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Estados dos EUA entram com ação judicial para suspender tarifas de Trump

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Ação é movida por Nova York, Illinois, Oregon e outros nove estados, que afirmam que Trump extrapolou sua autoridade ao declarar emergência nacional para taxar parceiros comerciais. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante visita a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Brian Snyder/ Reuters
Doze estados norte-americanos solicitaram a um tribunal federal, nesta quarta-feira (21), a suspensão das chamadas “tarifas recíprocas”, anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no mês passado.
Segundo os procuradores-gerais estaduais, Trump teria extrapolado sua autoridade ao declarar emergência nacional para impor tarifas amplas sobre importações de países que vendem mais aos EUA do que compram.
O caso é analisado por um painel de três juízes do Tribunal do Comércio Internacional, sediado em Manhatan. Entre os que entraram na Justiça, estão os estados de Nova York, Illinois, Oregon e outros nove estados, que acusam o republicano de ter buscado um “cheque em branco” para regular o comércio conforme sua vontade.
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Os estados alegam que o presidente interpretou erroneamente uma lei chamada “Lei dos Poderes Econômicos de Emergência Internacional” (IEEPA), que permite ações presidenciais apenas em resposta a ameaças “incomuns e extraordinárias” feitas aos EUA.
Durante a audiência, o advogado Brian Marshall, representante do estado do Oregon, afirmou que a IEEPA exige uma conexão direta entre a ação presidencial e uma emergência específica.
“Um presidente não pode usar tarifas ou outras medidas apenas como instrumento de barganha”, disse Marshall. Ele também criticou a alegação de Trump de que poderia impor tarifas “de qualquer valor, sobre qualquer país, por qualquer período de tempo, sem revisão judicial”.
Para justificar as tarifas, Trump alegou que o histórico de décadas de déficit comercial dos EUA representa uma emergência nacional que prejudica a indústria norte-americana. No entanto, os estados contestam essa visão, afirmando que o déficit não configura uma emergência e que a IEEPA não autoriza a imposição de tarifas.
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Na semana passada, o mesmo painel ouviu argumentos em um caso semelhante, movido por cinco pequenas empresas. A decisão deve ser divulgada nas próximas semanas.
O Departamento de Justiça, que ainda apresentará seus argumentos, defende que a ação dos estados seja rejeitada, alegando que eles não demonstraram prejuízos concretos, apenas “perdas econômicas especulativas”. O órgão também sustenta que apenas o Congresso pode contestar uma emergência nacional declarada pelo presidente com base na IEEPA.
Em fevereiro, Trump impôs tarifas sobre produtos da China, México e Canadá. Em abril, anunciou uma tarifa geral de 10% sobre todas as importações, com alíquotas mais altas para países com os quais os EUA têm maiores déficits comerciais, especialmente a China.
Algumas dessas tarifas foram suspensas uma semana depois, e outras foram temporariamente reduzidas enquanto o governo negociava um acordo comercial de longo prazo.
As tarifas intermitentes adotadas por Trump causaram instabilidade nos mercados e foram apresentadas por ele como uma estratégia para revitalizar a indústria norte-americana.
A ação dos estados é uma entre pelo menos sete processos judiciais contra a política tarifária do ex-presidente. A Califórnia, por exemplo, entrou com uma ação separada em um tribunal federal em São Francisco. Outros processos foram movidos por empresas, organizações jurídicas e membros da Nação Blackfeet.
As decisões do Tribunal de Comércio Internacional podem ser levadas ao Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito Federal, em Washington, D.C., e, eventualmente, à Suprema Corte dos EUA.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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