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Política

É #FAKE que homens vistos em vídeo do 8 de Janeiro sejam agentes de segurança infiltrados

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Homens que aparecem no circuito interno do Palácio do Planalto são oficiais do Exército e servem no Batalhão da Guarda Presidencial; veja o passo a passo da checagem. Vídeo não mostra cenas inéditas do 8 de janeiro
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Circula nas redes sociais um vídeo com imagens do circuito interno do Palácio do Planalto gravadas em 8 de janeiro de 2023. Segundo publicações virais, as cenas permaneceram “ocultas” e indicam dano ao patrimônio público causado por agentes de segurança infiltrados. É #FAKE.
selo fake
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🛑 O que diz a publicação?
Publicado em 23 de maio de 2025 no X, o vídeo já alcançou passou de 500 mil visualizações e mostra um homem reagindo às imagens registradas por uma câmera de segurança do Palácio do Planalto, durante a invasão do prédio no início de 2023.
A legenda da publicação diz: “Novas imagens do dia 8 de janeiro. Homens armados e fardados montando uma falsa destruição?”.
Nas cenas, é possível ver pessoas vestindo fardas militares. Uma delas aparece abrindo gavetas, derrubando uma mesa e usando o pé para espalhar objetos. O móvel é, então, colocado na entrada de um lance de escadas.
O homem que reage ao vídeo diz: “Deem uma olhada nisso. Agora, está explicado por que as imagens não apareciam. Olha por que tanta resistência para divulgar as imagens. Centenas de patriotas desarmados presos, enquanto os únicos armados dentro do Planalto estava fazendo isso [aponta para os oficiais na câmera]. Olhem isso, assista, isso é muito grave. Estou peticionando no processo pedindo anulação e a liberdade dos patriotas. Isso daqui é inadmissível, criminoso. Está clara a grande armação aos patriotas. Esses processos são todos nulos” .
⚠️ Por que a publicação é falsa?
Uma sindicância concluída em junho de 2023 pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o órgão que cuida da segurança do Executivo, aponta que os homens que aparecem no vídeo são oficiais de baixa patente do Exército trabalhando para o Batalhão da Guarda Presidencial (BGP).
Segundo o documento, os agentes não forjaram destruição, mas, sim, usaram um móvel para impedir a circulação dos golpistas – que já tinham destruído, entre outros bens, o relógio do século XVI que estava no 3º Andar do Palácio do Planalto.
Vídeos com a invasão do Planalto, bem como a atuação de agentes do GSI no prédio, não são inéditos: eles estão abertos à consulta pública desde abril de 2023, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a quebra de sigilo das imagens das câmeras de segurança.
O Fato ou Fake examinou a sindicância instaurada pelo GSI, enviada na íntegra à Corte em junho de 2023 (leia detalhes ao final desta reportagem). Um dos depoentes mencionou, especificamente, a presença de membros do Exército organizando barricadas improvisadas com móveis nos acessos das escadas que ligam o terceiro e o segundo segundo piso dos lados leste e oeste do Planalto.
A estratégia do GSI foi expulsar os invasores dos andares superiores e concentrá-los no segundo andar, onde, posteriormente, foi decretada a prisão coletiva.
