Economia
Por que o dólar está subindo mesmo após o corte da Selic?
Moeda norte-americana avança mais de 1% nesta quinta-feira (3), mesmo após redução dos juros básicos brasileiros. Entenda o que faz o dólar subir ou descer
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (3), um dia depois da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que decidiu reduzir a Selic, taxa básica de juros, de 13,75% ao ano para 13,25% ao ano, no primeiro corte em três anos.
Apesar de a notícia ser vista como positiva pelo mercado, uma vez que indica o início de um ciclo de redução de juros, esse não é o único ponto que influencia no mercado cambial. Entre outros pontos, o movimento de desvalorização do real ante a moeda norte-americana também reflete:
a aversão ao risco do mercado externo;
o real possivelmente menos interessante para operações de “carry trade” (entenda mais abaixo);
a saída de estrangeiros em meio à redução da diferença entre os juros brasileiros e o de outras economias.
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Entenda abaixo os pontos que influenciam o dólar na sessão desta quinta-feira (3).
O que está mexendo com os mercados?
Apesar de o principal destaque da sessão desta quinta-feira (3) estar com a nova taxa Selic, de 13,25% ao ano, outros fatores também têm influência no mercado cambial.
Do lado dos juros, por exemplo, apesar de o corte da taxa básica já estar no radar do mercado há um tempo, o movimento de desvalorização do real ante o dólar acontece porque o que mais atrai os investidores estrangeiros para o Brasil são as altas taxas de juros.
E diante da perspectiva que o ciclo de cortes só está começando, é comum haver uma retirada de recursos do país, com investidores estrangeiros realocando capital em busca de retornos maiores.
Copom: entenda os recados do Banco Central sobre o futuro da Selic
Além disso, o cenário externo também não anda tão otimista nas últimas semanas e alguns especialistas consideram que uma recessão econômica possa vir pela frente.
Nos Estados Unidos, por exemplo, a agência de classificação de risco Fitch reduziu a nota de crédito do país — que é considerado o mais seguro do mundo —, gerando um mau humor generalizado pelos mercados em nível global.
No país norte-americano, aliás, os olhos estão voltados hoje e amanhã para a divulgação de dados de emprego, que podem sinalizar como anda a economia e dar mais sinais sobre quais os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em relação à taxa básica de juros por lá.
Por fim, outro ponto que pode influenciar a valorização do dólar ante o real nesta quinta-feira está na condução de estratégias de “carry trade” — um tipo de operação na qual o investidor toma recursos emprestados em um país com juros baixos e investe o valor em outras economias que tenham juros maiores.
Nessas operações, o retorno do investidor tem base na diferença da taxa de juros entre as duas moedas. Isso significa que quanto mais a Selic cair, menor é a vantagem do Brasil no “carry trade” — cenário que também influencia no mercado de câmbio.
Perto do final da sessão desta quinta-feira (3), a moeda norte-americana já apresentava uma alta de 1,74% ante o real, cotada a R$ 4,8876.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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