Economia
IA pode afetar 1 em cada 4 empregos, diz OIT; descubra se o seu está em risco
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), aproximadamente 25% dos empregos em todo o mundo estão potencialmente expostos à IA generativa. Um em cada quatro empregos corre o risco de ser transformado pela IA, segundo OIT
Reprodução/freepik
Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), junto com o Instituto Nacional de Pesquisa da Polônia (NASK), revela que um em cada quatro empregos no mundo está potencialmente exposto à transformação pela inteligência artificial generativa.
O relatório “IA generativa e Empregos: Um Índice Global Refinado de Exposição Ocupacional” oferece uma avaliação mais detalhada sobre como a IA generativa pode remodelar o mercado de trabalho global.
🔎 IA Generativa é um tipo de inteligência artificial que consegue criar coisas novas, como textos, imagens, músicas, áudios e vídeos.
A pesquisa separou as profissões em quatro faixas, com maior ou menor exposição e possibilidade de desemprego com a IA. Segundo o levantamento, apenas 3,3% do emprego global se enquadra na categoria de exposição mais alta (Gradiente 4). Entenda abaixo:
Gradiente 1: A maioria das tarefas tem pouca chance de serem automatizadas, mas algumas poucas podem ser muito afetadas.
Gradiente 2: O trabalho tem uma mistura equilibrada de tarefas que podem ou não ser automatizadas.
Gradiente 3: Muitas tarefas têm alto potencial de automação, mas ainda há bastante variação entre elas.
Gradiente 4: Quase todas as tarefas têm alto risco de serem automatizadas, com pouca variação entre elas.
Abaixo, descubra se a sua profissão está na lista.
O relatório usou sistemas detalhados de profissões da Polônia, com quase 30 mil tarefas diferentes. Primeiro, a IA avaliou essas tarefas, depois 1.640 trabalhadores deram suas opiniões sobre o que pode ou não ser automatizado.
Especialistas revisaram tudo e criaram uma base de dados com notas para várias tarefas. Com isso, foi feito um assistente de IA que consegue prever o risco de automação de outras tarefas, focando mais na realidade do dia a dia do trabalho do que só na tecnologia.
Embora 25% dos empregos estejam potencialmente expostos à IA generativa, o relatório destaca que o resultado mais provável dessa exposição é a transformação dos postos de trabalho, e não a substituição do emprego.
Segundo o estudo, a maioria das ocupações consiste em tarefas que ainda requerem envolvimento humano, mesmo que algumas possam ser realizadas de forma mais eficiente com o auxílio da inteligência artificial.
O estudo mostra que a exposição à IA generativa varia bastante entre homens e mulheres, além de depender da renda dos países. Nas economias mais ricas, cerca de 10% das mulheres trabalham em áreas com alto risco de automação, enquanto esse número é de apenas 3,5% entre os homens.
No mundo todo, 4,7% das mulheres e 2,4% dos homens ocupam empregos com maior chance de serem afetados pela IA. Os empregos de escritório e administrativos são os mais expostos à tecnologia, porque muitas das tarefas podem ser automatizadas por essa tecnologia.
Além disso, profissões que usam muito a tecnologia, como as áreas de mídia, programação e finanças, também correm mais risco, já que a IA está cada vez mais capaz de fazer tarefas especializadas.
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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