Economia
A economia da China cresce 5% em 2025, impulsionada por exportações fortes apesar das tarifas de Trump
Um vendedor vende bebidas quentes em Pequim, quinta-feira, 18 de dezembro de 2025.
AP/Ng Han Guan
A economia da China cresceu a um ritmo anual de 5% em 2025, sustentada por exportações fortes, apesar das tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
No entanto, o crescimento desacelerou para 4,5% no último trimestre do ano, informou o governo nesta segunda-feira. Foi o crescimento trimestral mais lento desde o fim de 2022, durante a pandemia de COVID-19. A economia, a segunda maior do mundo, havia crescido a um ritmo anual de 4,8% no trimestre anterior.
Os líderes chineses vêm tentando estimular um crescimento mais rápido após a queda do mercado imobiliário e os impactos da pandemia se espalharem pela economia.
Como esperado, o crescimento anual no ano passado ficou em linha com a meta oficial do governo, de uma expansão de “cerca de 5%”.
Exportações fortes ajudaram a compensar o consumo fraco das famílias e o investimento das empresas, contribuindo para um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão.
“A principal questão é por quanto tempo esse motor de crescimento pode continuar sendo o principal impulsionador”, escreveu em nota recente Lynn Song, economista-chefe para a Grande China do banco holandês ING.
As exportações chinesas para os Estados Unidos sofreram após o retorno de Donald Trump à presidência no início do ano passado e o aumento das tarifas. Mas essa queda foi compensada pelos embarques para o restante do mundo. O aumento acentuado das importações de produtos chineses vem levando alguns governos a agir para proteger as indústrias locais, em alguns casos elevando tarifas de importação.
“Se mais economias também começarem a aumentar tarifas contra a China, como o México fez e a União Europeia ameaçou fazer, eventualmente haverá um aperto maior”, disse Song.
Os líderes chineses têm destacado repetidamente o fortalecimento da demanda doméstica como foco de política, mas os efeitos até agora foram limitados. Um programa de troca que incentiva motoristas a substituir carros antigos por modelos mais eficientes em energia, por exemplo, vem perdendo fôlego nos últimos meses.
“A estabilização, não necessariamente a recuperação, do mercado imobiliário doméstico é fundamental para reavivar a confiança do público e, assim, o consumo das famílias e o crescimento do investimento privado”, disse Chi Lo, estrategista sênior de mercados para a Ásia-Pacífico da BNP Paribas Asset Management.
A China também concedeu subsídios para a troca de eletrodomésticos como geladeiras, máquinas de lavar e TVs. Embora as principais políticas de estímulo ao consumo em 2025 — incluindo esses subsídios — devam continuar em 2026, elas podem ser reduzidas, afirmou em nota recente Weiheng Chen, estrategista global de investimentos do J.P. Morgan Private Bank.
Investimentos em inteligência artificial e outras tecnologias avançadas continuam sendo uma prioridade central para o Partido Comunista Chinês no poder, à medida que busca ampliar a autossuficiência e rivalizar com os Estados Unidos. Muitos chineses comuns e pequenas empresas, porém, enfrentam tempos difíceis e uma incerteza preocupante sobre empregos e renda.
Alguns economistas e analistas acreditam que o crescimento econômico real da China em 2025 foi mais lento do que indicam os dados oficiais. O grupo de pesquisa Rhodium Group disse no mês passado que esperava que a economia chinesa tivesse crescido apenas entre 2,5% e 3% no ano passado.
Segundo dados do governo, a economia chinesa cresceu 5% em 2024 e 5,2% em 2023. As metas oficiais de crescimento, antes mais ambiciosas, também vêm caindo nos últimos anos, de 6% a 6,5% em 2019 para “em torno de 5%” em 2025.
É esperada uma expansão anual mais lenta em 2026. O Deutsche Bank prevê que a economia chinesa cresça cerca de 4,5% em 2026.
Embora a China provavelmente consiga manter a estabilidade social mesmo com taxas menores de crescimento econômico, Pequim “quer que a economia continue crescendo”, disse Neil Thomas, pesquisador do Center for China Analysis do Asia Society Policy Institute.
A China provavelmente precisa sustentar uma expansão anual em torno de 4% a 5% para alcançar sua meta indicativa de US$ 20 mil de PIB per capita até 2035, acrescentou.
Economia da China desacelera no terceiro trimestre, mas segue expectativa de economistas
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
Agora no g1
O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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