Economia
Família Coelho Diniz amplia fatia no GPA a quase 25% e pede eleição de novo conselho de administração
Unidade da rede de supermercados Pão de Açúcar, na Zona Sul de São Paulo
Karina Trevizan/G1
(Reuters) – O GPA, dono da bandeira Pão de Açúcar, divulgou no domingo (24) que acionistas da família Coelho Diniz pediram convocação de assembleia geral extraordinária para decidir sobre a destituição integral do conselho de administração e eleição de novos membros para o colegiado do varejista de alimentos.
De acordo com fato relevante da companhia, os acionistas explicaram que a intenção do pedido é buscar representatividade no conselho proporcional à sua atual participação acionária, “o que se dará por meio da oportuna indicação de pessoas com qualificação técnica, com reforço de competências específicas, em linha com os desafios vislumbrados para a companhia”.
Em comunicado ao mercado separado, também no domingo, o GPA disse que André Luiz Coelho Diniz, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz informam que suas participações, em conjunto, atingiram 24,6% do total de ações ordinárias de emissão da empresa, que é dona da rede Pão de Açúcar.
Com tal movimento, a família Coelho Diniz passa a ser o maior acionista do GPA — posição anteriormente do francês Casino, ex-controlador da empresa, que ainda detém uma participação de 22,5% conforme informações no site de relações com investidores da empresa brasileira. Em meados de julho, os Coelho Diniz detinham 17,7% das ações do GPA.
Citando apoio unânime manifestado pelos membros do conselho de administração à convocação da AGE, o GPA disse que tomará as medidas necessárias para convocar a assembleia no prazo legal.
No fato relevante, o varejista disse que, além de incluir o pedido da família, a pauta da AGE incluirá a eleição de membro e respectivo suplente do conselho fiscal da companhia, após as renúncias apresentadas por André Francez Nassar e Diego Xavier Mendes, conforme já divulgado.
De acordo com uma fonte familiarizada com a operação, a administração do GPA entende que se trata de um movimento natural, considerando que os Coelho Diniz ampliaram sua participação, são majoritários e devem ver essa representatividade no conselho.
A mesma fonte afirmou que a administração do GPA tem uma visão positiva sobre o pedido, considerando que os Coelho Diniz já estavam no conselho, e aumentaram o percentual vendo provavelmente como a atual administração está conseguindo dar continuidade ao plano de “turnaround”.
O entendimento da área executiva da empresa é que são varejistas e podem agregar ao GPA com sua visão e experiência.
“O management segue focado na entrega de resultados e na continuidade dos avanços — estruturais e sequenciais”, afirmou a fonte, acrescentando que a administração do GPA mantém o foco na entrega do planejamento estratégico vigente e comprometida com a redução da alavancagem.
Empresário Abílio Diniz renuncia à presidência do grupo Pão de Açúcar
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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