Economia
Governo Trump finaliza mudança que permite demissão de 50 mil servidores de carreira
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O governo de Donald Trump concluiu nesta quinta-feira (5) a reformulação do sistema de serviço civil dos Estados Unidos. Segundo comunicado oficial, a mudança dá ao presidente o poder de contratar e demitir cerca de 50 mil servidores federais de carreira.
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A mudança, divulgada pelo Escritório de Gestão de Pessoal (Office of Personnel Management), cumpre uma promessa de campanha de retirar garantias trabalhistas de servidores que, na avaliação da equipe do presidente, estariam “influenciando” decisões do governo.
Essa é a maior mudança nas regras do funcionalismo público americano em mais de um século.
Durante seu primeiro mandato, o presidente Donald Trump se referiu a essa reformulação como “Schedule F”. Segundo o comunicado, caberá a ele decidir quais cargos do governo perderão essas garantias.
Trump conversa com repórteres no Salão Oval da Casa Branca, em 3 de fevereiro de 2026
Evelyn Hockstein/Reuters
“Uma Única Voz”
Em fevereiro do ano passado, Trump havia assinado uma ordem que prevê punições, incluindo demissão, para de servidores federais que não forem fiéis à agenda de política externa estabelecida por ele.
O texto, intitulado “Uma Única Voz para as Relações Exteriores dos EUA”, estabelece que o Departamento de Estado promova uma reforma no Serviço Diplomático americano “para garantir uma força de trabalho comprometida com a implementação fiel da política externa do Presidente”.
De acordo com a ordem, funcionários que falharem na aplicação das diretrizes impostas por Trump serão investigados por descumprimento da disciplina profissional e poderão, inclusive, ser demitidos.
O decreto determina ainda que todas as agências relacionadas à política externa criem mecanismos para garantir que os servidores implementem “fielmente” as ordens de Trump.
Pela ordem, caberá ao secretário de Estado, Marco Rubio, desenvolver novos critérios de recrutamento, avaliações de desempenho e padrões que assegurem o cumprimento das políticas presidenciais.
Embaixadas sob aviso
No ano passado, antes da assinatura da ordem executiva, a emissora americana ABC News reportou que embaixadas dos EUA ao redor do mundo foram instruídas a se prepararem para cortes de servidores.
O governo também exigiu que os diplomatas entreguem listas com os nomes de todos os funcionários que trabalham nas missões dos EUA em outros países, segundo a reportagem.
Desde o primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump afirma que suas políticas são prejudicadas pelo chamado “deep state” — uma suposta rede de burocratas que permaneceriam no governo para minar sua agenda.
Durante a campanha presidencial de 2024, ele prometeu reformular profundamente o funcionalismo público, removendo servidores que considera desleais. O decreto assinado nesta quarta-feira se alinha a essa promessa.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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