Economia
Haddad diz que apresenta a Lula na próxima semana regra fiscal que vai substituir teto de gastos
Após apresentação ao presidente, texto será encaminhado pelo Executivo ao Congresso Nacional. Ministro não deu detalhes sobre novo arcabouço fiscal, mas afirmou que será ‘simples’. Haddad e Lula em Brasília 9/12/2022
Adriano Machado/Reuters
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (10) que, na próxima semana, apresenta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a nova regra fiscal que vai substituir o teto de gastos – que limita a maior parte das despesas da União à inflação.
O ministro, no entanto, não deu detalhes sobre como será o novo arcabouço fiscal. Disse que é preciso ter “cautela”.
“Semana que vem eu apresento para o presidente da República, já disse isso inclusive na reunião ministerial”, afirmou Haddad durante anúncio, no Ministério da Fazenda, de acordo para compensar os estados com as perdas de arrecadação com o ICMS em 2022.
“Vamos apresentar assim que o presidente abrir a agenda semana que vem, porque é ele que vai dar a palavra final. Mas nós já temos na área econômica um entendimento sobre isso”, completou.
Sobre o novo arcabouço fiscal, Haddad disse apenas que a “a regra é simples, mas tem uma dinâmica própria”. E lembrou que precisará ser aprovada pelo Congresso Nacional.
“Isso vai depender de lei complementar, vai passar pelo Congresso nacional, pelas duas casas, com quórum qualificado”, afirmou Haddad.
‘Agradar a todos’
Na quinta-feira (9), após se reunir com Haddad para discutir a nova regra fiscal, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que o novo arcabouço fiscal vai “agradar a todos”, inclusive ao mercado.
Segundo a ministra, a medida vai estabilizar a dívida pública ao mesmo tempo em que possibilitará que o governo possa investir nas áreas em que considera prioritárias.
“É um arcabouço fiscal responsável, preocupado com a responsabilidade fiscal, com o déficit primário, com a estabilização da dívida/PIB, mas atendendo a um pedido justo do presidente da República de que temos que ter recursos para os investimentos necessários para fazer o Brasil voltar a crescer”, disse Tebet na ocasião.
A equipe do Ministério da Fazenda concluiu o desenho da futura regra fiscal na semana passada. Nesta semana, apresentou para os demais ministros da área econômica do governo.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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