Economia
Dólar abre em alta com atenção aos dados de inflação dos EUA e às tensões no Fed
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu em leve alta nesta terça-feira (13), com avanço de 0,04% por volta das 9h, cotado a R$ 5,3740. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Com agenda doméstica esvaziada, os mercados direcionam o foco para os Estados Unidos, onde dados de inflação e emprego podem influenciar as expectativas sobre os juros. No radar também entram movimentos políticos e institucionais que adicionam ruído ao cenário internacional.
📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça
▶️ Nos EUA, será divulgado o CPI de dezembro, com estimativas de 0,2% no mês e 2,6% no ano para o índice cheio; para o núcleo, projeções de 0,2% no mês e 2,6% no ano. Ainda pela manhã, a ADP informa sua pesquisa semanal da média móvel de criação de vagas no setor privado; a leitura anterior apontou 11,5 mil vagas e não há estimativas.
Os números de inflação e emprego entram no radar dos investidores para calibrar expectativas sobre a política monetária americana.
▶️ No Brasil, ocorre o lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária e a sanção do PLP 108/2024, que cria o Comitê Gestor do IBS e conclui a regulamentação. O evento contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
▶️ No campo institucional, dirigentes de alguns dos principais bancos centrais do mundo divulgaram uma nota conjunta em apoio ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após ameaças de acusação criminal por parte do governo dos EUA.
O documento foi assinado por líderes do Banco Central Europeu, do Banco da Inglaterra e de outras nove instituições, incluindo o Banco Central do Brasil. O presidente do BC brasileiro, Gabriel Galípolo, está entre os signatários.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +0,12%;
Acumulado do mês: -2,13%;
Acumulado do ano: -2,13%.
📈Ibovespa
C
Acumulado da semana: -0,13%;
Acumulado do mês: +1,26%;
Acumulado do ano: +1,26%.
Trump x Powell
O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao mencionar a possibilidade de indiciar criminalmente o presidente da instituição, Jerome Powell.
👉 A ameaça está relacionada a declarações feitas por Powell ao Congresso sobre os custos de um projeto de reforma de um prédio do Fed.
👉 Segundo o dirigente, o episódio está sendo usado como pretexto para ampliar a influência do governo sobre a política monetária, em especial para forçar cortes mais agressivos nos juros.
As movimentações elevaram as preocupações do mercado quanto à independência do banco central: nesta segunda-feira, o economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, afirmou que a ameaça de uma acusação criminal contra Powell reforça esses receios, embora espere que o Fed continue tomando decisões com base em dados econômicos.
“Obviamente, há mais preocupações de que a independência do Fed esteja em xeque, com as últimas notícias sobre a investigação criminal contra o presidente Powell realmente reforçando essas preocupações”, afirmou Hatzius.
LEIA TAMBÉM
Entenda o que está em jogo na nova ofensiva de Trump contra o presidente do Federal Reserve
Trump intensifica ataque a presidente do Fed com ameaça de acusação criminal
As declarações foram feitas durante a conferência anual de estratégia global do banco, em Londres. Ainda assim, segundo ele, Powell deve seguir conduzindo a política monetária com base nas condições econômicas, sem se deixar influenciar por pressões políticas.
🔎 Hatzius, que integra o comitê de administração do Goldman Sachs, foi o primeiro executivo sênior de Wall Street a se manifestar publicamente desde que surgiram as informações sobre a possível investigação contra o chefe do Fed.
“Não tenho dúvidas de que ele, no mandato remanescente como presidente, tomará decisões baseadas nos dados, seja para cortar juros ou para manter a taxa, conforme os indicadores apontarem”, disse.
A disputa ganhou um novo capítulo nesta semana, quando o governo passou a citar formalmente a possibilidade de uma investigação criminal.
A alegação é a de que Powell teria prestado informações incorretas ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do Fed, que teriam superado o orçamento inicialmente previsto.
Powell nega as acusações e sustenta que o caso está sendo instrumentalizado politicamente.
Em comunicado divulgado no domingo (11), por meio do banco central americano, ele informou que o Fed recebeu uma intimação do Departamento de Justiça relacionada a seu depoimento ao Congresso em junho do ano passado.
A investigação está sendo conduzida pela Procuradoria dos EUA, no Distrito de Colúmbia, e busca apurar se houve inconsistências nas informações apresentadas sobre o alcance das obras. A apuração foi autorizada pela procuradora Jeanine Pirro, nomeada para o cargo pelo próprio Trump.
No mesmo comunicado, Powell afirmou que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para pressionar o Fed a promover cortes mais intensos na taxa de juros, mesmo com a inflação ainda acima da meta oficial de 2%.
