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Política

Os recados da pesquisa Quaest para Lula e para a oposição

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Levantamento feito em 8 estados que reúnem 62% do eleitorado mostram queda na avaliação do governo do petista até onde ele venceu em 2022. Preço dos alimentos e rumo do governo influenciaram, apontam diretor da Quaest. Pesquisa também levantou cenários de 2º turno para 2026 e alternativas a Bolsonaro, que está inelegível. A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (26) com a avaliação do governo Lula (PT) e projeções as eleições de 2026 em 8 estados traz recados para o petista e para a oposição (veja, abaixo, quais são eles).
O levantamento foi feito entre 19 e 23 de fevereiro nos seguintes estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo. Juntos, eles representam 62% do eleitorado brasileiro.
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e tem margem de erro de 2 pontos em São Paulo e de 3 nos demais estado.
O que a pesquisa diz para Lula?
📉Lula piora onde foi melhor em 2022
A aprovação do governo Lula caiu 19 pontos na Bahia, 16 em Pernambuco e 16 em Minas Gerais, os três estados em que o petista venceu Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno da eleição de 2022. Em Minas, passou a ser menor que a reprovação. Na Bahia e em Pernambuco, está numericamente abaixo da aprovação pela 1ª vez (embora em empate técnico).
Nos outros 6 estados pesquisados – todos com vitórias de Bolsonaro no 2º turno de 2022 – a desaprovação de Lula ultrapassou os 60%.
📉 E por que a avaliação de Lula caiu?
Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca dois fatores para a piora na avaliação de Lula: a economia e a percepção sobre os rumos do governo.
“Além do fator econômico, que continua pesando negativamente na avaliação do governo, também pesa contra a percepção de que o país não caminha na direção certa. Essa é a percepção nos 8 estados pesquisados. Sem um rumo certo, o governo transmite insegurança para a população”, afirmou Nunes.
💸Mais de 90% acham que os preços subiram
Embora o desemprego tenha terminado 2024 no menor patamar desde 2012 (6,6%, segundo o IBGE) e a previsão seja de que o PIB tenha crescido 3,5%, a percepção da população é que a economia piorou.
Segundo a Genial/Quaest, essa sensação pode ser explicada pela quase unanimidade na percepção do aumento no preço dos alimentos. Nos 8 estados pesquisados, mais de 90% dos eleitores acham que os preços subiram no último mês.
A percepção reflete os números oficiais. A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, teve alta de 1,23% em fevereiro, o maior número para o mês desde 2016, segundo dados divulgados pelo IBGE na terça-feira (25).
🛣️ Direção errada
Também pesa na avaliação negativa do governo a percepção de que o país não caminha corretamente. A maioria dos eleitores nos 8 estados pesquisados considera que o Brasil está indo na direção errada. Veja os números de cada estado aqui.
Além disso, a maioria dos entrevistados em todos os estados acredita que Lula deve fazer um governo diferente do que tem feito até agora.
O que a pesquisa diz para a oposição?
A Genial/Quaest mostra a intenção de voto no presidente Lula em 8 estados brasileiros em 6 possíveis cenários de 2º turno na eleição de 2026:
Jair Bolsonaro (PL)
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo
Gusttavo Lima (sem partido), cantor
Pablo Marçal (PRTB), empresário
Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais
Ronaldo Caiado (União), governador de Goiás
🗳️ Qualquer nome supera Lula em PR, RS e GO, e ninguém em BA e PE
O levantamento aponta que qualquer um desses 6 candidatos venceria Lula em Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, num eventual 2º turno. Em 2022, o presidente perdeu nesses estados. Em São Paulo (onde perdeu) e Minas Gerais (onde ganhou), dois dos maiores colégios do país, o presidente perderia ou empataria, dependendo do candidato.
Lula só venceria todos esses nomes na Bahia e em Pernambuco, onde ganhou.
No Rio de Janeiro, o desempenho do presidente varia de acordo com o cenário.
🗳️Alternativas a Bolsonaro
A pesquisa perguntou aos entrevistados qual nome seria mais competitivo contra Lula se Bolsonaro não puder ser candidato, já que ex-presidente está inelegível.
Os governadores (Caiado, Ratinho, Tarcísio, Zema) lideram em seus estados em um eventual 2º turno contra Lula, mas não fora deles.
No Rio de Janeiro e em Pernambuco, onde os nomes dos governadores não foram testados, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) lidera como alternativa.
Na Bahia, Michelle, Marçal e a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), empatam na liderança. No Rio do Sul, o empate é entre Michelle e Marçal.
Além disso, levantou qual seria o desempenho deles num eventual segundo turno contra Lula. Veja a comparação com Bolsonaro:
Tarcísio teria um melhor desempenho que o ex-presidente em São Paulo, e semelhante nos outros 7 estados.
Gusttavo Lima teria desempenho equivalente ao de Bolsonaro, dentro da margem de erro em 6 estados. A única exceção seria no Rio de Janeiro, onde iria pior que o ex-presidente.
Marçal se sairia pior que Bolsonaro no Rio e no Paraná e teria desempenho semelhante nos demais estados.
Zema se sairia melhor em MG, pior em SP, PR, RJ RS PE e GO, e equivalente na Bahia.
Caiado se sairia pior que Bolsonaro em SP, MG, no RJ e no RS, teria o mesmo desempenho de Bolsonaro contra Lula na BA, no PR e em PE e sairia melhor no seu estado.
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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