Política
Após o CNU, país amplia número de Auditores-fiscais do Trabalho, mas déficit ainda é evidente
Número de auditores-fiscais do Trabalho é insuficiente no Brasil
Em dezembro do ano passado, 829 novos Auditores-fiscais do Trabalho (AFT) tomaram posse após aprovação na primeira edição do Concurso Nacional Unificado (CNU). Com isso, o efetivo da carreira passou de aproximadamente 1,8 mil para cerca de 2,7 mil profissionais, o maior número registrado nos últimos 10 anos.
Apesar do reforço, o número de AFTs ainda é considerado insuficiente. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) já indicou, em seus estudos, parâmetros de referência para a proporção de inspetores em relação ao número de trabalhadores.
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Considerando que a população economicamente ativa brasileira, que ultrapassa 108 milhões de pessoas, estimativas da OIT indicam que o país deveria contar com ao menos 5,5 mil Auditores-fiscais do Trabalho em atividade. No entanto, o país nunca chegou a esse número.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), a carreira dispõe atualmente de 3,6 mil cargos. Somados aos 1,8 mil anteriores, a primeira edição do CNU previa 900 vagas imediatas e outras 900 para cadastro de reserva.
Mesmo que a reserva fosse empossada, o déficit seria de mais de 2,7 mil servidores, pelos critérios da OIT.
Efetivo de Auditores-Fiscais do Trabalho dos últimos 35 anos
Arte g1/Dhara Pereira
O primeiro CNU empossou apenas 829 auditores porque os demais foram reprovados no curso de formação, eliminados por irregularidades ou desistiram do cargo por motivos pessoais.
Com isso, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) terá de convocar cerca de 70 candidatos remanescentes do cadastro de reserva para um novo curso de formação, que ainda não tem data definida.
A convocação depende da publicação de uma portaria assinada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), que autorize a abertura do curso e a chamada dos candidatos do cadastro de reserva.
Cerca de 38 candidatos estão com a situação sob análise da Justiça. Eles foram eliminados ou se consideraram prejudicados pela banca examinadora e, após recorrerem, obtiveram decisões liminares que garantiram a permanência no concurso.
Apesar disso, os candidatos ainda não tomaram posse. A nomeação não ocorreu por entraves no Ministério do Trabalho. Um dos candidatos afirmou que procurou o Ministério da Gestão por meio do canal FalaBR e recebeu a seguinte resposta:
“A respeito do assunto, a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) informou que a nomeação do candidato depende de publicação do Ministério do Trabalho e Emprego. Como já foi aprovado em curso de formação, deve aguardar novas homologações do Ministério.”
O g1 procurou o Ministério do Trabalho, que informou inicialmente que a gestão de novas etapas ou de novos concursos é de responsabilidade do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
O MGI explicou que já autorizou a nomeação dos aprovados na primeira edição do CNU e que agora cabe ao Ministério do Trabalho dar andamento às próximas etapas.
Auditor fiscal do Ministério do Trabalho (MTE) autua granja em Capela do Alto (SP), onde trabalhador sofreu acidente na segunda (25): interdição de 48 horas
Ministério do Trabalho e Emprego/Divulgação
Por que é tão importante ter Auditores-fiscais do Trabalho?
A escassez de Auditores-fiscais do Trabalho não é apenas um problema administrativo. Tem impacto direto na proteção dos trabalhadores.
O profissional é responsável por fiscalizar o cumprimento das normas trabalhistas pelas empresas, inclusive no que diz respeito à segurança e à saúde dos trabalhadores, por meio de inspeções nos ambientes de trabalho.
Esses profissionais também atuam na promoção de condições dignas de trabalho, desenvolvendo ações para melhorar os padrões de saúde e segurança, além do combate ao trabalho infantil e ao trabalho em condições análogas à escravidão.
Essas violações seguem sendo uma realidade no país. Apenas em 2025, cerca de 2,7 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão — um aumento de 26,8% em relação a 2024, quando 2,1 mil pessoas foram encontradas nessas situações.
No mesmo ano, o país registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo da série histórica: foram mais de 4,5 mil denúncias, segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
Pelo Sistema Ipê, portal do governo federal gerido pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), foram registradas cerca de 4,8 mil denúncias desse tipo em 2025 — o maior número dos últimos cinco anos.
