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Economia

Bancos centrais globais defendem presidente do Fed após ameaça de Trump

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Presidente do Fed diz que governo Trump ameaçou acusá-lo criminalmente
Os dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram nesta terça-feira (13) uma nota conjunta em apoio ao chair do Federal Reserve, Jerome Powell, após o governo dos Estados Unidos ameaçá-lo com uma acusação criminal.
“Estamos em total solidariedade com o Sistema do Federal Reserve e seu chair, Jerome H. Powell”, disseram os presidentes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e de outras nove instituições, incluindo o Banco Central do Brasil. O presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo, é um dos signatários.
Para o grupo, a independência dos bancos centrais é um elemento fundamental para assegurar a estabilidade econômica, financeira e de preços, em benefício da população.
A investigação criminal aberta pelo governo Trump tem como justificativa oficial a reforma da sede do Fed, mas Powell afirma que o episódio é usado como um “pretexto” para ampliar a influência da Casa Branca sobre a política de juros.
Reformas no prédio do Fed
O episódio envolvendo a reforma dos prédios do Fed se tornou, nesse contexto, um novo ponto de atrito. O projeto, que envolve a modernização de infraestrutura antiga, foi questionado por integrantes do governo Trump, que passaram a descrevê-lo como excessivamente caro.
Powell explicou reiteradamente ao Congresso que se tratava de atualizações necessárias e afirmou que o Fed manteve parlamentares informados por meio de depoimentos e comunicações oficiais.
Ainda assim, segundo o próprio presidente do Fed, o tema foi instrumentalizado como justificativa para ampliar a pressão política sobre a instituição.
“Essas acusações não têm relação com supervisão do Congresso”, disse, ao reforçar que a ameaça de denúncia criminal deve ser interpretada dentro de um contexto mais amplo de tentativas de influência sobre a política de juros.
Até então, Powell havia se limitado a reafirmar, de forma genérica, a importância da independência do banco central, evitando responder diretamente a ataques do Executivo.
Há meses, Trump tem pressionado o banco central americano por cortes rápidos das taxas de juros para estimular a economia, enquanto o Fed adota uma postura mais cautelosa. Por conta disso, Powell tem sido alvo de críticas de Trump, que o acusa de não agir com a rapidez desejada.
Em junho, o presidente chegou a chamar o chefe do Fed de “burro” e “teimoso”, pouco antes de uma audiência no Congresso.
Em publicações nas redes sociais, Trump afirmou que os juros deveriam estar “de dois a três pontos percentuais mais baixos” e disse esperar que o Congresso “acabasse com essa pessoa”.
A pressão do presidente não se limitou a declarações públicas. No ano passado, Trump tentou demitir Lisa Cook, diretora do Fed, em um movimento inédito na história da instituição.
Jerome Powell durante uma coletiva de imprensa após decisão sobre taxas de juros, em 17 de setembro de 2025.
Reuters

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Correção: jogos do Brasil em dias úteis

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O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.

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Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais

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Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.

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