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Economia

Ex-presidente da Binance é condenado a quatro meses de prisão por lavagem de dinheiro

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Zhao deixou a presidência da empresa em novembro, quando a Binance admitiu ter burlado regras contra lavagem de dinheiro dos EUA. Empresa fez um acordo para pagar US$ 4,32 bilhões. Changpeng Zhao, CEO da corretora de criptomoedas Binance, entra pra lista dos mais ricos do mundo
Reprodução/YouTube Binance
O ex-presidente executivo da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, foi condenado a quatro meses de prisão nesta terça-feira (30), após confessar culpa em acusações de violação de leis dos Estados Unidos contra lavagem de dinheiro.
A sentença foi imposta pelo juiz distrital dos EUA Richard Jones, em Seattle, que rejeitou o pedido dos promotores para que Changpeng Zhao, conhecido como “CZ”, de 47 anos, cumprisse um mandato de três anos, o dobro do máximo recomendado pelas diretrizes federais.
Antes de proferir a sentença, Jones culpou Zhao por colocar o crescimento e os lucros antes de cumprir as leis dos EUA. “Você tinha os recursos, as capacidades financeiras e o poder popular para garantir que cada regulamento fosse cumprido e, por isso, falhou nessa oportunidade”, disse ele.
Os promotores disseram que a Binance empregou um modelo de “Velho Oeste” que acolheu criminosos e não relatou mais de 100 mil transações suspeitas com grupos terroristas, incluindo Hamas, Al-Qaeda e Estado Islâmico.
Eles também disseram que a exchange de Zhao apoiou a venda de materiais de abuso sexual infantil e recebeu uma grande parte dos lucros do ransomware. Os acusadores afirmaram ainda que uma sentença dura enviaria um sinal claro a outros possíveis criminosos.
“Sinto muito”, disse Zhao ao juiz antes da sentença. “Acredito que o primeiro passo para assumir a responsabilidade é reconhecer plenamente os erros. Aqui não consegui implementar um programa adequado de combate à lavagem de dinheiro… Percebo agora a gravidade desse erro.”
Os advogados de Zhao haviam pedido sua liberdade condicional, citando sua aceitação “inabalável” da responsabilidade e o fato de ele já ter pago uma multa criminal de US$ 50 milhões. Os defensores também disseram que Zhao nunca cometeu um crime antes e que nenhum réu em um caso remotamente semelhante havia sido preso.
Zhao é o segundo grande executivo do setor de criptomoedas a ir para a prisão, depois que Sam Bankman-Fried foi condenado no mês passado a 25 anos de cadeia por roubar US$ 8 bilhões de clientes da FTX, sua corretora de moedas digitais.
Bankman-Fried se declarou inocente e disse que, embora tenha cometido erros, não fraudou os clientes. Ele recorreu da condenação e da sentença.
Vários outros magnatas das moedas digitais também estão na mira das autoridades dos EUA, depois que o colapso dos preços das criptomoedas em 2022 expôs fraudes e má conduta em todo o setor.
Ex-bilionário americano, Sam Bankman Fried, é condenado por uma das maiores fraudes financeiras do mundo
Crise na Binance
Zhao, de 47 anos, deixou a presidência da Binance em novembro, quando ele e a empresa que fundou em 2017 admitiram ter burlado regras contra lavagem de dinheiro dos EUA. A Binance fez um acordo para pagar US$ 4,32 bilhões.
Os promotores disseram que a Binance empregou um modelo de “faroeste” que acolheu criminosos e não relatou mais de 100 mil transações suspeitas citadas pelas autoridades como tendo sido realizadas por grupos considerados pelos EUA como terroristas, incluindo Hamas, Al-Qaeda e Estado Islâmico.
A acusação afirma ainda que a Binance ajudou na venda de conteúdo de abuso sexual infantil e que recebeu uma grande parte dos lucros gerados por hackers que espalham ransomware.
Zhao está em liberdade após uma fiança de US$ 175 milhões e concordou em não recorrer de qualquer sentença federal norte-americana. Ele também pagou US$ 50 milhões à Comissão de Negociação de Futuros de Commodities.
* Com informações da agência Reuters
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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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