O protocolo de ação do Batalhão da Guarda Presidencial, incluído na sindicância, mostra que o uniforme usado pelos oficiais que aparecem no vídeo é característico da unidade.
A sindicância ouviu dez militares em posições de comando do GSI, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do Distrito Federal. Todos foram questionados seles tinham presenciado ações irregulares por parte de agentes que trabalhavam na segurança do Planalto – e responderam que disseram não. Não há registro no inquérito sobre a hipótese de agentes infiltrados.
A investigação, por fim, ouviu seis oficiais de baixa patente, que serviam ao GSI. Eles foram questionados por que apareciam com uma postura “displicente” em seus postos de trabalho, enquanto os golpistas invadiam o prédio. Nenhum desses oficiais estava no ala oeste do 3º andar do Palácio do Planalto, onde se registraram as cenas do vídeo que agora viralizou.
A investigação interna resultou na abertura de procedimentos acusatórios somente contra dois militares, ambos de alta patente dentro do GSI. O primeiro é o coronel Alexandre Santos de Amorim, então chefe da Coordenadoria de Avaliação de Risco, e o outro, o major Jáder Silva dos Santos, o único representante do GSI em um grupo que monitorava a organização das ações golpistas em Brasília.
O Fato ou Fake analisou a cronologia do inquérito 4922 do STF, que investiga os executores do 8 de Janeiro. Em despacho de 20 de abril de 2024, Alexandre de Moraes exigiu que GSI divulgasse as imagens do circuito interno do Planalto. Desde então, as 500 horas de gravação estão disponíveis para consulta no próprio site do GSI.
De acordo com balanço divulgado pelo de Moraes em janeiro de 2025, o STF condenou 225 executores do 8 de Janeiro por crimes graves, como tentativa de golpe de Estado; abolição violenta do Estado democrático de Direito; associação criminosa; dano qualificado pela violência, grave ameaça com substância inflamável; e deterioração do patrimônio tombado.
Não há menção, no relatório, de agentes infiltrados na guarda presidencial cometendo tais crimes.
📷 O que mostram as imagens do Planalto?
A pesquisa nos arquivos públicos mostra que as imagens do vídeo viral são de uma câmera localizada no 3º andar do Planalto, na escada oeste – onde também estava localizado o relógio do século XVI.
A câmera registra a chegada do primeiro invasor àquele andar, às 15h30 de 8 de janeiro de 2023. Às 15h33, um homem, que veio a ser identificado como Antônio Cláudio Alves, derruba o relógio e o móvel que o apoia; posteriormente, às 16h12, a relíquia é novamente vandalizada por outra pessoa, que acabou não sendo identificada.
Às 16h50, os homens fardados chegam ao local. Junto deles, está uma pessoa de camisa azul, que instrui a montagem de uma barricada, movendo uma das mesas para o lance de escadas que dá acesso ao 2º andar. Por fim, às 16h56, o oficial vira uma segunda mesa e coloca sobre a primeira.
Na sequência, é possível ver os oficiais impedindo que os golpistas do segundo piso subissem para o terceiro andar, enquanto havia a ação de outros agentes para expulsar os remanescentes do quarto andar. A expulsão no Planalto concluiu-se às 17h32.
Vídeo não mostra cenas inéditas do 8 de janeiro
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Política

