Economia
Mina Capanema é inaugurada pela Vale em Ouro Preto com promessa de investimento de R$ 67 bilhões
Cerimônia de inauguração da Mina Capanema, da Vale, em Ouro Preto
Ana Carolina Ferreira/g1
A Vale inaugurou nesta quinta-feira (4), em Ouro Preto (MG), a mina Capanema, para produção de minério de ferro. Com investimento previsto de R$ 67 bilhões até 2030, a mineradora anunciou a aposta em processos produtivos mais sustentáveis, seguros e inovadores. O objetivo da companhia é promover uma transformação nos modos de fazer mineração.
A cerimônia que lançou o empreendimento teve a presença do presidente da Vale, Gustavo Pimenta, além de autoridades como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o presidente da Assembleia Legislativa do estado (ALMG), Tadeu Leite (MDB).
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Segundo a Vale, a operação da mina será feita com umidade natural, sem uso de água no processamento e sem geração de rejeitos, eliminando a necessidade de barragens. Veja mais abaixo infográfico com a localização da mina de Capanema.
O projeto usa caminhões que funcionam sozinhos, sem motorista, e aproveita os resíduos de ferro que estavam guardado em montes de rejeitos antigos. Com isso, a Vale consegue aumentar a produção em cerca de 15 milhões de toneladas por ano.
O projeto, que estava paralisado há 22 anos, recebeu R$ 5,2 bilhões em investimentos para modernização e integração com outras unidades da região. A obra envolveu mais de 6 mil trabalhadores e cerca de 40 empresas. Atualmente, a operação conta com 800 empregados.
A previsão da Vale é que os novos investimentos em Capanema gerem R$ 440 milhões em royalties por ano e movimentem R$ 3 bilhões anuais em salários.
Reveja reportagem especial que foi ao ar em julho sobre o papel estratégico de Minas Gerais na busca por um futuro mais sustentável:
Riqueza Estratégica: Terras raras estão no centro de como a gente produz e consome energia
Como serão tratados os rejeitos
De acordo com a mineradora, a maior parte dos investimentos será destinada à ampliação da filtragem e empilhamento a seco de rejeitos, com meta de reduzir o uso de barragens de 30% para 20%.
A empresa também promete intensificar as chamadas práticas de mineração circular, que envolvem o reaproveitamento de materiais de estruturas antigas como forma de reduzir desperdícios e o impacto ambiental.
Outras iniciativas incluem a produção de areia sustentável e a Fábrica de Blocos em Itabirito, que transforma rejeitos em materiais para construção civil.
Ainda de acordo com a mineradora, os recursos investidos incluem a eliminação de barragens e diques do Programa de Descaracterização de Estruturas a Montante. A Vale informa que, desde 2019, cerca de 60% deste programa foi executado e, das 13 estruturas remanescentes, oito estão em obras.
Todas essas estruturas estão inativas, segundo a empresa, e são monitoradas 24 horas por dia pelos Centros de Monitoramento Geotécnico da Vale.
Infográfico mostra localização da mina da Vale Capanema, em Ouro Preto
Arte/g1
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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