Economia
Dólar abre em leve alta com atenção aos juros dos EUA e dados do Brasil
Ibovespa repercute possível corte de juros nos EUA
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (25) com leve alta. Por volta das 09h05, a moeda avançava 0,02%, cotada a R$ 5,426. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Após uma sexta-feira movimentada nos mercados globais, a semana começa de forma mais tranquila para os investidores — que podem ajustar o otimismo diante da possibilidade de corte de juros nos Estados Unidos.
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Com poucos eventos previstos para o dia, o foco do mercado deve se voltar aos discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. No cenário doméstico, serão divulgados novos indicadores econômicos.
▶️ Após o presidente do Fed, Jerome Powell, indicar a chance de um corte de juros em setembro, os investidores acompanham os discursos de outros dirigentes, programados para ocorrer ao longo do dia.
Às 16h15 (horário de Brasília), Lorie Logan, dirigente do Fed de Dallas, fará seu discurso;
Às 20h15 (horário de Brasília), está previsto o pronunciamento de John Williams, presidente do Fed de Nova York.
▶️ No Brasil, analistas do mercado financeiro reduziram, pela décima terceira semana consecutiva, a projeção de inflação para 2025.
A projeção de inflação para 2025 recuou de 4,95% para 4,86%, mas ainda permanece acima do teto da meta, fixado em 4,5%.
▶️ Ainda no Brasil, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 0,5 ponto em agosto, atingindo 86,2 pontos.
🔎 O ICC mede o nível de confiança dos consumidores em relação à economia, com base nas expectativas atuais e futuras sobre consumo e demanda por bens e serviços.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar
a
Acumulado da semana:+0,51%;
Acumulado do mês: -3,12%;
Acumulado do ano: -12,20%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: +1,19%;
Acumulado do mês: +3,68%;
Acumulado do ano: +14,70%.
Powell sinaliza corte nos juros
Com os investidores atentos à trajetória dos juros nos EUA — e esperando dois cortes ainda este ano, começando pela reunião do Fomc no mês que vem —, chegou a vez de descobrir o que pensa o dirigente do BC americano, Jerome Powell.
Em seu discurso durante Simpósio de Jackson Hole, Powell afirmou que o primeiro corte de juros em oito meses pode estar próximo. No entanto, ele alertou que os efeitos do tarifaço ainda representam um risco de alta para a inflação.
Segundo ele, os últimos relatórios divulgados nos EUA indicam uma desaceleração do emprego no país. “Trata-se de um curioso tipo de equilíbrio, resultante de uma desaceleração acentuada tanto na oferta quanto na demanda por trabalhadores.”
Na prática, os sinais de enfraquecimento do emprego e do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA indicam que o Fed pode ter espaço para cortar os juros nos próximos meses, como forma de apoiar a economia.
Powell afirmou, porém, que a instituição ainda deve ter cautela sobre os possíveis efeitos das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.
Analistas têm apostado em uma alta probabilidade de corte na taxa já na reunião de setembro, segundo dados da LSEG. Outro corte, até dezembro, também já está praticamente incorporado às projeções.
Dólar cai e bolsa sobe
As falas de Jerome Powell animaram os investidores ao redor do mundo. Segundo William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, muitos passaram a apostar na possibilidade de queda dos juros nos EUA.
Isso fez com que os títulos da dívida americana começassem a render menos, o que acabou enfraquecendo o dólar ao redor do mundo.
🔎 Quando os rendimentos dos títulos americanos caem, investir nos EUA fica menos atrativo para quem está fora do país. Isso pode fazer com que o dólar perca força em relação a outras moedas, já que há menos demanda por ativos americanos.
Segundo ele, a reação do mercado para essa perspectiva foi otimista, evidenciada pela valorização das ações listadas nas bolsas de valores, incluindo a brasileira.
“Essa dinâmica, com dólar desvalorizado, rendimentos menores e juros em queda, tende a beneficiar as empresas de capital aberto”, explica Castro.
Bolsas globais
Em Wall Street, investidores avaliam com positividade as falas de Powell, impulsionando as ações das empresas nas bolsas de Nova York.
O Dow Jones subiu 1,89%, aos 45.631,74 pontos, o S&P 500 avançou 1,51%, aos 6.466,48 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,88%, aos 21.496,54 pontos.
No mesmo caminho, as bolsas europeias também encerraram o pregão impulsionadas pela possibilidade de corte nos juros norte-americanos em setembro. O índice STOXX 600 subiu 0,40%, a 561,30 pontos, no maior nível em mais de cinco meses, e registrou sua terceira semana consecutiva de ganhos.
Londres avançou 0,13%, Frankfurt subiu 0,29%, paris ganhou 0,40%, Milão teve alta de 0,69% e Madri registrou valorização de 0,61%. Lisboa foi a única exceção, com queda de 0,50%.
As bolsas da Ásia tiveram a maior alta em 10 anos, impulsionadas pelo otimismo em relação ao setor de inteligência artificial. O índice de Xangai subiu 1,45% e fechou em 3.825,76 pontos, o maior nível desde agosto de 2015.
Já o CSI300, que reúne as maiores empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 2,1%, alcançando o maior patamar em 10 meses e fechando a semana com ganho acumulado de 4,2%.
Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik
*Com informações da agência de notícias Reuters
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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