Economia
‘Dinheiro esquecido’: sistema do Banco Central já tem mais de 19 milhões de consultas
Página para conferir valores esquecidos foi reativada na última terça-feira (28) pelo BC; veja como consultar. Você tem dinheiro esquecido? Saiba como consultar no Banco Central
O sistema do Banco Central do Brasil para consulta de valores esquecidos em instituições financeiras teve 19,7 milhões de acessos nos primeiros dias de reativação de buscas. Os dados contabilizam os acessos desde a última terça-feira (28) até o domingo (5).
Segundo o BC, o número de consultas diminuiu ao longo da semana. Enquanto nos dois primeiros dias o sistema registrou mais de cinco milhões de acessos, os últimos dois dias da pesquisa (sábado e domingo), somaram pouco mais de um milhão de consultas. Veja abaixo os números atualizados de consultas públicas no Sistema de Valores a Receber (SVR):
28 de fevereiro (abertura) – 5,1 milhões de consultas
1 de março – 5,6 milhões de consultas
2 de março – 4,3 milhões de consultas
3 de março – 1,2 milhão de consultas
5 de março – 1,2 milhão de consultas
Ainda de acordo com o BC, desse total, 5,5 milhões tiveram resultados positivos – ou seja, possuíam saldo a resgatar –, o que representa 28% do total. Outras 14,2 milhões de pessoas (72%) não encontraram nenhum recurso a sacar.
Vale ressaltar que, se a mesma pessoa consultou duas vezes, o sistema contabilizou os dois acessos. Quem tiver dinheiro esquecido poderá sacar a partir da terça-feira (7). Veja mais abaixo como consultar.
Minoria tem mais de R$ 1 mil a receber
Um relatório do Banco Central sobre valores esquecidos mostra que 643.105 pessoas têm mais de R$ 1.000,01 a sacar.
Os dados também dão conta de que 4,6 milhões de pessoas têm entre R$ 100,01 e R$ 1.000 esquecidos. A maior parcela de beneficiários, no entanto, é de quem tem até R$ 10: estes são, ao todo, 29,2 milhões de pessoas.
Os números são referentes ao total de contas – uma pessoa pode ter mais de uma conta aberta com dinheiro esquecido. Os dados divulgados nesta semana pelo Banco Central são referentes a janeiro de 2023.
Página do Banco Central para consulta aos valores esquecidos em bancos
Reprodução/Banco Central
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Confira a quantidade de beneficiários por faixa de valores a receber:
acima de R$ 1.000,01: 643.105 contas | 1,37% do total
entre R$ 100,01 e R$ 1.000,00: 4.694.862 contas | 10,03% do total
entre R$ 10,01 e R$ 100,00: 12.195.837 contas | 26,05% do total
entre R$ 0,00 e R$ 10,00: 29.282.110 contas | 62,55% do total
Como consultar
O SVR tem disponíveis cerca de R$ 6 bilhões em valores a receber para 38 milhões de CPFs e 2 milhões de CNPJs.
O Banco Central ressalta que o único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.
A consulta aos valores esquecidos estava suspensa desde abril de 2022, assim como os saques. Será permitido o saque dos recursos também pelos herdeiros e representantes legais dos falecidos.
Que meme é esse? Dinheiro esquecido
Novidades
Além do retorno do SRV, o BC anunciou mudanças nas consultas e saques para os usuários – neste último caso, eles começam em 7 de março, a partir das 10h. Veja abaixo.
Inclusão de todos os tipos de valores previstos na norma do SVR, ampliando a possibilidade e o montante a receber.
Compartilhamento e impressão das telas e protocolos de solicitação do SVR, inclusive pelo WhatsApp, facilitando o acesso e guarda das informações do sistema.
Sala de espera virtual para manter o SVR aberto por prazo indeterminado, com acesso sem agendamento.
Consulta a valores de pessoa falecida, com acesso para herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, informando os dados de contato da instituição responsável pelo valor e a faixa de valor.
Mais transparência para quem tem conta conjunta. Se um dos titulares solicitar o valor via SVR, o outro, ao entrar no sistema, conseguirá ver as informações da solicitação: valor, data e CPF de quem solicitou.
Dicas para não cair em golpes
A primeira dica para não cair em golpes se refere a mensagens recebidas pelo WhatsApp para resgatar os valores esquecidos via PIX. Nesse caso, o BC orienta a ignorar as mensagens e, principalmente, não clicar em links.
Esses links, informa a instituição, roubam senhas em redes sociais e podem instalar vírus e programas espiões no celular.
Informações oficiais sobre valores a receber e sobre a consulta ao sistema são divulgadas apenas no site do Banco Central e nas redes oficiais da instituição, e não por meio de aplicativos de mensagens ou SMS.
Confira, abaixo, dicas para não cair em golpes:
O Banco Central não envia links e não entra em contato com os clientes para tratar sobre valores a receber ou para confirmar dados pessoais.
Ninguém está autorizado a entrar em contato com os clientes em nome do Banco Central ou do Sistema Valores a Receber.
Nunca clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram.
Não faça qualquer tipo de pagamento para ter acesso aos valores. Todos os serviços do Valores a Receber são totalmente gratuitos.
O único site para saber informações sobre valores a receber é https://valoresareceber.bcb.gov.br/.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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