Economia
Duas maiores siderúrgicas do Irã suspendem funcionamento após ataques dos EUA e Israel
Irã rebate ameaças de Trump e diz que EUA desconhecem poder militar iraniano
As duas maiores usinas siderúrgicas do Irã anunciaram nesta quinta-feira (2) que foram obrigadas a suspender seu funcionamento devido aos ataques de Israel e dos Estados Unidos.
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A Companhia Siderúrgica de Khuzestan, no sudoeste do país, e a Companhia Siderúrgica Mobarakeh, na província de Isfahan (centro), vêm sendo atingidas por ataques desde a semana passada e revelaram estar com vários equipamentos danificados.
Em comunicado em seu site, a siderúrgica de Mobarakeh informou que suas “linhas de produção estão completamente paralisadas devido à intensidade dos ataques” e que “é impossível continuar com as operações”.
Já a de Khuzestan se pronunciou através do vice-diretor de operações, Mehran Pakbin, que afirmou que a usina só deve voltar a funcionar em, no mínimo, seis meses:
“Todos os módulos e fornos de produção de aço deste complexo industrial foram danificados. Segundo as nossas previsões iniciais, a retomada das operações das unidades ocorreram entre seis meses e um ano, no mínimo”.
O aço é um material estratégico, utilizado na produção industrial e militar, em particular na fabricação de mísseis, drones e navios.
Em represália, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou que irá fazer ataques com mísseis e drones contra zonas industriais de Israel e dos EUA no Oriente Médio.
Imagem de satélite mostra ataque ao Irã
Foto por – / SATELLITE IMAGE ©2026 VANTOR / AFP
Irã diz que guerra continuará após discurso de Trump aos EUA
Mais cedo, nesta quinta, o Irã prometeu que continuará a guerra contra os EUA e Israel “até a rendição e o arrependimento permanente do inimigo”, e que fará “ataques devastadores” contra os dois rivais.
“Com a confiança em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até sua humilhação, desonra, arrependimento permanente e seguro, e rendição. (…) Aguardem nossos ataques mais devastadores, amplos e mais destrutivos”, afirmou o porta-voz das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaqari, em comunicado divulgado pela TV estatal.
A fala de Zolfaqari foi uma resposta a ameaças feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em discurso televisionado na noite anterior. Trump prometeu retornar o Irã “para a Idade da Pedra” com ataques mais fortes nas próximas “duas a três semanas”, e ameaçou também atacar a infraestrutura energética iraniana.
Trump diz que objetivos no Irã estão quase concluídos
No discurso, Trump voltou a ameaçar o Irã, inclusive com ataques a usinas de eletricidade caso o país não houver acordo. O porta-voz respondeu que as avaliações dos EUA e de Israel sobre as capacidades militares do Irã eram “incompletas”. Também ameaçou Israel e os EUA com ‘ações mais esmagadoras, amplas e destrutivas’.
Em um carta endereçada “ao povo norte-americano” antes do pronunciamento de Trump, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que seu país não “nutre inimizade com as pessoas comuns dos Estados Unidos”, disse não ser uma ameaça e acusou o governo de Donald Trump de enganar seus próprios cidadãos.
Na carta, divulgada pela imprensa estatal iraniana, Pezeshkian pede ainda que os norte-americanos questionem “se Washington está realmente colocando os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar ou se está apenas agindo como um representante de Israel” e afirma que Trump está disposto a lutar “até o último soldado americano”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, responde a perguntas da imprensa durante uma coletiva em Nova York, nesta sexta-feira (26)
Angelina Katsanis/AP Photo
A carta foi a primeira comunicação direta do governo iraniano direcionada à população dos EUA desde o início do conflito no Oriente Médio.
No documento, o presidente iraniano faz uma separação entre o país Estados Unidos e o povo americano: “O povo iraniano não nutre qualquer inimizade contra outras nações, incluindo os povos da América, da Europa ou dos países vizinhos”, diz a carta.
“O que o Irã fez – e continua a fazer – é uma resposta ponderada, baseada na legítima defesa, e de forma alguma uma iniciação de guerra ou agressão”, ela afirma.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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