Câmara pode votar nesta terça PL da Misoginia, que equipara crime ao racismo e prevê penas maiores; entenda

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A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (30) o chamado PL da Misoginia. O projeto projeto de lei equipara a misoginia ao racismo e prevê penas maiores para crimes de ódio contra mulheres.
Combate à misoginia: 36 projetos sobre o tema tramitam na Câmara dos Deputados
Aprovado por unanimidade no Senado Federal em março deste ano, o projeto foi incluído na pauta da Câmara desta terça.
🔎Apresentado pela senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) em 2023, o projeto altera a Lei do Racismo e o Código Penal. Se o PL for aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente da República, a misoginia passará a ser equiparada ao racismo, com previsão de reclusão de dois a cinco anos, além de multa. A proposta agrava a punição quando a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, ou quando o crime for cometido por duas ou mais pessoas.
O crime também passa a ser inafiançável e imprescritível. Na prática, isso significa que não cabe fiança e que o delito não deixa de ser punido com o passar do tempo.
Oposição vê ‘censura’, relatora defende projeto
O texto causa divergência entre parlamentares da oposição e divide opiniões nas redes sociais. A redação aprovada pelos senadores não agrada às bancadas mais conservadoras da Câmara, que vêem na proposta uma ameaça à liberdade religiosa.
Logo após o resultado no Senado, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou o projeto como uma “aberração” em uma rede social.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também se pronunciou. Em uma rede social, afirmou que o projeto de lei se trata de uma “tentativa de censura, de autoritarismo, para interferir nas relações humanas e na liberdade de expressão”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) fez críticas ao texto aprovado pelo Senado.
Mario Agra /Câmara dos Deputados
Relatora da proposta na Câmara, a deputada Tábata Amaral (PSB-SP) apresentou alterações ao texto aprovado pelo Senado e redefiniu o conceito de misoginia. No novo substitutivo, a redação define o crime como a indução ou incitação “à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher”.
Na primeira versão da proposta, o termo jurídico era caracterizado como “ódio” ou “aversão” às mulheres.
O texto também inclui a misoginia no artigo que trata dos crimes de “praticar, induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Nesses casos, a pena prevista é de um a três anos de reclusão e multa.
Deputada Tábata Amaral (PSB-SP)
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Em reunião de líderes da Câmara neste mês, a relatora defendeu a importância do projeto ao mencionar a morte de uma jovem no interior de São Paulo durante um salto de rope jump. O Ministério Público paulista pediu a abertura de investigação sobre os ataques misóginos envolvendo o caso.
“Acho que esse caso reforça ainda mais a urgência desse projeto. Mostra o quanto é importante traçarmos uma linha sobre o que é, ou não, tolerável em uma sociedade que se propõe a proteger as mulheres”, disse Tábata.
Ambiente digital
A proposta que será analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados busca penalizar de forma mais severa crimes praticados no ambiente digital, onde a violência contra a mulher tem aumentado.
O texto prevê a suspensão temporária de contas ou perfis em redes sociais utilizados para o cometimento do crime, além da suspensão temporária de contas ou perfis em aplicações de internet administradas, direta ou indiretamente pelo usuário infrator.
Além disso, a pena poderá ser aumentada nos casos em que o crime for cometido com o objetivo de obter vantagem econômica, direta ou indireta, inclusive por meio do aumento de audiência, engajamento, alcance ou visibilidade em meios de comunicação ou plataformas digitais.
A proposta também torna mais graves os crimes de misoginia praticados por agentes que detenham expressiva audiência, engajamento, alcance ou visibilidade no ambiente virtual.

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Política

Presidenciáveis celebram vitória do Brasil; Flávio Bolsonaro usa número de Martinelli e Lula posa com Janja

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Depois de uma partida tensa contra o Japão nesta segunda-feira (29), o Brasil garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O placar final foi de 2 a 1, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli – esse último aos 49 minutos do segundo tempo.
O torneio mundial tem sido abordado pelos pré-candidatos à Presidência, e desta vez não foi diferente.
Lula posta fotos nas redes sociais para comemorar vitória do Brasil, enquanto Flávio fez um vídeo em referência ao número ’22’ de Martinelli
Reprodução/Instagram
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma referência ao número da camisa de Martinelli: 22, que é também o número do Partido Liberal nas urnas. “Não queria falar nada, mas o 22 salvou o Brasil”, disse Flávio em um vídeo curto publicado nas redes sociais.
Irmão de Flávio, o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou uma montagem do jogador ao lado do candidato que diz o seguinte: “o 22 que salvou a seleção brasileira” e “o 22 que salvará o Brasil”. Eduardo esteve no estádio, em Houston (EUA), para acompanhar o jogo.
Já o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, postou algumas fotos com os braços para cima, comemorando o resultado da partida. Lula foi registrado com a primeira-dama Janja, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Nas fotos, Lula usa a jaqueta amarela do Comitê Paralímpico Brasileiro.
Brasil vence o Japão e está nas oitavas: veja os gols do jogo no Jornal Hoje
“Vamos com tudo, Brasil!!! Muita emoção. Parabéns à seleção pela garra e pela vitória. O Brasil inteiro está na torcida. Rumo às oitavas!”, escreveu o presidente nas redes sociais.
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato a presidente pelo Novo, publicou uma montagem de duas ilustrações de comida com a seguinte frase: “churrasco é sempre melhor que sushi”. “Deu a lógica”, escreveu na legenda da postagem.
Renan Santos, presidenciável do Missão, por sua vez, publicou stories em um carro comentando o resultado. “Se o Brasil pegar a Noruega e amassar a Noruega, o Brasil vira um dos favoritos da Copa. E olha que não era”, analisou.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, pré-candidato a presidente pelo PSD, não abordou o jogo nas suas redes sociais.
O Brasil volta a campo no domingo, dia 5 de julho, a partir das 17h, no horário de Brasília. A disputa será contra Noruega ou Costa do Marfim, a depender do resultado da partida nesta terça-feira (30).

