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Economia

21 cidades dependem de chuva para abastecimento de água; 68, de carro-pipa

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Ambas as formas, consideradas inadequadas, são as mais que atendem mais pessoas nesses municípios. Dados são do Censo 2022, divulgados pelo IBGE. No Brasil, 21 cidades têm a água da chuva como principal fonte de abastecimento. Outras 68 dependem de carros-pipa, segundo dados do Censo 2022 divulgados na sexta-feira (23).
Todos esses 89 municípios ficam na região Nordeste e têm cerca de 230 mil habitantes. Em Estrela de Alagoas, a 150 km de Maceió, quase todas as casas têm cisternas para armazenar água da chuva no inverno. Nas outras estações, quando a chuva é escassa, é preciso recorrer a carros-pipa.
“A gente consegue juntar água da bica, da chuva. Tem cisternas que enchem rápido, dependendo do tamanho da casa, quando é muito chuvoso. Quando não, junta pouca água. Aí ,quando a gente precisa, pedimos à prefeitura, que disponibiliza carro-pipa”, conta Jeronias Lageiro, que mora na zona rural de Estrela de Alagoas.

O secretário municipal de Proteção, Defesa Civil e Meio Ambiente de Estrela de Alagoas, Edilson Antônio, explica que, após o inverno, a água da chuva dura na cisterna por menos de dois meses. Por isso, a prefeitura fornece carros-pipa para garantir acesso à água no restante do ano.
“No mês de agosto, a chuva para e, em outubro, as cisternas secam. A dificuldade é enorme por um período de cinco a seis meses, no verão e no outono. As cisternas só têm capacidade de ficar com água durante 60, 70 dias. Depois, tem que ser abastecida de outra maneira”, afirma.
Cisternas captam água da chuva pela calha para abastercer as casas em Estrela de Alagoas
Jeronias Lageiro/Arquivo pessoal

Carros-pipa e a água da chuva são considerados duas fontes inadequadas de abastecimento de água, segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), ao lado de rios e lagos. Em todo o país:
1,1% da população depende de carros-pipa;
0,9% de rios, açudes, córregos, lagos e igarapés 0,9%;
0,6% de água da chuva;
e 0,6%, de outras maneiras.
As formas adequadas de abastecimento cobrem 97% da população. São elas:
Rede geral de distribuição: 82,9% da população;
Poço profundo ou artesiano: 9%;
Poço raso, freático ou cacimba: 3,2%;
Fonte, nascente ou mina: 1,9%.
Outro tipo de cisterna usada para abastecer as casas em Estrela de Alagoas capta água do “calçadão”, pavimento feito no chão ao lado do reservatório
Jeronias Lageiro/Arquivo pessoal
Indicadores de saneamento melhoraram
Os dados do Censo 202 indicam que os indicadores de saneamento melhoraram desde 2010. O percentual de pessoas vivendo em lares:
com descarte adequado de esgoto subiu de 64,5% para 75,5;
com banheiro exclusivo (não compartilhado), de 64,5% para 97,8%;
com coleta de lixo, de 85,8% para 90,9%;
com ligação à rede geral de água (a forma mais comum), de 81,5% para 86,6% (incluídos os que não utilizam a rede como forma principal).
Ainda assim, em 2022, o Brasil tinha:
49 milhões de pessoas em residências sem descarte adequado de esgoto (24% da população);
18 milhões sem coleta de lixo (9%);
6 milhões sem abastecimento de água adequado (3%);
1,2 milhão sem banheiro ou sequer um sanitário (0,6%).
Outros dados do Censo 2022
As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que:
O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais;
O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros;
1,3 milhão de pessoas se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo;
O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas;
Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu.
Também pela primeira vez, o instituto mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do país, e constatou que o Brasil tem mais templos religiosos do que hospitais e escolas juntos.
Após 50 anos, o termo favela voltou a ser usado no Censo.
VÍDEOS: Censo 2022

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Economia

Governo propõe aumentar limite do MEI para R$ 140 mil e ampliar contratação de funcionários

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Simples Nacional.
Simples Nacional/Divulgação
Um projeto de lei complementar enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (29) propõe ampliar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) e permitir a contratação de até dois funcionários.
A proposta prevê um reajuste progressivo do teto, que hoje é de R$ 81 mil por ano. Pelo texto, o limite passará para R$ 110 mil em 2027 e chegará a R$ 140 mil em 2028. A medida atinge mais de 13 milhões de microempreendedores registrados no país.
Agora no g1
O projeto foi entregue ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e faz parte de uma articulação do governo federal para atualizar as regras do regime simplificado.
Atualmente, o teto do MEI não é reajustado desde 2018. Segundo o governo, a defasagem acumulada ao longo dos anos — causada pela inflação e pelo aumento natural das receitas — tem dificultado a permanência de empreendedores na categoria.
A proposta busca justamente evitar que pequenos negócios precisem migrar para regimes tributários mais complexos à medida que crescem. Com o novo modelo, a ideia é permitir que os empreendedores ampliem suas atividades sem sair da formalização.
Além do aumento do teto, o projeto também altera as regras de contratação. Hoje, o MEI pode ter apenas um funcionário. Com a mudança, será possível contratar até dois empregados, o que, na avaliação do governo, deve dar mais flexibilidade à organização dos negócios e estimular a geração de empregos formais.
O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, afirmou que a iniciativa tem caráter estratégico para a economia.
“Esse conjunto de medidas foi construído para remover obstáculos, ampliar oportunidades e dar condições para que milhões de empreendedores possam crescer, contratar e prosperar”, disse.
A proposta foi elaborada em conjunto com os ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
Agora, o texto começa a tramitar no Congresso e ainda precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado antes de entrar em vigor.
Simples Nacional
Criado em 2006, o Simples Nacional tem por objetivo de estimular as pequenas empresas. O regime especial consiste na unificação de alguns tributos com alíquota mais favoráveis para o empreendedor.
A reforma tributária sobre o consumo, aprovada em 2023, não alterou os limites de enquadramento das empresas do Simples e do MEI.
Atualmente, podem aderir ao Simples:
microempreendedor individual que fatura até R$ 81 mil por ano;
transportador autônomo de cargas que fatura até R$ 251,6 mil por ano;
microempresas com até R$ 360 mil por ano; e
empresas de pequeno porte com até R$ 4,8 milhões anuais.
De acordo com estimativas da Receita Federal, o governo vai deixar de arrecadar R$ 136 bilhões em 2026 com o Simples Nacional.

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