Economia
CMN aprova mudanças no estatuto do FGC para reforçar proteção a bancos
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (22) mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que iniciou nesta semana o ressarcimento de investidores com recursos aplicados no Banco Master, liquidado em novembro.
Segundo norma publicada pelo Banco Central (BC), a medida busca aprimorar a governança do FGC e reforçar a proteção das instituições que contribuem para o fundo. (entenda abaixo como o mecanismo funciona)
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A publicação ocorre em meio às liquidações de instituições financeiras conduzidas pelo BC nos últimos meses — incluindo o Master e seu banco digital, Will Bank. Entre os principais pontos, a norma amplia o apoio à transferência de controle ou de ativos e passivos de instituições em “situação conjuntural adversa”, informou o FGC em nota.
“A celebração desses acordos visa assegurar a continuidade na oferta de serviços financeiros e a redução de custos para o Fundo e riscos para o sistema financeiro”, acrescentou o fundo.
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A normativa também prevê a cobertura de despesas com reclamações, inquéritos, investigações e processos judiciais ligados à atuação do FGC, desde que resultem de atos “regulares de gestão, praticados de boa-fé” pela administração do fundo.
De acordo com o FGC, as mudanças “contribuem para maior estabilidade e solidez do Sistema Financeiro Nacional, mantêm convergência com padrões internacionais de referência e não afetam as liquidações recentes de instituições financeiras”.
A medida também amplia a transparência, ao prever a divulgação ao público de informações sobre o saldo dos instrumentos cobertos por cada instituição financeira.
Além disso, estabelece um prazo máximo de três dias para o início do pagamento das garantias após o recebimento formal das informações enviadas pelos liquidantes.
O Conselho Monetário Nacional é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e composto também pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
O que é e como funciona o FGC?
O FGC é uma associação privada, sem fins lucrativos, que integra o Sistema Financeiro Nacional e atua na manutenção da estabilidade do sistema, na prevenção de crises bancárias e na proteção de depositantes e investidores.
Na prática, funciona como um fundo privado que atua como um seguro. É ele quem garante que os recursos depositados ou investidos em um banco permaneçam protegidos caso a instituição financeira enfrente alguma crise ou dificuldade.
Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos associados, que fazem contribuições mensais ao fundo. Em 2024, o FGC encerrou o ano com patrimônio de R$ 140,4 bilhões, um aumento de 12% em relação aos R$ 125,4 bilhões registrados no ano anterior.
Até setembro, o montante já havia alcançado R$ 153,5 bilhões, dos quais R$122 bilhões eram recursos líquidos em caixa para o exercício de sua atividade.
Mas é preciso cumprir algumas regras e limitações para garantir a devolução dos recursos. Veja abaixo quais são.
Liquidação do Banco Master: como ficam correntistas e investidores?
Quem está protegido pelo FGC?
Os saldos de correntistas e investidores são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.
No caso dos investidores, a cobertura varia conforme o tipo de aplicação. Estão dentro das regras do FGC:
CDB e Recibo de Depósito Bancário (RDB);
Letra de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCAs).
O FGC só atua em casos de intervenção ou liquidação de uma instituição financeira. A indenização considera o valor investido somado aos rendimentos acumulados até a data da liquidação, limitado ao teto de R$ 250 mil.
⚠️ EXEMPLO: Quem tinha R$ 180 mil investidos e R$ 100 mil para receber em rendimentos terá acesso a até R$ 250 mil. O valor que exceder esse limite deve ser solicitado no processo de liquidação conduzido pelo BC.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Economia
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Economia
Câmara dos EUA aprova projeto para proteção de crianças nas redes sociais
Jovem usa o celular
Hollie Adams/Reuters
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (29) um projeto de lei que obriga plataformas online a adotar medidas de proteção para crianças e adolescentes.
A proposta pode abrir caminho para um impasse com o Senado, onde parlamentares defendem regras mais rigorosas.
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O Congresso americano tem demonstrado interesse crescente em prevenir danos a jovens no ambiente digital, em meio à reação negativa enfrentada pelas empresas de redes sociais.
O Kids Internet and Digital Safety Act (projeto de lei de segurança na internet e no ambiente digital para crianças) recebeu 267 votos favoráveis e 117 contrários, com apoio de democratas e republicanos.
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O texto exige que as empresas ofereçam ferramentas para que crianças e adolescentes limitem recursos considerados viciantes e adotem políticas para protegê-los de alguns tipos de danos, incluindo a exploração sexual.
A proposta é a primeira iniciativa da Câmara para regulamentar a segurança infantil na internet desde a aprovação, pelo Senado, do Kids Online Safety Act (projeto de lei de segurança online para crianças), por 91 votos a 3, em 2024.
O projeto aprovado pelo Senado impõe às empresas de redes sociais um “dever de cuidado” (duty of care) em relação aos usuários mais jovens. A senadora republicana Marsha Blackburn vem negociando com a Casa Branca para obter apoio a um pacote legislativo que incluiria essa proposta.
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