Guerino Zanon (PSD), na quinta (15). Por terem recebido 5% ou mais das intenções de voto cada na pesquisa Ipec de 2 de setembro, os candidatos terão direito a entrevistas com 25 minutos de duração.
Na sexta-feira (16) serão entrevistados Capitão Vinicius Sousa (PSTU), Aridelmo (Novo) e Claudio Paiva (PRTB). As entrevistas terão 7 minutos de duração, já que os candidatos receberam menos de 5% das intenções de voto cada.
O ES1 começa às 11h45. A ordem dos candidatos foi definida por sorteio.
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Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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