Economia
Mercados globais recuam à espera de anúncio do novo presidente do Fed
Telão com cotações acionárias em Xangai
Reuters
Os mercados financeiros do mundo inteiro caem nesta sexta-feira (30). O movimento foi influenciado tanto pela forte queda do preço do ouro quanto pela expectativa pelo anúncio do novo presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.
Na noite de quinta-feira (29), o presidente Donald Trump afirmou que divulgará nesta manhã o nome do escolhido para comandar o Fed.
🔎A maioria dos investidores aposta que o indicado será Kevin Warsh, que já integrou a direção da instituição no passado. A possibilidade de sua nomeação já provocou ajustes nos preços dos ativos em todo o mundo.
Na Ásia, as perdas foram mais intensas na China e em Hong Kong. Em Xangai, o índice caiu cerca de 1%, depois de ter recuado mais de 2% durante o pregão.
Apesar disso, a bolsa chinesa acumulou alta de 3,8% em janeiro, o melhor resultado mensal desde agosto. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, também caiu 1% no dia, mas subiu 1% no mês. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou mais de 2%.
As ações de empresas ligadas ao ouro lideraram as perdas, após a queda do preço do metal e novas medidas das autoridades chinesas para conter a especulação, como o aumento das exigências de margem para negociação.
Mineradoras como Chifeng Gold, Shandong Gold e Zhongji Gold chegaram a cair o limite diário de 10%.
O nervosismo também se espalhou para outros mercados. Nos Estados Unidos, os contratos futuros indicam abertura em baixa das bolsas.
💸No mercado de moedas, o dólar sobe frente a outras divisas, porque investidores avaliam que os juros americanos podem cair menos do que se esperava. Quando os juros permanecem mais altos por mais tempo, o dólar tende a se fortalecer.
Os juros dos títulos do governo dos EUA também avançam, sinal de que os investidores estão mais cautelosos e exigem maior retorno para emprestar dinheiro. Já produtos como ouro, prata e petróleo registram queda de preços.
Warsh, que já integrou o Conselho de Governadores do Fed, é visto como um defensor de taxas de juros mais baixas, mas também como uma opção menos radical entre os nomes cogitados.
Ele defende um balanço patrimonial menor para o Fed, o que o tornaria mais cauteloso em relação a estímulos monetários agressivos.
A possível nomeação de Warsh ocorre em meio a um cenário de volatilidade nos mercados globais. O ouro caiu 3,7%, a prata despencou 6%, o petróleo Brent recuou 1,4% e o Bitcoin caiu 2,7%.
Investidores avaliam como uma mudança no comando do Fed poderia alterar a política monetária americana, especialmente em um momento de pressões políticas e incertezas econômicas.
Ainda de acordo com a Reuters, além de Warsh, outros nomes chegaram a ser considerados por Trump.
Rick Rieder, da BlackRock, foi visto até recentemente como favorito, enquanto o atual governador do Fed Christopher Waller e o conselheiro econômico da Casa Branca Kevin Hassett também figuraram na lista. No entanto, na quinta-feira, Warsh emergiu como o principal candidato.
O anúncio deve encerrar meses de incerteza sobre quem assumirá o comando do Fed no lugar de Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. Trump tem criticado Powell publicamente e defende cortes mais rápidos nos juros.
A escolha do novo presidente do banco central é considerada decisiva para o rumo da economia americana e para o comportamento dos mercados globais ao longo de 2026.
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Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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