Economia
Discutir incentivos e desonerações para o setor de serviços de forma ampla ‘não faz sentido’, diz Appy
Tema ainda é considerado sensível entre empresários; expectativa é que grupo de trabalho entregue o primeiro relatório sobre a reforma em maio. Bernard Appy
Fabio Tito/g1
O secretário extraordinário da reforma tributária no Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou nesta sexta-feira (10) que debater incentivos e desonerações para o setor de serviços de forma ampla “não faz sentido”.
“Tratamento diferenciado para o setor de serviços é uma decisão do parlamento, mas é preciso tomar muito cuidado. Um dos objetivos do novo modelo é reduzir o custo líquido para o tomador de serviços e para o consumidor”, disse.
“Então, é óbvio que terão algumas questões [de incentivos e desonerações] nos setores de saúde e educação, mas discutir isso para todo o setor de serviços de forma ampla não faz sentido algum”, afirmou Appy.
O secretário foi questionado sobre incentivos ao setor por empresários durante um evento sobre o tema, promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) nesta sexta-feira (10).
Apesar de Appy já ter defendido que o ideal seria um modelo com o “mínimo possível de exceções” ao novo imposto sobre o consumo, o tema ainda é tido como sensível entre empresários. As exceções são os benefícios fiscais concedidos a setores e segmentos da sociedade.
Bernard Appy fala ao Jornal da Globo sobre reforma tributária
A preocupação, de acordo com executivos, é que com a implementação de uma alíquota única alguns setores acabem pagando mais impostos, enquanto outros segmentos tenham a carga tributária reduzida.
“A reforma tributária tem um impacto muito positivo sobre o crescimento do país. E quando incorporamos esse cenário, todos os setores da economia são beneficiados. Sabemos que o Congresso ainda deve discutir as exceções, mas todos os setores seriam beneficiados de qualquer forma”, explicou Appy.
“Então ou entendemos que é um jogo de ganha-ganha ou não tem sentido estar discutindo reforma tributária. Queremos a reforma para corrigir problemas que impedem o país de crescer e não apenas para fazer uma simplificação do sistema atual”, completou o secretário.
Segundo o deputado Reginaldo Lopes (PT), coordenador do grupo de trabalho da reforma tributária, a expectativa é de entregar o primeiro relatório sobre o tema em 16 de maio.
E a ideia é que a reforma seja tratada em duas fases: a primeira serviria para a implementação do imposto único sobre consumo — o chamado IVA (Imposto sobre o Valor Agregado) —, enquanto a segunda fase debateria um modelo de tributação sobre a renda e o patrimônio.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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