A atuação dos auditores-fiscais também é fundamental na prevenção de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho. Em 2025, mais de 546 mil afastamentos foram concedidos por questões de saúde mental, de acordo com dados do Ministério da Previdência Social.
A maior parte dos casos está concentrada em dois diagnósticos: ansiedade e depressão — transtornos diretamente relacionados aos riscos psicossociais, que também estão no escopo da fiscalização trabalhista.
No mesmo ano, o governo federal recebeu mais de 803 mil registros de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), que notificam acidentes e agravos relacionados ao emprego — um aumento de quase 10% em relação a 2024.
Além das inspeções, os auditores podem determinar embargos e interdições quando identificam risco grave e iminente à saúde e à segurança dos trabalhadores. Também são responsáveis por aplicar multas em casos de informalidade e assegurar o cumprimento dos direitos trabalhistas.
Um estudo recente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a elevada taxa de informalidade no Brasil está relacionada à redução da capacidade de fiscalização do Estado, provocada pela queda no número de Auditores-fiscais do Trabalho.
O estudo usa dados da PNAD Contínua do IBGE de 2024, que mostrava que, apesar de o desemprego ter recuado para 6,6% naquele ano — o menor nível desde 2012 —, a taxa de informalidade entre os assalariados do setor privado e trabalhadores domésticos atingiu 31,77%, o maior patamar da série histórica.
Entre 2012 e 2024, o número de trabalhadores desse grupo cresceu 11,4%, enquanto o total de Auditores-fiscais do Trabalho caiu 34,1%, elevando a proporção de cerca de 19 mil para 34,2 mil trabalhadores por auditor — aumento de quase 80%.
Alerta para um possível “apagão” na fiscalização
Auditores alertam ainda para um possível “apagão” na fiscalização do trabalho análogo à escravidão. Documentos obtidos pelo g1 e relatos de profissionais indicam que, em janeiro deste ano, ações foram canceladas, deixando ao menos 78 denúncias sem apuração.
Segundo os auditores, o cenário reflete insatisfação com a condução da política de fiscalização pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, especialmente após decisões de revisar pessoalmente processos de inclusão de empresas na chamada “lista suja” do trabalho escravo.
Em nota, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) afirmou que as fiscalizações não foram paralisadas e que dificuldades pontuais na participação da Polícia Federal afetaram apenas operações do Grupo Especial de Fiscalização Móvel.
Apagão no combate ao trabalho escravo: operações são canceladas em janeiro
Concurso virou caso de polícia
Na primeira edição do CNU, o cargo de Auditor-fiscal do Trabalho (AFT) foi um dos mais disputados. Além das 900 vagas imediatas, a remuneração inicial é de R$ 22.921,70, a maior de todo o concurso.
Outro fator que chamou atenção foi a aceitação de candidatos graduados em qualquer área de formação, desde que com diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
O cargo atraiu cerca de 315 mil inscritos. Mais de 166 mil candidatos compareceram às provas, o que resultou em 184,8 candidatos por vaga — concorrência superior à do curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
O processo seletivo foi alvo de investigações da Polícia Federal após a identificação de fraudes, incluindo candidatos com respostas idênticas nas provas. As apurações atrasaram a convocação dos aprovados, que foram os últimos nomeados da primeira edição do concurso, em dezembro.
36 bolivianos em situação análoga à escravidão em oficinas de costura em São Paulo
Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)
Pressão por novas convocações
Ainda no ano passado, o Ministério do Trabalho chegou a enviar um ofício ao Ministério da Gestão defendendo a reestruturação da Inspeção do Trabalho e afirmando que as 900 vagas abertas no CNU são insuficientes.
No documento, o ministério solicitou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 preveja a criação, transformação ou remanejamento de 2 mil cargos de Auditor-fiscal do Trabalho, além do provimento integral dos aprovados no cadastro de reserva.
No mês passado, o movimento Amplia AFT enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alertando para a falta de Auditores-fiscais do Trabalho e os impactos no combate a acidentes de trabalho, informalidade, trabalho infantil e trabalho análogo à escravidão.
