Economia
Ouro amplia ganhos com escalada de tensões entre EUA e Irã e cenário incerto para os juros
O ouro voltou a subir nesta quarta-feira, dando sequência ao forte avanço registrado na véspera — o maior ganho diário do metal em 17 anos. A alta reflete a busca de investidores por ativos considerados mais seguros, em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e a incertezas sobre a política monetária americana.
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Por volta das 09h18 (horário de Brasília), o ouro à vista avançava 2,2%, cotado a US$ 5.046,47 por onça, após ter subido quase 6% na sessão anterior. Já os contratos futuros do metal nos EUA, com vencimento em abril, registravam alta de 2,7%, negociados a US$ 5.068,90 por onça.
Segundo analistas ouvidos pela Reuters, o movimento é resultado de uma combinação de fatores.
“Há uma soma de riscos impulsionando a demanda, incluindo dúvidas sobre a independência do banco central americano e o aumento das tensões geopolíticas”, afirmou Nitesh Shah, estrategista de commodities da WisdomTree.
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No campo geopolítico, as Forças Armadas dos EUA informaram na terça-feira que derrubaram um drone iraniano que se aproximou de forma considerada agressiva do porta-aviões Abraham Lincoln, no Mar da Arábia.
O episódio ocorreu enquanto diplomatas tentavam viabilizar negociações nucleares entre os dois países.
Além disso, declarações do presidente americano, Donald Trump, reacenderam preocupações sobre a autonomia do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Na segunda-feira, ele afirmou que a investigação envolvendo o presidente da instituição, Jerome Powell, deveria seguir até o fim.
O ouro vem se recuperando após uma forte correção recente. Na segunda-feira, o metal acumulou queda próxima de 10%, prolongando as perdas da sexta-feira anterior, no maior recuo em dois dias em décadas.
A pressão foi intensificada pela indicação de Kevin Warsh para comandar o Fed e pelo aumento das exigências de margem para contratos futuros pela CME. Apesar da volatilidade, o ouro ainda acumula valorização superior a 17% no ano.
Em busca de pistas
Agora, o mercado aguarda a divulgação do relatório de emprego do setor privado nos EUA (ADP), prevista para mais tarde. O dado pode oferecer pistas sobre os próximos passos da política de juros do Fed. Atualmente, investidores projetam ao menos dois cortes de juros em 2026.
“Com a expectativa de novos cortes de juros, o ambiente tende a favorecer o ouro”, afirmou à Reuters Giovanni Staunovo, analista do UBS. Segundo ele, os preços do metal devem subir ao longo do ano.
Como o ouro não oferece rendimento, ele costuma se tornar mais atrativo quando os juros estão baixos ou em queda.
Entre outros metais preciosos, a prata à vista subia 5,7%, cotada a US$ 90 por onça. No início da semana, o metal havia recuado para a mínima de um mês, a US$ 71,33, após ter alcançado um recorde histórico de US$ 121,64 na semana passada.
A platina avançava 4%, para US$ 2.297,58 por onça, enquanto o paládio subia 5,3%, a US$ 1.825.
Imagem de barra de ouro em foto de arquivo
REUTERS/Maxim Shemetov/File Photo
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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