Economia
Em vitória da bancada ruralista, Congresso derruba veto de Lula, e dispensa registro para produção de bioinsumos
Governo havia vetado dispositivo sob argumento de que contrariava o interesse público, mas parlamentares retomaram regra. Sessão do congresso nesta terça-feira (17)
Andressa Anholete/Agência Senado
O Congresso derrubou nesta terça-feira (17) um veto do presidente Lula e retomou a dispensa de registro para produção de bioinsumos.
🌱Essa era uma das demandas da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de outras entidades ligadas ao setor, que argumentavam que o veto poderia impactar na segurança jurídica do produtor rural e prejudicar a eficiência e competitividade do setor
O projeto foi apresentado pelo governo Bolsonaro, em 2021, mas só foi sancionado só no governo Luiz Inácio Lula da Silva.
A proposta tinha um dispositivo que isentava de registro os insumos agropecuários produzidos ou fabricados pelo produtor rural para uso próprio, sem comercialização.
Outro trecho estabelecia que, no caso de agrotóxicos ou de produto de uso veterinário, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento estabeleceria, em ato, os insumos agropecuários para os quais a isenção de registro não seria aplicada.
“A persistência da incompatibilidade entre a pujança do agronegócio brasileiro e a capacidade estatal de resposta, num futuro próximo, pode, inclusive, limitar as exportações das commodities agropecuárias do País, além de precarizar a fiscalização agropecuária”, justificou a então ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS).
Veto
Lula sanciona regulamentação de bioinsumos
O governo Lula vetou o dispositivo sob o argumento de que o texto contrariava o interesse público e tornaria a “operacionalização” inviável, uma vez que o ato sobre a isenção implicaria novas atualizações a cada novo ingrediente farmacêutico ativo desenvolvido.
“Especialmente quanto aos agrotóxicos, soma-se o fato de o processo de registro ocorrer por meio compartilhado entre a Anvisa, o Ibama e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o que poderia suscitar dúvidas quanto às competências dos órgãos federais que atuam no registro de produtos agrotóxicos”, justificou o governo.
Nesta terça, porém, os deputados e senadores decidiram derrubar os vetos aos dois trechos e retomaram as regras previstas nos dispositivos.
Economia
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Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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