Segundo ele, a medida é “sem precedentes” e deve ser entendida dentro de um contexto de pressão contínua do governo sobre a autoridade monetária.
“Essa ameaça não está relacionada ao meu depoimento nem às obras”, afirmou. Para Powell, o risco de um processo criminal decorre do fato de o Fed definir a taxa de juros “com base no que considera melhor para o interesse público, e não de acordo com as preferências do presidente”.
Agenda econômica
Boletim Focus
Os economistas consultados pelo Banco Central promoveram apenas ajustes marginais em suas projeções na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira.
Segundo o levantamento — que reúne as previsões de analistas para os principais indicadores do país —, a estimativa para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, em 2026 recuou 0,01 ponto percentual, passando para 4,05%. Para 2027, a projeção foi mantida em 3,80% ao fim do ano.
🔎 A meta oficial de inflação perseguida pelo Banco Central é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que permite variações entre 1,5% e 4,5% sem descumprimento formal do objetivo.
No campo da política monetária, os analistas mantiveram a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic, em março.
A projeção segue indicando uma redução inicial de 0,5 ponto percentual, a partir do patamar atual de 15%.
Também não houve mudanças nas estimativas para o nível da Selic ao fim dos próximos anos: 12,25% em 2026 e 10,50% em 2027.
Para a atividade econômica, as previsões permaneceram estáveis. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 1,8% tanto para este ano quanto para o próximo.
Bolsas globais
Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados pelas ações de tecnologia. Na outra ponta, os papéis de instituições financeiras e empresas de cartão de crédito sofreram pressão para baixo depois que Trump propôs um limite de um ano para as taxas de juros de cartões de crédito, fixado em 10% a partir de 20 de janeiro.
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,16%, para 49.584,57 pontos. Já o S&P 500 avançou 0,15%, para 6.977,29 pontos, enquanto o Nasdaq Composite teve alta de 0,26%, para 23.733,90 pontos.
As bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira com alta recorde — apesar de os ganhos terem sido modestos, em meio à cautela diante das tensões entre o Fed e a Casa Branca.
O índice STOXX 600 encerrou com alta de 0,20%, impulsionado por empresas de metais preciosos. Entre os principais índices europeus, o destaque ficou com o DAX, da Alemanha, que avançou 0,60% e marcou um novo recorde. Essa foi a 10ª alta consecutiva da bolsa alemã.
Na Ásia, fecharam em alta, com destaque para os mercados chineses, que atingiram os maiores níveis da última década.
O avanço foi impulsionado por ações ligadas à inteligência artificial e ao setor aeroespacial, apoiadas por volume recorde de negociações e perspectivas positivas para 2026.
Em Hong Kong, as ações também subiram, acompanhando o otimismo regional.
No fechamento, os índices ficaram assim: Hang Seng +1,44% (26.608 pontos), Xangai SSEC +1,09% (4.165 pontos), CSI300 +0,65% (4.789 pontos), Kospi +0,84% (4.624 pontos), Taiex +0,92% (30.567 pontos) e Straits Times +0,47% (4.766 pontos). O Nikkei não abriu.
Dólar opera em alta nesta quarta-feira
Alexander Mils/Pexels
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais três jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão dois jogos, nos dias 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Correção: jogos do Brasil em dias úteis
O g1 errou ao informar que o Brasil teria mais quatro jogos em dias úteis se chegar à final da Copa do Mundo. Na verdade, serão três jogos, nos dias 29 de junho, 11 e 15 de julho. A informação foi atualizada às 18h30 do dia 29 de julho de 2026. Leia mais aqui.
Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
-
Mato Grosso do Sul4 anos agoEXPOGRANDE SEM SHOWS DE ARTISTAS REGIONAIS. VOCÊ CONCORDA?
-
Política4 anos ago
Mercado financeiro eleva estimativa de crescimento do PIB de 2023 para 0,85%
-
Ciência e Saúde4 anos ago
Sono irregular aumenta o risco de aterosclerose e doença cardiovascular
-
Ciência e Saúde4 anos ago
A melhor hora para criar músculos é agora!
-
Economia4 anos ago
Reforma tributária: Fazenda defende ‘mínimo possível de exceções’ ao novo imposto sobre consumo
-
Economia4 anos ago
Ibovespa opera em queda, com plano de crescimento da China e âncora fiscal em foco
-
Economia4 anos ago
Centro-oeste de SP inicia semana com quase 500 vagas de emprego; veja como se candidatar
-
Política4 anos agoJoias para Michelle: fatos revelam ‘procedimento padronizado e conduta exemplar’ de auditor, diz Sindifisco


