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Política

40 anos das ‘Diretas Já’: viúva de líder lembra caráter ‘pacífico’ e ‘esperança’ do movimento

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Viúva de Dante de Oliveira, Thelma participou de sessão no Senado em homenagem ao movimento de 1984 pela eleição direta para presidente da República. Thelma de Oliveira, viúva de um dos líderes do movimento pelas Diretas Já, Dante de Oliveira
Waldemir Barreto/Agência Senado
A ex-deputada Thelma de Oliveira, viúva de um dos líderes das “Diretas Já”, participou de uma sessão do Senado nesta sexta-feira (26) em celebração aos 40 anos do movimento popular de 1984 pelo voto direto.
Durante discurso, a viúva do ex-deputado federal Dante de Oliveira (MDB-MT) lembrou o caráter pacífico do movimento, que gerou “esperança” na sociedade brasileira após 20 anos de ditadura militar.
“Quando a gente relembra esses 40 anos das ‘Diretas’, que a gente possa refletir esse movimento político, que foi o maior, e que não teve um único ato de violência, era um movimento pacífico, movimento de alegria, movimento de esperança”, afirmou Thelma de Oliveira.
As “Diretas Já” foram classificadas como a maior manifestação popular política da história do Brasil até a década de 1980.
Brasileiros foram às ruas das principais cidades do país pelo direito de escolher, pelo voto direto, o presidente da República.
Em São Paulo, no Vale Do Anhangabaú, mais de 1,5 milhão de pessoas se reuniram para acompanhar discursos de políticos de diferentes vertentes, como Leonel Brizola (PDT), Ulysses Guimarães (MDB), Franco Montoro (PSDB), Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT).
Jogadores de futebol, caso de Sócrates e Walter Casagrande Jr, e artistas, como Milton Nascimento, Fafá de Belém e Martinho da Vila também compareceram ao ato.
Naquele ano, duas décadas após o golpe militar de 1964, o cenário era de crise econômica, com inflação na casa dos 200%. Dois anos antes, em 1982, os brasileiros puderam escolher governadores pelo voto direto.
A oposição aos militares venceu em diversos estados. Em São Paulo, com Franco Montoro; em Minas Gerais, o eleito foi Tancredo Neves; e Brizola venceu no Rio de Janeiro.
No ano seguinte, em 1983, o deputado Dante de Oliveira apresentou a PEC para restabelecer o voto direto para presidente da República.
O texto, no entanto, não alcançou os votos necessários e foi rejeitado na Câmara dos Deputados, para a frustração dos grupos que defendiam a eleição direta para presidente.
Apesar da derrota na votação, participantes das “Diretas Já” consideram o movimento vitorioso, uma tentativa de acelerar o processo de transição da ditadura para a democracia.
Também apontam nos atos o lançamento da semente que resultaria na Constituição de 1988 e em outros movimentos populares.
Com a derrota da emenda Dante de Oliveira, a primeira eleição de um presidente civil após a ditadura militar aconteceu no Colégio Eleitoral, formado pelos membros do Congresso Nacional e por delegados eleitos nas assembleias legislativas dos estados.
O então líder da oposição, Tancredo Neves, superou o deputado Paulo Maluf, que tinha o apoio dos militares, por 480 votos contra 180. Tancredo faleceu antes de tomar posse e coube a José Sarney (MDB) conduzir a transição para o regime democrático.
A eleição direta almejada pelo movimento, no entanto, só foi alcançada em 1989, da qual Fernando Collor saiu vitorioso.
Movimento das ‘Diretas Já’ completa 40 anos
‘Radicalização’ e ‘polarização’
Para Thelma de Oliveira, a luta pacífica das “Diretas Já” deveria servir de referência a movimentos populares dos dias de hoje, sem “radicalização” e “polarização”.
“Que a gente possa fazer disso o exemplo para o momento que nós vivemos, de tanta polarização, de tanta radicalização”, observou a viúva de Dante de Oliveira.
Em 2023, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inconformados com a derrota do candidato à reeleição invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes no dia 8 de janeiro.
Vários participantes dos atos golpistas foram presos e a Polícia Federal investiga quem foram os líderes da ação violenta. Também apura se Bolsonaro e aliados tentaram dar um golpe de Estado e impedir o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
A homenagem
A sessão de homenagem foi realizada a pedido do senador Wellington Fagundes (PL-MT). O senador lembrou que Dante de Oliveira foi o catalisador necessário para despertar o desejo de mudanças na população brasileira que vivia 20 anos de ditadura militar.
“A Emenda Dante de Oliveira transformou-se em um dos maiores movimentos políticos para acabar com a repressão da Ditadura”, afirmou o autor do requerimento, que também presidiu a sessão.
“A transição para a democracia no Brasil nos ensina que a democracia é, essencialmente, um processo contínuo e dinâmico que requer constantemente. De vigilância e participação ativa da sociedade”, completou Fagundes.
A sessão ainda contou com a participação de parentes do ex-deputado, ex-senadores. A jornalista Dora Kramer também participou da homenagem, que contou com a exibição de vídeo da mãe de Dante de Oliveira, Maria Benedita de Oliveira, que está com 102 anos.

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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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