Economia
Ações da Azul e da Gol disparam após anúncio de fusão
Papéis subiam 8% e 12% na manhã desta quinta-feira, respectivamente. Na véspera, o grupo controlador da Gol informou que assinou um memorando de entendimento com a Azul com o objetivo de unir negócios no Brasil. Negociação está em fase inicial. Aviões da Azul e da Gol
Ministério da Saúde/Divulgação e Celso Tavares/G1
As ações da Azul e da Gol operavam em alta nesta quinta-feira (16), à medida que investidores repercutiam a notícia de uma potencial combinação dos negócios das duas companhias.
Enquanto os papéis da Azul disparavam mais de 8% no início do pregão, os papéis da Gol avançavam mais de 12%. Vale lembrar que, nesse último caso, as ações da companhia estão listadas na B3, bolsa de valores brasileira, sob o título de “Outras Condições”. A medida veio após a Gol ter entrado com pedido de reestruturação nos EUA (entenda mais abaixo).
Caso se concretize, a união das empresas formaria uma gigante do setor de aviação, que passaria a deter 60% do mercado doméstico — acima dos 40% detidos pela concorrente Latam, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A notícia de uma possível fusão foi divulgada na véspera, pelo grupo Abra, controlador das companhias aéreas Gol e Avianca. A empresa informou que assinou um memorando de entendimento com a Azul com o objetivo de unir negócios no Brasil.
Em comunicado a investidores, a Gol informou que o acordo representa a fase inicial de um processo de negociação que visa “explorar a viabilidade de uma possível transação”.
Caso a combinação se confirme, as duas companhias devem manter suas marcas e certificados operacionais de forma independente.
“As melhorias nas ofertas aos clientes e as eficiências geradas por esta operação permitirão que a entidade resultante continue crescendo e desenvolvendo a aviação no Brasil, através de uma malha que serve o maior número de destinos no Brasil, apoiada por uma frota flexível, com foco na excelência do atendimento”, afirmou a Azul em comunicado divulgado a investidores, na véspera.
Conforme o acordo assinado nesta quarta, a união dos negócios entre Gol e Azul está sujeita à “consumação do plano de reorganização no âmbito do procedimento de Chapter 11” e a “outras condições e aprovações para o fechamento a serem negociadas”.
Dificuldades pós-Covid
As duas companhias aéreas têm enfrentado dificuldades financeiras desde a pandemia de Covid-19, tendo sido forçadas a reestruturar dívidas e gerenciar custos.
De um lado, a Azul precisou fechar acordos no ano passado para conseguir eliminar obrigações financeiras e obter mais capital. De outro, a Gol precisou entrar com um pedido de reestruturação nos Estados Unidos, o chamado “Chapter 11”, que se refere ao Capítulo 11 da Lei de Falências norte-americana e é semelhante ao processo de recuperação judicial no Brasil.
Governo fecha acordo com aéreas e vai reduzir em R$ 5,8 bi dívidas da Gol e Azul
Recuperação da Gol: entenda a reestruturação da empresa e por que tantas aéreas estão em crise
“A companhia continua focada em concluir as etapas restantes dos seus procedimentos do Chapter 11 em andamento, com o objetivo de emergir de seu processo de reestruturação como uma companhia independente e capitalizada”, disse a Gol em comunicado.
À época do pedido, a empresa afirmou que o objetivo do processo seria reestruturar suas obrigações financeiras de curto prazo e “fortalecer sua estrutura de capital para ter sustentabilidade no longo prazo”. As dívidas da companhia eram estimadas em R$ 20 bilhões.
Gol entra com pedido de recuperação judicial nos EUA
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
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Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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