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Política

Datafolha divulga a partir de domingo (5) pesquisa presidencial com eleitores de SP e intenções de voto para governo do estado e Senado

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Pesquisa Datafolha divulgada inclurá cenários de 2º turno entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Reprodução
O Datafolha realiza nesta semana uma pesquisa com as intenções de voto dos eleitores do estado de São Paulo para a disputa presidencial.
Segundo as informações enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa pode ser divulgada a partir do próximo domingo (5) e trará também os números da eleição para o governo de São Paulo e para o Senado.
O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S.Paulo e ouvirá 1.608 pessoas entre quarta (1º) e sexta-feira (3). A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Para a eleição presidencial, o Datafolha traz um cenário com 13 pré-candidatos no 1º turno. Veja a lista:
Flávio Bolsonaro (PL)
Lula (PT)
Romeu Zema (Novo)
Ronaldo Caiado (PSD)
Renan Santos (Missão)
Joaquim Barbosa (DC)
Augusto Cury (Avante)
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Hertz Dias (PSTU)
Rui Costa Pimenta (PCO)
Samara Martins (UP)
Aécio Neves (PSDB)
Edmilson Costa (PCB)
Serão três cenários de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula x Ronaldo Caiado
Lula x Romeu Zema
Agora no g1
Pesquisa com eleitorado nacional
Em junho, quando ouviu eleitores de todo o país, Datafolha mostrou que Lula (PT) tinha 41% das intenções de voto no cenário de 1º turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) somava 31%.
No 2º turno, Lula aparecia com 47%, contra 43% de Flávio Bolsonaro, repetindo o cenário captado na pesquisa de maio.
Avaliação de Lula e Tarcísio em SP

O Datafolha vai mostrar também como estão as avaliações do presidente Lula e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) entre os eleitores de São Paulo.
O instituto questionará também se o eleitor leva em conta o apoio de Lula ou do ex-presidente Jair Bolsonaro para votar em um candidato a governador.
O questionário enviado ao TSE traz ainda uma pergunta sobre qual é o principal problema de São Paulo. Saúde, educação e violência estão entre os temas apresentados aos eleitores.
Eleição para governador
O Datafolha incluiu os nomes de cinco pré-candidatos no cenário de 1º turno da eleição estadual e vai testar também os índices de rejeição de cada um.
Quem são eles:
Carlos Machado (PCB);
Fernando Haddad (PT);
Tarcísio de Freitas (Republicanos);
Vera Lúcia (PSTU);
Vivian Mendes (UP).
Em março, o instituto mostrou que Tarcísio liderava os cenários de 1º e 2º turno. Na simulação de 2º turno, o governador venceria por Haddad 52% a 37%.
Nesse cenário, 10% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 1% afirmou não saber em quem votaria.
O mesmo cenário de 2º turno será testado agora, com Tarcísio e Haddad na disputa.
Voto para Senado
O Datafolha vai apresentar seis nomes de pré-candidatos ao Senado aos entrevistados para medir as intenções de voto. Os nomes:
André do Prado (PL);
Guilherme Derrite (PP);
Marina Silva (Rede);
Paulinho da Força (Solidariedade);
Ricardo Salles (NOVO);
Simone Tebet (PSB).

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