Economia
Dólar opera em queda, após Haddad falar em revisar gastos; Ibovespa recua
Na quarta-feira, a moeda norte-americana avançou 0,86%, cotada a R$ 5,4066. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira fechou em queda de 1,40%, aos 119.936 pontos. Dólar
Karolina Grabowska/Pexels
O dólar interrompeu uma sequência de altas e operava em queda nesta quinta-feira (13), à medida que investidores repercutiam novas falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Após a reação negativa dos mercados vista na véspera, quando o dólar chegou a bater os R$ 5,42 na máxima do dia, o ministro afirmou nesta quinta-feira que a equipe econômica vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos e que deve focar na revisão de despesas nas próximas semanas.
“Estamos dispostos a cortar privilégios”, afirmou o ministro em entrevista a jornalistas nesta quinta-feira. (veja mais abaixo)
A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), sobre os juros do país, divulgada ontem, também seguia repercutindo no mercado.
O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, também operava em queda.
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Veja abaixo o resumo dos mercados.
Dólar
Às 12h54, o dólar operava em queda de 0,56%, cotado a R$ 5,4066. Veja mais cotações.
Na quarta-feira, a moeda norte-americana subiu 0,86%, cotado a R$ 5,4066, no maior patamar desde janeiro de 2023.
Com o resultado, acumulou altas de:
1,55% na semana;
3% no mês;
11,42% no ano.
Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa operava em queda de 0,15%, aos 119.759 pontos.
Na quarta-feira, o Ibovespa caiu 1,40%, aos 119.936 pontos.
Com o resultado, acumulou quedas de:
0,69% na semana;
1,77% no mês;
10,62% no ano.
Na terça, o índice encerrou em alta de 0,73%, aos 121.635 pontos.
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O que está mexendo com os mercados?
Com uma maior percepção de risco interno em meio às incertezas com o quadro fiscal, os investidores voltaram a monitorar falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Nesta quinta-feira, o ministro afirmou que a equipe econômica vai apoiar o Senado na análise de medidas para compensar a desoneração da folha de pagamentos e a redução da contribuição previdenciária de parte dos municípios brasileiros.
“Recebi a ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e discutimos a nossa relação com o Senado, o apoio que vamos dar ao Senado para a compensação. Todas as propostas vão ser analisadas por nós para medirmos o impacto”, declarou o ministro da Fazenda, em entrevista a jornalistas.
As falas vêm após crescer no mercado a percepção de “fritura” do ministro da Fazenda. Isso porque na última terça-feira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), havia anunciado a decisão de devolver ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trechos da Medida Provisória do PIS-Cofins que restringiram a compensação de créditos do tributo.
A decisão de Pacheco foi vista como uma derrota para o governo e, em especial, para o ministro da Fazenda, que buscava com a MP cobrir perdas de arrecadação com a manutenção da desoneração da folha de pagamento. A expectativa era de que a MP fosse gerar aumento de R$ 29 bilhões na arrecadação em 2024.
Além disso, Haddad também afirmou, nesta quinta-feira, que a equipe econômica vai intensificar a agenda de trabalho em relação aos gastos públicos e que deve focar na revisão de despesas nas próximas semanas.
“Queremos também rever o gasto primário, estamos dispostos a cortar privilégios. Já voltaram à tona vários temas que estão sendo discutidos de novo, o que é bom, como supersalários, como correção de benefícios que estão sendo praticados ao arrepio da lei, melhoria dos cadastros, isso voltou para mesa, e nós achamos que é ótimo isso acontecer porque vai facilitando o trabalho de entregar as contas”, declarou Haddad.
Segundo o analista da Empiricus Research Matheus Spiess disse em entrevista à Reuters, “o governo fracassou em todas as suas tentativas até agora de apresentar um plano crível para a execução do arcabouço fiscal”.
“Até que nós tenhamos um vetor claro e confiável de que as coisas vão caminhar de volta para um ajuste, vamos continuar tendo essa pressão”, acrescentou o especialista.
Vale lembrar que o mal-estar do mercado em torno da situação fiscal brasileira também foi agravado, na véspera, por falas do presidente Lula, que afirmou que o aumento da arrecadação e a queda das taxas de juros permitirão uma redução do déficit nas contas sem impactar os investimentos.
Na agenda de indicadores, investidores ainda repercutiam novos dados de varejo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas varejistas brasileiras cresceram pelo quarto mês seguido em abril, renovando o maior patamar da série histórica.
Já no exterior, investidores continuam a repercutir a decisão de juros por parte do Fed. Na véspera, a instituição decidiu mais uma vez manter as taxas básicas dos Estados Unidos inalteradas na faixa entre 5,25% e 5,50%, ainda no maior patamar desde 2001.
Além disso, o BC norte-americano também sinalizou apenas um corte de juros em 2024.
Juros mantidos: entenda como decisão do Fed impacta a economia no Brasil
A decisão veio mesmo após a inflação ao consumidor dos EUA ter vindo menor do que o previsto em maio. Segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano na quarta-feira, o índice de preços (CPI, na sigla em inglês) ficou inalterado no mês passado, após alta de 0,3% em abril.
A estimativa do mercado era de uma alta mensal de 0,1%. O número foi bem recebido pelo mercado, que elevou as apostas de que o Fed deve fazer o primeiro corte de juros ainda em setembro deste ano.
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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