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Economia

Big techs planejam gastar US$ 600 bilhões na ‘corrida da IA’ em 2026 e deixam investidores apavorados

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Um homem trabalha no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), nos Estados Unidos.
Jeenah Moon/Reuters
Um pacote de US$ 600 bilhões em gastos com inteligência artificial, planejado por grandes empresas de tecnologia para 2026, aumentou a preocupação dos investidores. Eles analisam os efeitos sobre a rentabilidade e uma possível ameaça ao futuro das empresas de software.
As ações da Amazon, que havia anunciado US$ 200 bilhões em investimentos, caíram mais de 5% na sexta-feira (6). Já a Alphabet, dona do Google, recuou 2,51% após informar, na última quarta-feira, que seus gastos podem dobrar neste ano. A Meta Platforms caiu 1,31%.
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Outras gigantes de tecnologia, porém, fecharam em alta: a Nvidia subiu 7,87%, a Microsoft avançou 1,90% e a Tesla ganhou 3,50%. O índice de referência S&P 500 subiu 1,97%, enquanto o Nasdaq avançou 2,18%, embora ambos tenham encerrado a semana em queda.
“O mercado entende que a aposta na expansão da IA — e a forma como esses ganhos foram antecipados por muitos anos — ficou cara demais”, disse à agência Reuters Andrew Wells, diretor de investimentos da SanJac Alpha, em Houston.
“Não é que essa tese tenha acabado, mas ela ficou cara demais ao antecipar receitas futuras sem considerar adequadamente os riscos. Por isso, trata-se de um movimento de redução de exposição”, acrescentou.
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Enquanto isso, as ações de empresas de análise de dados seguiram sob pressão, diante do receio de que novos modelos avançados de IA representem uma ameaça a seus negócios.
A canadense Thomson Reuters, que sofreu uma queda recorde em um único dia no início da semana, recuou 0,64%. Já as ações da RELX, listada em Londres, caíram 4,6% e acumulavam perda de quase 17%, na pior semana desde 2020.
O índice S&P 500 de software e serviços caiu quase 8% na semana e perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 28 de janeiro.
“Manchetes que, no auge do otimismo com a IA, teriam levado as ações a novos recordes agora estão sendo interpretadas com muito mais cautela pelos investidores”, disse à Reuters Carlota Estragues Lopez, estrategista de ações da St. James’s Place, em Londres.
“Não é apenas o retorno sobre o investimento que preocupa, mas também o risco de uma liderança de mercado muito concentrada, restrita a poucas empresas de grande valor de mercado”, acrescentou.
Impacto sobre empresas de análise de dados
Uma forte venda de ações de empresas de software e de análise de dados foi provocada pelo lançamento de um novo plug-in do Claude, modelo de IA da Anthropic.
As ações do London Stock Exchange Group acumularam queda de quase 8% na semana — a segunda consecutiva de perdas expressivas.
A queda das ações mais expostas à inteligência artificial nesta semana pressionou os mercados acionários de forma mais ampla. O índice global da MSCI, que acompanha bolsas ao redor do mundo, recuou 0,14% no período.
A correção foi mais intensa na Índia, onde ações de exportadoras de software caíram mais 2% na sexta-feira, encerrando uma semana que eliminou US$ 22,5 bilhões em valor de mercado.
O nervosismo dos investidores com possíveis mudanças profundas provocadas pela IA coincide com uma tendência crescente de penalizar big techs que sinalizam gastos ainda maiores com a tecnologia.
A controladora do Google, Alphabet, também elevou seus planos de investimento na quinta-feira, o que levou suas ações a cair até 8% em determinado momento, embora tenham fechado o dia estáveis.
“Tanto a Alphabet quanto a Amazon apresentaram desempenho operacional sólido, impulsionado por um crescimento em nuvem acima do esperado”, disse à Reuters Aarin Chiekrie, analista de ações da Hargreaves Lansdown.
“Mas isso não foi suficiente para desviar a atenção do mercado de seus planos elevados de investimento”, concluiu.
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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