Política
7 de Setembro: veja o que disseram os presidenciáveis sobre a comemoração da Independência
Candidatos se manifestaram logo pela manhã, por meio de notas oficiais e pelas redes sociais. Presidenciáveis
Reprodução
Os candidatos à Presidência da República fizeram pronunciamentos em redes sociais e notas oficiais sobre a comemoração dos 200 anos da Independência do Brasil. Nesta quarta-feira (7), as comemorações do Bicentenário da Independência acontecem em diversas capitais, após dois anos de suspensão pela pandemia de Covid-19.
Veja as declarações abaixo, em ordem alfabética.
Ciro Gomes (PDT)
Ciro Gomes na Central das Eleições, na GloboNews
Marcos Serra Lima/g1
O candidato pelo PDT, Ciro Gomes, fez um post em suas redes sociais com vídeo.
Ciro escreve o seguinte: “Viva o 7 de Setembro! E que Deus nos abençoe para que nada nem ninguém sejam capazes de roubar a nossa paz e a nossa liberdade – neste dia ou em qualquer momento da nossa história. Vamos em frente, com a mais profunda esperança de que encontraremos, juntos, um novo caminho.”
Em vídeo, Ciro discursa com o hino nacional ao fundo. A seguir, o que ele disse.
“O Brasil e os brasileiros merecíamos comemorar os 200 anos de nossa Independência vivendo dias bem melhores. Porém, mesmo com os dramas e ameaças que nos cercam, não podemos perder a fé e a esperança neste nosso país tão lindo. O Brasil é muito maior do que qualquer problema. E tem solução para qualquer tipo de dificuldade.
Acreditem, só há uma porta de saída para tudo isso, e essa porta de saída é a política. Se a má política foi, infelizmente, a porta de entrada para os atuais problemas, a boa política é a única e verdadeira porta de saída para nos livrarmos deles. Tenho uma mais profunda esperança de que encontraremos, juntos, um novo caminho.
E o Brasil vai realizar plenamente o seu futuro de nação livre, justa e soberana. O de ser um país do tamanho da fé e do coração generoso do nosso povo. Feliz 7 de Setembro, minhas irmãs e meus irmãos! E que Deus nos abençoe para que nada, nem ninguém, sejam capazes de roubar a nossa paz e a nossa liberdade neste dia ou em qualquer outro momento da nossa história.”
Felipe D’Avila (Novo)
Felipe d’Avila é lançado como pré-candidato à presidência da República pelo Partido Novo, em evento realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O candidato do partido Novo se manifestou por meio das redes sociais.
“Hoje, comemoramos 200 anos de Independência. Esta é uma data emblemática e que pertence a todos nós. Falar de Independência, aliás, é falar de liberdade. E o que queremos para nosso país é que cada cidadão possa exercer sua Liberdade com responsabilidade.
Isso só será possível com emprego e renda para todos; com um Estado que pese menos sobre os ombros do cidadão. Não esqueça: o poder está nas nossas mãos! Podemos escolher um Brasil livre de verdade! Ou podemos seguir reféns do populismo que nos prende e acorrenta.”
Jair Bolsonaro (PL)
O presidente Jair Bolsonaro durante a abertura do Encontro Nacional do Agro, promovido pela Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília (DF).
Gesival Nogueiral/Estadão Conteúdo
O presidente Jair Bolsonaro postou um vídeo em suas redes sociais com show de fogos na Torre de TV, em Brasília, iluminada nas cores da bandeira brasileira. Ao fundo, toca o hino da Independência do Brasil.
Bolsonaro escreve: “Já raiou a liberdade no horizonte do Brasil!”
Além disso, em entrevista pela manhã à TV Brasil, Bolsonaro comentou o bicentenário da Independência.
“Mais que o Bicentenário. É a democracia, a liberdade de um povo. É só ver o que está acontecendo na América do Sul, e também em outros países. Mas, obviamente, é uma data marcante para nós. Eu lembro do sesquicentenário em 72, eu lá na longínqua Eldorado Paulista. E 50 anos passaram muito rápidos. Então, o povo brasileiro que hoje está indo às ruas para festejar 200 anos de Independência e uma eternidade de liberdade, o que está em jogo é a nossa liberdade, é o nosso futuro. E a população sabe que ela é aquela que nos dá o norte para nossas decisões.”
Mais tarde, durante comemoração do Bicentenário da Independência, em Brasília, o presidente fez um discurso de campanha. Ao lado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, do candidato a vice, Braga Netto, e de empresários aliados, Bolsonaro mencionou diretamente o dia da eleição, 2 de outubro. Pediu para seus apoiadores votarem e mudarem a opinião de quem tem preferências diferentes.
Lula (PT)
Lula durante evento de campanha em São Paulo.
REUTERS/Carla Carniel
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi às redes sociais para um pequeno pronunciamento em texto. Há ainda um vídeo que compila comícios do petista, com artistas cantando o hino nacional.
“200 anos de independência hoje. 7 de setembro deveria ser um dia de amor e união pelo Brasil. Infelizmente, não é o que acontece hoje. Tenho fé que o Brasil irá reconquistar sua bandeira, soberania e democracia. Bom dia.”
Simone Tebet (MDB)
O MDB formalizou a candidatura de Simone Tebet à Presidência
Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo
A senadora Simone Tebet destacou um vídeo de sua faixa do horário eleitoral na terça-feira (6) para endereçar o Bicentenário da Independência. Ela segura uma bandeira do Brasil e diz o seguinte.
“Esta bandeira não tem partido. Esta bandeira não tem dono. Ela é de todos nós. O Brasil precisa de uma nova independência. Um projeto de futuro e esperança, com educação de qualidade e proteção do meio ambiente. Uma vida melhor para nossas crianças e jovens. Um novo Brasil, mais justo, respeitado no mundo todo. Com amor e coragem, a gente muda o Brasil de verdade.”
Mais tarde, nas redes sociais, a candidata publicou o seguinte texto.
“Às margens do rio Ipiranga, nascia um sonho de liberdade. De um novo Brasil, independente, de todos e para todos. 200 anos se passaram, e vemos que a independência ainda é um sonho a ser atingido. Um país, para ser independente, precisa garantir cidadania ao seu povo.
Comida na mesa, educação de qualidade, emprego, renda e lazer. Neste 7 de setembro, reafirmo nosso compromisso em reduzir as desigualdades, erradicar a miséria e acabar com a fome. Vida digna a todos! Com amor e coragem, vamos mudar o Brasil de verdade!”
Soraya Thronicke (União Brasil)
O União Brasil lançou a candidatura da senadora Soraya Thronicke.
Carla Carniel/Reuters
A senadora Soraya Thronicke se manifestou por meio da seguinte nota oficial.
“Hoje, eu estou vestida de amarelo, uma das cores da nossa bandeira. A cor significa prosperidade e riqueza — muito diferente do que a gente está vendo por aí; diferente do que a gente está vendo pelos quatro cantos do País, que é fome, desalento, desemprego, desespero. Pior do que o ódio, é o medo que estão tentando implantar em nós. Nada de medo! Vamos juntos, todos, porque o Brasil é nosso! As cores são nossas! A bandeira é nossa!”
Política
Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda
A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.
Política
Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja
Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).
Política
Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado
Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP
O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).
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