Segundo o grupo, mesmo após a convocação dos aprovados no CNU 2024, o Brasil ainda enfrenta um déficit superior a 50% em relação aos parâmetros indicados pela OIT.
Na carta, o movimento defende a criação ou transformação de 2 mil cargos, a nomeação de todos os aprovados no cadastro de reserva, a prorrogação da validade do concurso e uma audiência com o presidente.
O documento também destaca que a carreira gera mais arrecadação do que custos aos cofres públicos. De acordo com Jennifer Toniolo, integrante do cadastro de reserva do CNU de 2024 e uma das lideranças do Amplia AFT, o cenário tende a se agravar nos próximos anos.
Números de dezembro de 2025 do Portal de Dados Abertos do Governo Federal indicam que cerca de 350 auditores recebem abono de permanência e podem se aposentar a qualquer momento. “São profissionais que ingressaram na carreira no fim dos anos 1980 e início dos anos 1990. A saída deles pode agravar ainda mais o déficit”, afirma.
Apesar da entrada de novos auditores em 2025, Jennifer avalia que o problema segue estrutural. O último concurso antes de 2024 ocorreu em 2013 e, desde então, a carreira acumulou mais de 1,2 mil aposentadorias e desligamentos.
“Essas nomeações não repõem sequer as perdas do período. Mesmo que todos os aprovados no cadastro de reserva sejam convocados, o Brasil ainda não alcançaria o mínimo recomendado pela OIT”, afirma a líder do movimento.
Ela destaca que regiões como Norte e Nordeste concentram os maiores vazios de fiscalização. Os setores afetados vão da agropecuária em áreas remotas a atividades em grandes centros urbanos, como oficinas de costura em São Paulo, onde há exploração de mão de obra imigrante e infantil.
Segundo Jennifer, a escassez de auditores compromete a fiscalização de direitos básicos. Dados do IBGE indicam que 1,65 milhão de crianças e adolescentes estavam em situação de trabalho infantil em 2024, mas apenas 2.745 casos foram identificados em ações fiscais — o equivalente a 0,2% da estimativa.
Isso não significa que o problema diminuiu, mas que o Estado não consegue enxergar o que está acontecendo.
Para Mario Diniz, Auditor-fiscal do Trabalho há 19 anos e integrante da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (ANAFITRA), o ingresso recente de novos servidores evitou um colapso na fiscalização, mas está longe de resolver o problema estrutural.
Segundo ele, a falta de auditores afeta todas as áreas da fiscalização, das piores violações de direitos, como trabalho escravo e trabalho infantil, à área de saúde e segurança do trabalho, que registra recordes de acidentes e adoecimento.
Na avaliação do auditor, a chegada dos novos servidores apenas impediu que alguns setores ficassem totalmente sem fiscalização. Na Bahia, por exemplo, apenas um auditor é responsável pela fiscalização do trabalho infantil em todo o estado.
“Um grande contingente de auditores que ingressou no concurso de 1994 já reúne condições para se aposentar. Se o cadastro de reserva não for convocado, esse reforço será rapidamente neutralizado”, afirma.
Diniz critica a falta de decisão política para enfrentar o problema. “Não é falta de recursos. A carreira é arrecadatória e cada auditor se paga em poucos anos com o aumento da arrecadação do FGTS e do INSS. O que falta é visão política”, diz.
O presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (SINAIT), Bob Machado, afirmou que a entidade atua para viabilizar a convocação dos aprovados no cadastro de reserva do concurso de 2024 diante do déficit na carreira.
“A medida é necessária após um longo período sem concursos, que sobrecarregou os auditores em atividade. Mesmo com a nomeação de novos auditores, o total de cargos vagos não foi preenchido”, afirmou.
Na última quinta-feira (5), a deputada federal Denise Pessôa (PT-RS) enviou um ofício à ministra da Gestão, Esther Dweck, pedindo avanço no concurso de Auditor-fiscal do Trabalho e recomposição urgente da carreira.
No documento, a parlamentar afirma que o quadro vive o menor efetivo da história, o que compromete o combate ao trabalho escravo e infantil, a prevenção de acidentes, além da arrecadação do FGTS e da Previdência.
Auditor-fiscal do trabalho é responsável por fiscalizar se as normas trabalhistas estão sendo cumpridas
AFT/ Divulgação
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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