Economia
Por que Toblerone é obrigado a mudar logo icônico após mudança de fábrica
Produção de parte do chocolate está sendo transferida para fora da Suíça, de modo que imagem de pico alpino de Matterhorn não pode mais ser usado. Embalagem do Toblerone
Getty Images via BBC
O pico da montanha Matterhorn vai ser removido em breve da embalagem do Toblerone, quando parte da produção do chocolate for transferida da Suíça para a Eslováquia.
A empresa americana Mondelez, que fabrica o Toblerone, disse que a imagem da montanha de 4.478 metros de altura, um dos cartões postais da Suíça, será substituída por um pico mais genérico.
A mudança na embalagem será feita para não violar uma lei que visa proteger a marca “Suíça”, em vigor desde 2017 no país.
A legislação prevê que símbolos nacionais não podem ser usados para promover produtos à base de leite que não sejam fabricados exclusivamente na Suíça — e, no caso de outros gêneros alimentícios, pelo menos 80% da matéria-prima do produto deve ser proveniente do país.
Como parte da produção será transferida para a Eslováquia, a embalagem da barra de chocolate em forma de pirâmide, que reproduz a imagem do pico alpino, vai precisar passar por uma reformulação.
A silhueta irregular do Matterhorn foi usada pela primeira vez na embalagem do chocolate em 1970
Getty Images via BBC
Em comunicado enviado à BBC, a Mondelez explicou que estava transferindo parte da produção para fora do país para “responder ao aumento da demanda mundial e expandir nossa marca Toblerone no futuro”.
A companhia informou que a nova embalagem incluiria uma “nova fonte e logotipo diferenciados, inspirados ainda mais nos arquivos Toblerone, e a inclusão da assinatura de nosso fundador, Tobler”.
O Toblerone, o chocolate em forma de montanha feito de leite suíço com nougat de amêndoas e mel, foi colocado à venda pela primeira vez em 1908 em Berna, capital da Suíça.
Mas só em 1970 que a silhueta recortada do Matterhorn apareceu em sua embalagem — antes disso, uma águia e um urso haviam estampado a embalagem do chocolate, de acordo com o site do Toblerone.
A Tobler, fabricante original do chocolate, foi uma empresa independente até 1970, quando se fundiu com a Suchard, formando a Interfood, que depois se juntaria à Jacobs formando a Jacobs Suchard. Essa faria parte do gigante de alimentação Kraft Jacobs Suchard em 1993, até a criação, em 2012, da Mondelez, com as marcas de chocolates e confeitaria da Kraft Foods.
A Mondelez afirmou que Berna é “uma parte importante da nossa história e vai continuar a ser no futuro”.
Em 2016, o Toblerone gerou polêmica ao mudar o design da barra de chocolate para espaçar os característicos pedaços triangulares em uma tentativa de manter os custos baixos.
Depois de muitas críticas, a empresa decidiu voltar à forma original dois anos depois.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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